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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Kit Mendigo

  KIT MENDIGO
 O Governo de Portugal deve comparticipar nas despesas ...
... é melhor que uma "fábrica de fazer chouriços" e, supra sumo da economia liberal, não paga impostos como os ricos!

Não te esqueças esconjurar o trabalho, dizem que isso não dá nada e paga-se muitos impostos.

domingo, 8 de maio de 2011

Foleiros & doutores, por Manuel A. Pina

A Obesidade Mental - Andrew Oitke/por João César das Neves

Por João César das Neves - 26 de Fev. 2010


O prof.  Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity», que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral.
Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna.
«Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada.
Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.»
Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono.
As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas.
Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada.
Os cozinheiros desta magna "fast food" intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema.
Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.»
O problema central está na família e na escola.
«Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate.
Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas.
Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.»
Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado "Os Abutres", afirma:
«O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas.  
A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.»
O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante.
«Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»
Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura.
«O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades.
Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy.
Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve.
Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê.
Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto».
As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras.
«Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência.
A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia.
Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo.
Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam.
É só uma questão de obesidade.
O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos.
O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos.
Precisa sobretudo de dieta mental.» 

Diferenças...(1978 - 2010)

Situação: O fim das férias.


Ano 1978:
Depois de passar 15 dias com a família atrelada numa caravana puxada por um Fiat 600 pela costa de Portugal, terminam as férias. No dia seguinte vai-se trabalhar.

Ano 2010:
Depois de voltar de Cancún de uma viagem com tudo pago, terminam as férias. As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão, seborreia e caganeira.


Situação: Chega o dia de mudança de horário de Verão para Inverno.

Ano 1978:
Não se passa nada.

Ano 2010:
As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão e caganeira.



Situação: O Pedro está a pensar ir até ao monte depois das aulas, assim que entra no colégio mostra uma navalha ao João, com a qual espera poder fazer uma fisga.

Ano 1978:
O director da escola vê, pergunta-lhe onde se vendem, mostra-lhe a sua, que é mais antiga, mas que também é boa.

Ano 2010:
A escola é encerrada, chamam a Polícia Judiciária e levam o Pedro para um reformatório. A SIC e a TVI apresentam os telejornais desde a porta da escola.


Situação: O Carlos e o Quim trocam uns socos no fim das aulas.

Ano 1978:
Os companheiros animam a luta, o Carlos ganha. Dão as mãos e acabam por ir juntos jogar matrecos.
Ano 2010:
A escola é encerrada. A SIC proclama o mês anti-violência escolar, O Jornal de Notícias faz uma capa inteira dedicada ao tema, e a TVI insiste em colocar a Moura Guedes à porta da escola a apresentar o telejornal, mesmo debaixo de chuva.


Situação: O Jaime não pára quieto nas aulas, interrompe e incomoda os colegas.

Ano 1978:
Mandam o Jaime ir falar com o Director, e este dá-lhe uma bronca de todo o tamanho. O Jaime volta à aula, senta-se em silêncio e não interrompe mais.

Ano 2010:
Administram ao Jaime umas valentes doses de Ritalin. O Jaime parece um Zombie. A escola recebe um apoio financeiro por terem um aluno incapacitado.


Situação: O Luis parte o vidro dum carro do bairro dele. O pai caça um cinto e espeta-lhe umas chicotadas com este.

Ano 1978:
O Luis tem mais cuidado da próxima vez. Cresce normalmente, vai à universidade e converte-se num homem de negócios bem sucedido.

Ano 2010:
Prendem o pai do Luís por maus-tratos a menores. Sem a figura paterna, o Luís junta-se a um gang de rua. Os psicólogos convencem a sua irmã que o pai abusava dela e metem-no na cadeia para sempre. A mãe do Luís começa a namorar com o psicólogo. O programa da Fátima Lopes mantém durante meses o caso em estudo, bem como o Você na TV do Manuel Luís Goucha.


Situação: O Zézinho cai enquanto praticava atletismo, arranha um joelho. A sua professora Maria encontra-o sentado na berma da pista a chorar. Maria abraça-o para o consolar.

Ano 1978:
Passado pouco tempo, o Zézinho sente-se melhor e continua a correr.

Ano 2010:
A Maria é acusada de perversão de menores e vai para o desemprego. Confronta-se com 3 anos de prisão. O Zézinho passa 5 anos de terapia em terapia. Os seus pais processam a escola por negligência e a Maria por trauma emocional, ganhando ambos os processos. Maria, no desemprego e cheia de dívidas suicida-se atirando-se de um prédio. Ao aterrar, cai em cima de um carro, mas antes ainda parte com o corpo uma varanda. O dono do carro e do apartamento processam os familiares da Maria por destruição de propriedade. Ganham. A SIC e a TVI produzem um filme baseado neste caso.


Situação: Um menino branco e um menino negro andam à batatada por um ter chamado 'chocolate' ao outro.

Ano 1978:
Depois de uns socos esquivos, levantam-se e cada um para sua casa. Amanhã são colegas.

Ano 2010:
A TVI envia os seus melhores correspondentes. A SIC prepara uma grande reportagem dessas com investigadores que passaram dias no colégio a averiguar factos. Emitem-se programas documentários sobre jovens problemáticos e ódio racial. A juventude Skinhead finge revolucionar-se a respeito disto. O governo oferece um apartamento à família do miúdo negro.


Situação: Fazias uma asneira na sala de aula.

Ano 1978:
O professor espetava duas valentes lostras bem merecidas. Ao chegar a casa o teu pai dava-te mais duas porque 'alguma deves ter feito'

Ano 2010:
Fazes uma asneira. O professor pede-te desculpa. O teu pai pede-te desculpa e compra-te uma Playstation 3.

sábado, 7 de maio de 2011

sábado, 25 de setembro de 2010

A soldado desconhecida

Citações.
A soldado desconhecida, Ferreira Fernandes, DN, 12.08.10:

Josefa, 21 anos, a viver com a mãe. Estudante de Engenharia Biomédica, trabalhadora de supermercado em part-time e bombeira voluntária. Acumulava trabalhos e não cargos - e essa pode ser uma primeira explicação para a não conhecermos. Afinal, um jovem daqueles que frequentamos nas revistas de consultório, arranja forma de chamar os holofotes. Se é futebolista, pinta o cabelo de cores impossíveis; se é cantora, mostra o futebolista com quem namora; e se quer ser mesmo importante, é mandatário de juventude. Não entra é na cabeça de uma jovem dispersar-se em ninharias acumuladas: um curso no Porto, caixeirinha em Santa Maria da Feira e bombeira de Verão. Daí não a conhecermos, à Josefa. Chegava-lhe, talvez, que um colega mais experiente dissesse dela: "Ela era das poucas pessoas com que um gajo sabia que podia contar nas piores alturas." Enfim, 15 minutos de fama só se ocorresse um azar... Aconteceu: anteontem, Josefa morreu em Monte Mêda, Gondomar, cercada das chamas dos outros que foi apagar de graça. A morte de uma jovem é sempre uma coisa tão enorme para os seus que, evidentemente, nem trato aqui. Interessa-me, na Josefa, relevar o que ela nos disse: que há miúdos de 21 anos que são estudantes e trabalhadores e bombeiros, sem nós sabermos. Como é possível, nos dias comuns e não de tragédia, não ouvirmos falar das Josefas que são o sal da nossa terra?

sexta-feira, 18 de junho de 2010

desHIgNiO NACIONAL

Heróis do mal
Pobre Povo
Nação doente
E mortal
Expulsai os tubarões
Exploradores de Portugal
Entre as burlas
Sem vergonha
Ó Pátria
Cala-lhe a voz
Dessa corja tão atroz
Que há-de levar-te à miséria
P'ra rua, p'ra rua
Quem te está a aniquilar
P'ra rua, p'ra rua
Os que só estão a chular
Contra os burlões
Lutar, lutar !

sexta-feira, 5 de junho de 2009

OS PIDEZINHOS



OS PIDEZINHOS



É TÃO VERDADE QUE ATÉ DÁ CALAFRIOS!

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Alguém se admira que, num futuro próximo, até existam prémios para os melhores bufos de serviço?


18:19 Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Vamos esquecer por momentos que uma professora de História teve conversas ordinárias e arrogantes diante de criancinhas de uma escola de Espinho.
Concentremo-nos nas criancinhas.
Elas têm telemóvel antes de saber dizer "Sócrates".
Dominam as tecnologias como nós, "os cotas", nunca saberemos. Nem durando cem anos.
Tricotam sem pestanejar no telélé e até inventaram uma nova linguagem para se entenderem à velocidade do dedo.
Por vezes, trocam mensagens com conteúdos que muito ajudariam à educação sexual dos papás.
Na rua, no metro, no autocarro, estão absolutamente concentrados em si próprios. E virtualmente conectados com os amigos (o conceito de "amigo" também nos levaria longe, mas fiquemos por aqui...)
O Governo, para ajudar à catequização de alguma desta mocidade portuguesa, inventou o Magalhães. E promoveu-o de forma quase pornográfica.
Mensagens, mails e todo um pacote de instrumentos onde simulamos intimidades que não temos, trocaram a volta às relações. De pequenos e graúdos.
Fomos por aí adiante, cantando e rindo, sem pensar no que isso acarretou de exclusão, preconceito, intolerância, individualismo e seguidismo.
Pior: as criancinhas aprenderam depressa - e mais apetrechadas tecnologicamente - que a denúncia e a violação da intimidade, rendem. Nuns casos, até são elogiadas por isso. Com um jeitinho, até poderão faltar às aulas e reprovar nos exames consoante a produtividade da bufaria, quem sabe?
Nos últimos tempos, a moda pegou com os professores.
Não demorará muito a que estes pidezinhos de aviário, alimentados pela nossa inconsciência e irresponsabilidade, comecem a achar graça a algumas coisas que se passam lá em casa. Talvez as gravem. Ou filmem. E partilhem com os amigos.
Um dia talvez casem. Talvez tenham ciúmes. Talvez se divorciem. Talvez se apaixonem ou desapaixonem com facilidade. E sabe-se lá o que farão em nome da vigilância, da paz e da guerra dos afectos.
Um dia, terão um emprego.
E sabe-se lá o que farão para o manter. Ou em nome da ambição.
Se este Governo já pediu aos funcionários públicos para denunciarem a corrupção nos locais de trabalho, alguém se admira que, num futuro próximo, até existam prémios para os melhores bufos de serviço?
Há uns anos conheci uma pessoa que, entre o jornal onde trabalhava e um lugar na PIDE, acabaria por aceitar as funções no jornal. Ficava mais perto de casa, confessou ele, um dia.
Se pensarem que estamos muito longe disso, vá lá, pensem outra vez.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Com a nova lei da aposentação...

«Nunca vi um pessimista criar um posto de trabalho»

O secretário-geral do PS criticou este domingo o «negativismo» das oposições, referindo: «Eu nunca vi um pessimista criar um único posto de trabalho».
José Sócrates falava num jantar/comício, em Valongo, com a presença de Vital Moreira, cabeça de lista do PS às Europeias, tendo afirmado que o Partido Socialista e o Governo «querem um país progressista, moderno e europeu, que acredita em si próprio e que não se deixa vencer pelo pessimismo».

daqui

Mas todos os dias se assiste a um [Governo] optimista destruir vários.

domingo, 17 de maio de 2009

Desenrascanço - a palavra que os ingleses queriam ter *

>
> *Desenrascanço, a palavra que os ingleses queriam ter *
>
>
>
>
> Um site norte-americano fez uma lista das 10 palavras estrangeiras que mais
> falta fazem à língua inglesa. A palavra portuguesa "desenrascanço" é a que
> lidera.
>
>
>
> "Bakku-shan" é a palavra usada pelos japoneses quando se querem referir a
> uma rapariga bonita, vista de costas.
>
> "Nunchi" é outra das palavras escolhidas. É coreana e é usada para falar de
> alguém que fala sempre do assunto errado, um género de desbocado ou
> inconveniente.
>
> "Tingo" é uma expressão usada na Ilha da Páscoa, Chile, e significa pedir
> emprestado a um amigo até o deixar sem nada.
>
> A lista das "10 palavras estrangeiras mais fixes que a língua inglesa devia
> ter"
http://www.cracked.com/article_17251_p2.html é liderada pela palavra
> portuguesa "desenrascanço". Esta é a expressão que, segundo os autores do
> site norte-americano, mais falta faz ao vocabulário inglês.
>
> *O "desenrascanco", segundo os norte-americanos**
> *
> Depois de percorrer duas páginas com explicações das nove palavras
> estrangeiras mais fixes, chega-se ao número 1. A falta da cedilha não
> importa para se perceber que estamos a falar do "desenrascanço", tão típico
> da nossa cultura.
>
> *"Desenrascanco: a arte de encontrar a solução para um problema no último
> minuto, sem planeamento e sem meios"*, explica o site dando como exemplo a
> célebre personagem de uma série de televisão MacGyver.
>
> *"O que é interessante sobre o desenrascanco - a palavra portuguesa para
> estas soluções de último minuto - é o que ela revela sobre essa cultura".
> "Enquanto a maioria de nós [norte-americanos] crescemos sob o lema dos
> escuteiros 'sempre preparados', os portugueses fazem exactamente o
> contrário"*, prosseguem os autores.
>
> *"Conseguir uma improvisação de última hora que, não se sabe bem como, mas
> funciona, é o que eles [portugueses] consideram como uma das aptidões mais
> valiosas: até a ensinam na universidade e nas forças armadas. Eles acreditam
> que esta capacidade tem sido a chave da sua sobrevivência durante séculos".*
> *
> *
> *"E não se ria: a uma dada altura eles conseguiram construir um império que
> se estendeu do Brasil às Filipinas" *à custa do desenrascanço, sublinham os
> autores, terminando o texto:
>
> *"Que se lixe a preparação. Eles têm desenrascanco"*, termina o artigo.
>

domingo, 3 de maio de 2009

Já nos chega os pacotes MEO e outros afins - Caso muito grave!!

Já que estamos em tempo de eleições europeias.......

URGENTE:

VOTAÇAO NO PARLAMENTO EUROPEU NO DIA 5 DE MAIO DE 2009

Não deixe que o parlamento europeu lhe feche a internet... não haverá volta atrás!

Aja agora!
O acesso à internet não é condicional

Todos os que têm um site, blog bem como todos aqueles que usam o Google ou o Skype, todos aqueles que gostam de expressar as suas opiniões livremente, investigarem do modo que entendem seja para questões pessoais, profissionais ou académicas, todos os que fazem compras online, fazem amigos online, ouvem música ou vêm videos...

Milhões de europeus dependem da internet quer seja directa ou indirectamente no seu estilo de vida. Tirá-la, limitá-la, restringi-la ou condicioná-la, terá um impacto directo naquilo que fazemos. E se um pequeno negócio depender da internet para sobreviver, torná-la inacessível num período de crise como o que vivemos não pode ser bom.

Pois a internet que conhecemos está em vias de extinção através das novas regras que a União Europeia quer propôr no final de Abril. Segundo estas leis, os provedores de serviço, ou seja as empresas que nos fornecem a internet, PT, Zon, Clix entre muitas outras, vão poder legalmente limitar o número de websites que visitamos, além de nos poderem limitar o uso ou subscrição de quaisquer serviços que queiramos de algum site.

As pessoas passarão a ter uma espécie pacotes de internet parecidos com os da actual televisão. Será publicitada com muitos "novos serviços" mas estes serão exclusivamente controlados pelo fornecedor de internet, e com opções de acesso a sites altamente restringidas.

Isto significa que a internet sera empacotada e a sua capacidade de aceder e colocar conteúdo será severamente restringida. Criará pacotes de acessibilidade na internet, que não se adequam ao uso actual que damos à internet hoje.

A razão é simples...

Hoje a internet permite trocas entre pessoas que não são controladas ou promovidas pelo intermediário (o estado ou uma grande empresa), e esta situação melhora de facto a vida das pessoas mas força as grandes corporações a perderem poder, controle e lucros. E é por isso que estas empresas forçam os políticos "amigos" a agirem perante esta situação.
A desculpa é a pirataria de filmes e música, mas as verdadeiras vítimas seremos todos nós, a democracia e a independência cultural e informativa do cidadão.

Recentemente, vieram com a ideia que a pirataria de vídeos e música promove o terrorismo (http://diario.iol.pt/tecnologia/mapinet-internet-pirataria-terrorismo-crime-tvi24/1058509-4069.html ) para que seja impensável ao cidadão comum não estar de acordo com as novas regras...

Pense no modo como usa a internet! Que significaria caso a sua liberdade de escolha lhe fosse retirada?

Hoje em dia, a internet é sobre a vida e liberdade. É sobre fazer compras online, reservar bilhetes de cinema, férias, aprendermos coisas novas, procurar emprego, acedermos ao nosso banco e fazermos comércio.
Mas é também sobre coisas divertidas como namorar, conversar, convidar amigos, ouvir música, ver humor, ou mesmo ter uma segunda vida.
Ela ajuda-nos a expressarmo-nos, inovarmos, colaborarmos, partilharmos, ajuda-nos a ter novas ideias e a prosperar... tudo sem a ajuda de intermediários.

Mas com estas novas regras, os fornecedores de internet escolherão onde faremos tudo isso, se é que nos deixarão fazer.

Caso os sites que visitamos, ou que nós criámos não estejam incluídos nesses pacotes oferecidos por estas empresas, ninguém os poderá encontrar.

Se somos donos de um site ou de um blog e não formos ricos ou tivermos amigos poderosos, teremos de fechar.

Só os grandes prevalecerão, com a desculpa de que os pequenos não geram tráfego suficiente para justificar serem incluídos no pacote.

Continuaremos a ter a Amazon, a Fnac ou o site das finanças, mas poucos mais.

Os telefonemas gratuitos pela internet decerto que acabarão ( como já se passa nalguns países da Europa) e os pequenos negócios e grupos de discussão desaparecerão, sobretudo aqueles que mais interessam, os que podem e querem partilhar a sua sabedoria gratuitamente com o mundo.

Se nada fizermos perderemos quase de certeza a nossa liberdade e uso livre da internet.

A proposta no Parlamento Europeu arrisca o nosso futuro porque está prestes a tornar-se lei, uma lei quase impossível de reverter.

Muitas pessoas, incluíndo deputados do Parlamento Europeu que a vão votar positivamente, não fazem a menor ideia do que isto pode querer dizer, nem se apercebem das implicações brutais que estas regras terão na economia, sociedade e liberdade. Estas medidas vêm embrulhadas numa coisa chamada "Pacote das Telecom´s" disfarçando estas leis de algo que apenas é relativo à indústria das telecomunicações.

Mas na verdade, tudo não passa de regras sobre o uso futuro da internet. A liberdade está a ser riscada do mapa.

Nestas leis propostas, estão incluídas regras que obrigam as Telecoms a informaram os cidadãos das condições em que o acesso à internet é fornecido. Parece ser uma coisa boa, em nome da transparência, mas não passa de uma diversão para poderem afirmar que podem limitar o nosso acesso à liberdade na internet, apenas terão é que informar-nos disso.

O futuro da internet está em jogo e precisamos de agir já para o salvar.
Diga ao Parlamento Europeu que não quer que estas alterações sejam votadas.
Lembre-os que as eleições europeias são em Junho e que a internet ainda nos dá alguma liberdade para que possamos observar e julgar os seus actos no Parlamento.
Saiba que não está sozinho(a) nesta luta... Enquanto lê isto, centenas e centenas de outras organizações estão a trabalhar para que esta mensagem chegue a quem de direito. Milhares de pessoas estão também a contactar os seus deputados neste sentido. Ajude-se a si mesmo, colabore e faça o que pode por esta causa...

A internet é tão sua como deles...

Divulgue esta mensagem o mais que possa...

Faça Copy/Paste do texto em baixo e envie aos Deputados do Parlamento Europeu!

Aqui vão alguns endereços:

carlos.coelho@europarl.europa.eu



Texto:


Dear Deputy

I'd like to draw your attention to the Telecoms Package which I believe will be voted on by the European Parliament committees at the end of March and again on 21 April by all MEPs.

I have serious concerns that the changes that the European Parliament is proposing will adversely affect business in the European Union.
I understand that the European Parliament is proposing to include changes to the law which will affect my access to the Internet, and which may limit, restrict or place conditions on my ability to access websites and services.

I use the Internet every to work, shop, socialise, bank, research, listen to music, enjoy cultural activities, talk to friends and family, order tickets, choose my holidays, pursue my interests and hobbies...and much more.

The changes in the law that the European Parliament is proposing will permit my broadband provider to offer me a limited, restricted or conditional service. My concern is that such changes will kill the life of the Internet as we know it, and could have serious, detrimental economic impact on Europe's economy.

I am writing to ask you, as my representative in the European Parliament, to vote to protect our right to trade and do business using the Internet.

As we live in a democratic society, we need to openly debate these issues and establish the principles for the Internet as society.

Please support amendments which safeguard my rights to access and distribute content, services and applications and reject any text which talks about 'lawful content' or about placing limitations, restrictions or conditions on my Internet access. In particular, I would like you to guarantee my rights to freely use the Internet, and ensure that all websites and services are accessible to all users.

Yours sincerely ,





Para mais informações sobre a lei:

http://www.laquadrature.net/en/telecoms-package-towards-a-bad-compromise-on-net-discrimination

http://www.laquadrature.net/wiki/Telecoms_Package

http://en.wikipedia.org/wiki/Telecoms_Package

http://www.blackouteurope.eu/






















Dia Mundial da Liberdade de Imprensa




Opinião
Editorial: O dia da mãe de todas as liberdades

03.05.2009 - 17h02 Nuno Pacheco
Hoje, data em que se assinala o Dia da Mãe, celebra-se também o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que é, em sentido lato, a mãe de todas as liberdades. Larry Kilman, num editorial publicado no site da WAN (World Association of Newspapers), recordava ontem essa verdade elementar, que é partilhada por muitos: "Sem o direito a informar e a expressar-se livremente, ninguém poderá reclamar outros direitos.

.
"Claro que a data é, quase sempre, usada para acertar contas no relatório sinistro das perdas: de direitos e de vidas. E o que devia ser pretexto para indignação acaba por, infelizmente, como sucede com a repetição mecânica do número de mortos nas guerras, pretexto para amolecer a capacidade de revolta. É diferente saber, num dado momento, que um jornalista foi abatido a sangue-frio quando empunhava uma câmara ou um microfone do que ver tal morte diluída nas estatísticas. E, nestas, sabe-se agora que em 2008, só em matéria de jornalistas assassinados, o Iraque levou a dianteira, com 14 mortos, seguido do Paquistão (sete), da Índia (sete) e das Filipinas (seis).
.
Mas não se calam os jornalistas apenas matando-os e, por isso, todos os anos há uma lista de detenções que alastra pelo mundo. É outra frente de combate. Em 2008, foram detidos 673 jornalistas e, em Dezembro, 125 continuavam nas prisões, sujeitos a penas variáveis. A maior parte das detenções deu-se, sem surpresa, em África, mas os países onde os jornalistas mais continuam a cumprir penas de prisão são a China (28), Cuba (21), Birmânia (14) ou a Eritreia (13), isto para não falar de países como a Coreia do Norte, onde a imprensa livre é proibida. Há um dado novo: os blogers passaram a integrar, também, a lista dos perseguidos. O que torna óbvio que os ataques à liberdade de imprensa visam, em primeiro lugar, a liberdade de expressão de todos os cidadãos.
.
Mas se os regimes corruptos, ditatoriais ou repressivos são os inimigos crónicos da liberdade de informar, será que ganharam um "aliado" temporário na crise económica? Outro relatório anual, o da Freedom House (ver pág. 16), garantia ontem que sim, afirmando que, "tanto nos países ricos, como nos países pobres, as pressões sobre a liberdade dos media crescem de todos os lados e estão a ameaçar cada vez mais os ganhos consideráveis do último quartel do século XX". Isto num quadro global em que apenas 17 por cento dos habitantes da Terra contam com imprensa livre e em que, pelo sétimo ano consecutivo, a liberdade de imprensa no mundo continuará a regredir.
.
Mas há quem defenda que, mais do que a crise ou do que as pressões para garantir a difícil sustentabilidade dos media nestes tempos difíceis, será o mau jornalismo o principal coveiro do jornalismo tout court. O acesso gratuito e irrestrito à informação como ideal veio favorecer a circulação (na Internet, em ecrãs públicos, em folhas que se fazem passar por jornais) de coisas que, a coberto de informar, por vezes não passam de propaganda ou mera difusão de interesses particulares. Se a defesa do jornalismo, apesar da crise, das contenções, das reestruturações mais duras, não passar em simultâneo pela aposta intransigente na qualidade jornalística, então algo falhará no processo. E amanhã, a par dos que não têm liberdade de imprensa, estarão muitos que julgam tê-la sem na verdade a ter. Nessa altura, o mundo estará ainda mais pobre. E mais submisso.
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domingo, 8 de março de 2009

Dia Internacional da Mulher - 8 de Março




"Every time we liberate a woman, we liberate a man." (Margaret Mead), foto

"Feminism is the radical notion that women are people."

"O grau de emancipação das mulheres é um indicador do grau de emancipação da sociedade" (Charles Fourier)

O Dia Internacional da Mulher é comemorado em homenagem às operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque que, em 8 de Março de 1857, entraram em greve, ocupando as instalações fabris, para reivindicarem a redução do seu horário de trabalho de mais de 16 horas por dia para as 10 horas laborais diárias. Estas operárias recebiam menos de um terço do salário dos homens e, devido à posição que tomaram, foram fechadas dentro da fábrica, onde, entretanto, deflagrou um incêndio. Cerca de 130 mulheres morreram. Em 1910 numa conferência internacional das mullheres, realizada na Dinamarca, foi decidido comemorar o Dia Internacional da Mulher nessa data de cada ano civil, em homenagem àquelas operárias.

Como apareceu o Dia Internacional da Mulher (breve cronologia)

1907
Movimento das Sufragistas pelo voto feminino nos EUA.
Em Stuttgart, é realizada a 1ª Conferência da Internacional Socialista com a presença de Clara Zetkin, Rosa Luxemburgo e Alexandra Kollontai. Uma das principais resoluções: Todos os partidos socialistas do mundo devem lutar pelo sufrágio feminino.

1908
Em Chicago (EUA), no dia 3 de Maio, é celebrado, pela primeira vez, o Woman´s Day. A convocação é feita pela Federação Autónoma de Mulheres.
1909
Novamente em Chicago, mas com nova data, último domingo de Fevereiro, é realizado o Woman´s Day. O Partido Socialista Americano é o organizador.
1910
A terceira edição do Woman's Day é realizada em Chicago e Nova Iorque pelo Partido Socialista, no último domingo de Fevereiro. Em Nova Iorque, é grande a participação de operárias devido a uma greve que paralisava as fábricas de tecido da cidade. Dos trinta mil grevistas, 80% eram mulheres. Essa greve durou três meses e acabou no dia 15/02, véspera do Woman's Day.
- Em Maio seguinte, o Congresso do Partido Socialista Americano delibera que as delegadas ao Congresso da Internacional, que seria realizado em Copenhaga, na Dinamarca, em Agosto, defendam que a Internacional assuma o Dia Internacional da Mulher. Este deve ser comemorado no mundo inteiro, no último domingo de Fevereiro, a exemplo do que já acontecia nos EUA.
- Em Agosto, a 2ª Conferência Internacional da Mulher Socialista, realizada dois dias antes do Congresso, delibera que: as mulheres socialistas de todas as nacionalidades organizarão (...) um dia das mulheres específico, cujo principal objectivo será a promoção do direito a voto para as mulheres. Não é definida uma data específica.

1911
Durante uma nova greve de tecelãs e tecelões, em Nova Iorque, morrem 146 grevistas, a causa de um incêndio devido a péssimas condições de segurança. Na Alemanha, Clara Zetkin lidera as comemorações do Dia da Mulher, em 19 de Março.

1914
Pela primeira vez, a Secretaria Internacional da Mulher Socialista, dirigida por Clara Zetkin, indica uma data única para a comemoração do Dia da Mulher: 8 de Março.
mais informação aqui

quinta-feira, 5 de março de 2009

Estamos Perdidos há Muito Tempo

EÇA DE QUEIROZ escreveu em 1871 :


"Estamos perdidos há muito tempo...
O país perdeu a inteligência e a consciência moral.
Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada.
Os caracteres corrompidos.
A prática da vida tem por única direcção a conveniência.
Não há princípio que não seja desmentido.Não há instituição que não seja escarnecida.
Ninguém se respeita.Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.
Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.
Alguns agiotas felizes exploram.A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.
O povo está na miséria.
Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente.
O Estado é considerado na sua ação fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.Diz-se por toda a parte, o país está perdido!"

A diaspora portuguesa cresce....cresce......



Número de emigrantes portugueses aumentou 22 mil entre 2006 e 2008

O número de portugueses a ir trabalhar para o estrangeiro aumentou mais de 22 mil entre 2006 e 2008, com uma grande maioria a escolher Suíça e Angola para emigrar, segundo dados do Governo português. Actualmente, a Diáspora lusa assenta em quase cinco milhões.

De acordo com a Direcção-Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas (DGACCP), em 2007-2008 emigraram mais 22.726 portugueses do que em 2006-2007. Existem assim oficialmente 4.990.923 emigrantes portugueses espalhados pelo mundo.

O grande aumento em 2007-2008 deu-se na Europa, com mais 25.251 emigrantes portugueses, e em África, com mais 13.564.

Na Ásia registou-se uma diminuição de 15.163 trabalhadores portugueses e na América a emigração portuguesa também teve uma redução de 926 pessoas.

Na Europa, a Suíça foi o país que mais portugueses (15.871) escolheram para trabalhar em 2007-2008, seguido do Luxemburgo (6.600), da Bélgica (4.952), de Itália (1.528) e de Andorra (1.005).

Em contrapartida, nesse ano saíram 5.304 portugueses de Espanha.

Para o continente africano emigraram 13.564 portugueses, tendo a grande maioria (10.925) escolhido Angola.

Os países africanos de língua portuguesa são aliás o principal destino dos portugueses que vão trabalhar para África, tendo-se registado um aumento de 1.322 emigrantes para Moçambique, 1.011 para Cabo Verde, 381 para a Guiné-Bissau e 196 para São Tomé e Príncipe.

Na Ásia, os números oficiais apontam para uma diminuição de 17.000 portugueses a trabalhar em Macau e para um aumento de 1.478 em Timor-Leste, 122 na China e 73 na Tailândia.

No continente americano, registou-se um aumento de 832 portugueses na Argentina, de 85 no México e de 26 em Cuba.

Em contrapartida, saíram 1.458 portugueses do Uruguai, 409 do Chile e 46 da Colômbia.

Com excepção da Suíça e do Luxemburgo, manteve-se o número de portugueses nos países com forte tradição emigratória como os Estados Unidos, o Canadá, a Venezuela e o Reino Unido.

Os números fornecidos pela DGACCP são uma estimativa e referem-se apenas aos portugueses que se registam nos consulados de Portugal no estrangeiro.

Conseguir determinar o número exacto de portugueses no estrangeiro é um dos objectivos do Observatório da Emigração, criado pelo Governo em Maio de 2008, e que começou os seus trabalhos no início deste ano.

in Jornal de Notícias

quarta-feira, 4 de março de 2009

JORNALISTA DEMITIDA DA TV (BRASIL)


ATÉ PARECE QUE ESTÁ A FALAR DE PORTUGAL...............
SÓ QUE AQUI AINDA É PIOR....
Se uma notícia destas, fosse dita com este ênfase em qualquer das nossas estações de TV, a (ou o) jornalista não seria apenas demitida...
É que os ladrões têm de ser tratados com dignidade!
Grande mulher!


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Pensamento do dia, em 1867



"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado"

Karl Marx, in Das Kapital, 1867