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quarta-feira, 22 de abril de 2009

Mário Crespo: "O DVD do Freeport é o equivalente às gravações do Watergate que fizeram cair Nixon"


Notícia é só aquilo que alguém quer esconder
2009-04-20
A noite de sexta-feira foi frenética nas redacções por todo o país. Às 20 horas, a TVI mostrou a gravação onde Charles Smith é, pela primeira vez, visto e ouvido a descrever um acto de corrupção no licenciamento do Freeport. Um por um, jornais, rádios e TV tentaram obter comentários do gabinete do primeiro-ministro. Tornou-se clara a linha oficial de controlo de estragos dos operadores de média do Governo: nada havia de novo na transmissão da TVI, o primeiro-ministro considerava falsas as afirmações feitas no DVD e tencionava processar quem o tinha difamado.
Com mais ou menos emotividade e calor, os assistentes do primeiro-ministro contactados mostraram também o seu desagrado pelas intenções da Comunicação Social de considerar o DVD da TVI peça importante na cobertura noticiosa do caso Freeport. É de facto muito importante. O DVD do Freeport é o equivalente às gravações do Watergate que fizeram cair Nixon. Foi na consciência disso que, para desgosto dos conselheiros de São Bento, vários órgãos de Informação optaram por reproduzir excertos do scoop da TVI. Outros não. Todos estão no pleno direito de exercer o seu juízo editorial.
Assim, nos dias seguintes, quem passasse os olhos pelos jornais, ouvisse rádio ou seguisse a TV, inevitavelmente seria informado da notícia que a TVI tinha originado. A liberdade de expressão funciona assim, validando-se nesta diversidade de opções que serve o interesse público. O fundamental é que o continue a fazer em total liberdade porque, com os casos do Freeport e do BPN em roda livre e manifestamente longe de uma conclusão, há incógnitas e suspeitas transversais a todo o Estado, e a democracia tem-se vindo a esboroar. Isto não é uma só questão filosófica. É contabilística também. Os economistas sabem projectar os custos da corrupção no quotidiano das dificuldades dos portugueses. Neste mundo do dinheiro público aplica-se muito bem a lei da química de Lavoisier - nada se cria nem se perde, tudo se transforma. O problema está nessa transformação. Se no Freeport ou no BPN alguém fica com dinheiro subtraído aos lucros dos promotores, ele não entra nos impostos e não se transforma em bem-estar social. Os roubos já conhecidos no BPN (mais de dois mil milhões) e os quatro milhões que a Freeport detectou que tinham desaparecido das contas do seu investimento em Portugal deviam ter passado pelo circuito fiscal e ter sido transformados em bem-estar geral nacional. Foi dinheiro do Estado que foi roubado e, se não fosse a Comunicação Social com os seus exageros e exactidões, a sua pluralidade e o seu sectarismo, a sua independência e o seu clubismo fanático, por vezes tudo manifestado na mesma publicação, nada se saberia e o país empobreceria ainda mais depressa. Claro que é preocupante ter a democracia de um Estado dependente de um só sistema, aparentemente tão frágil e anárquico. Mas neste momento é o que nos resta. Entre segredos de justiça e segredos cúmplices, o Estado tem-se vindo a desrespeitar. O DVD do Freeport foi escondido durante anos, ocultando a verdade ou parte dela. Cinco processos judiciais contra jornalistas depois, é conhecido. Nada pode ficar como dantes. Como Bob Woodward disse, "notícia só é aquilo que alguém quer esconder. Tudo o mais é publicidade".
Há demasiada publicidade em Portugal.
daqui

sábado, 14 de março de 2009

Para a polícia britânica, Sócrates continua a ser o principal suspeito!!!


Para os Ingleses José Sócrates continua a ser o principal suspeito!


Freeport: polícia britânica envia documentação - Sócrates principal suspeito

A polícia britânica vai enviar 25 volumes de documentação sobre o caso Freeport para juntar ao processo que está nas mãos da Procuradora Cândida Almeida.

A maior parte da documentação refere-se a transferências bancárias internacionais, entre todas as contas bancária tituladas ou co-tituladas pela empresa Freeport no Reino Unido com destino a Portugal ou a «offshores». A documentação crucial abrange o período de Janeiro de 2001 até Dezembro de 2002 e poderá permitir a identificação dos fluxos financeiros efectuados para alegados pagamentos corruptos.
A TVI sabe que, para os ingleses, o Primeiro-ministro José Sócrates continua a ser o principal suspeito.
Abre-se assim uma nova porta para se chegar ao rasto do dinheiro que terá sido utilizado para pagamento de «luvas». Os ingleses são peritos em «offshores» e dizem mesmo que são dos melhores do Mundo. Caberá depois aos peritos portugueses cruzar a informação.
A catalogação da documentação pode demorar dois a três meses. O departamento de peritagem financeira vai depois analisar os dados e fazer o cruzamento com o levantamento bancário feito em Portugal.
Para os inspectores da Polícia Judiciária (PJ) e os dois procuradores do Ministério Público (MP) que têm feito os interrogatórios, a nova documentação pode implicar o agendamento de novas inquirições a pessoas que tenham que ser interrogadas sobre movimentações bancárias suspeitas.
Veja-se o caso de Júlio Monteiro, tio de José Sócrates, que, à saída do Tribunal de Cascais, confirmou nada lhe ter sido perguntado sobre «offshores».
Agora, com a documentação em Portugal, é possível que testemunhas já ouvidas venham outra vez a ser interrogadas. Isto quer dizer também que foi reatada a cooperação judiciária entre Portugal e o Reino Unido no caso Freeport.
A TVI sabe que o Departamento Central de investigação e Acção Penal (DCIAP) prepara-se também para enviar para os ingleses todo o material relevante investigado e apreendido em Portugal. Trata-se muito provavelmente do conteúdo dos últimos interrogatórios feitos a dois arguidos e a quatro testemunhas ouvidas nas últimas semanas, material apreendido durante as buscas e toda a documentação bancária acumulada durante a investigação do caso Freeport.

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/fr...9515-4071.html

terça-feira, 10 de março de 2009

Cego... só o Ministério Público...


Manuel Pedro trata José Sócrates por tu. Começa por lhe pedir desculpa por o contactar via "fax" e explica-lhe:

"É só para saberes o que está em causa".

NOTÍCIA TVI
JORNAL NACIONAL DE SEXTA

Em Fevereiro de 2005, os escritórios da Smith and Pedro, no número 13 do Largo Coronel Ramos da Costa, em Alcochete, foram objecto de buscas legalmente autorizadas por despacho judicial.

Entre os documentos apreendidos constava o original de um fax, de Manuel Pedro, agora constituído arguido no processo, endereçado a José Sócrates.

O documento tem a data de 4 de Abril de 1996, era o actual primeiro-ministro secretário de Estado Adjunto da Ministra do Ambiente, Elisa Ferreira.

Manuel Pedro trata José Sócrates por tu. Começa por lhe pedir desculpa por o contactar via "fax" e explica-lhe:

"É só para saberes o que está em causa".

A TVI não teve acesso ao documento original, que consta do processo, mas confirmou a sua existência junto de diversas fontes.

O primeiro-ministro, na última comunicação que fez ao país sobre o caso Freeport, foi confrontado pela TVI sobre as suas relações com Manuel Pedro e negou-as peremptoriamente.

Se algum dia o Ministério Público entender que há razões para inquirir o primeiro-ministro, José Sócrates poderá confirmar ou desmentir a recepção do fax e esclarecer qual o assunto que teria Manuel Pedro para tratar com o secretário de Estado do Ambiente em 1996.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Freeport - 6,5 M € a advogados


Esta, como todas as outras que têm aparecido, devem ficar no esquecimento dos tempos passados, das gavetas e corredores dos tribunais e na impunidade de tubarões sempre intocáveis, perante a impotência de um povo pagante, habituado a ser enganado.

Porra!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Fwd: Daqui a poucos anos será assim...

Excerto duma carta dum leitor do Anovis que prefere o anonimato e que diz assim:
"Em relação e este último bródio do Freeport, sabe o que desejo? Que o homem esteja inocente, limpo como nunca esteve em nenhuma das falcatruas anteriores, mas que seja trucidado pela mesma imprensa que o construiu, que fez dele aquilo que ele não é - um político sério e competente. E sabe porquê? Para que sinta bem na pele o quanto é fácil destruir os outros recorrendo a acusações falsas e injustas, como fez em relação a todos nós, acusando-nos de todos os males da pátria, não se preocupando em distinguir os que são efectivamente maus e não deveriam estar no ensino, daqueles que todos os dias, denodadamente, dão o melhor do seu esforço e saber em prol da profissão que gostam."
Toda a carta aqui:

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O Caso Freeport e os comentadores - A RTP prestou um mau serviço à Democracia

O Caso Freeport e os comentadores - A RTP prestou um mau serviço à Democracia
O País assistiu a uma edição do programa "Prós e Contras" na RTP que foi uma autêntica tentativa de lavagem do Primeiro Ministro , no caso Freeport.Fátima Campos Ferreira convidou:
1 - José Miguel Judice - Presidente da Assembleia Geral do BPP - banco que esta semana foi alvo de buscas pela PJ e pelo Mº Pº;
1.1. - José Miguel Judice que foi escolhido por José Sócrates para presidir à reabilitação da Zona Ribeirinha do Tejo;
1.2. - José Miguel Judice que foi mandatário de António Costa , do PS, nas eleições para a Câmara Municipal de Lisboa.
2 - Dr. Raposo Subtil, amigo de José Sócrates , que exerceu o cargo de professor na UNI, a tal que fez José Sócrates "engº" e que entregou na Ordem dos Advogados uma declaração falsa para poder frequentar o estágio, em 1986;
3 - O Secretário de Estado de José Sócrates que viabilizou o projecto Freeport e que em bom rigor terá de ser ouvido -resta saber em que qualidade - no processo Freeport.
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o resto em José Maria Martins (dar uma "voltinha" nos comentários, em especial a carta do LUSITANO)

Assessora de Manuel Pedro confirmou pagamento de “luvas” a José Sócrates

Tio e primo suspeitos de tráfico de influências
Assessora de Manuel Pedro confirmou pagamento de “luvas” a José Sócrates
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Uma assessora de Manuel Pedro, da empresa promotora do Freeport, a consultora Smith & Pedro, disse em 2004 à Polícia Judiciária (PJ) de Setúbal que durante o licenciamento do Freeport, houve o pagamento de “avultadas comissões”, incluindo ao actual primeiro-ministro, que terá recebido “400 mil” – sem que seja especificada a unidade monetária – noticia hoje o diário “Correio da Manhã”.
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o resto no PÚBLICO

Edward and Sophie, Portugal's PM... and a £4m corruption row over giant shopping mall built by British firm

Edward and Sophie, Portugal's PM... and a £4m corruption row over giant shopping mall built by British firm
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The Earl and Countess of Wessex have been caught up in an alleged corruption scandal surrounding a discount shopping complex in Portugal.
It was built by a British property firm Freeport, now being investigated over bribery allegations, and was opened by the Royal couple in September 2004.
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'Sean Collidge heard that Edward had an ambassadorial business role and often helped British investors abroad. Sean approached him and he agreed to lend his name to the company and open the business in Portugal.'
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But Buckingham Palace said last night that Edward had no formal ambassadorial trade role.
o resto da notícia no Daily Mail

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Imprensa britânica sobre o caso Freeport



José Sócrates é suspeito no Reino Unido.
Comunicação social britânica aqui:

http://www.independent.co.uk/news/world/europe/portugal-pm-vows-to-defend-honour-over-mall-1517567.html

Portugal PM vows to defend honour over mall

By Elizabeth Nash
Tuesday, 27 January 2009

Portugal's prime minister, Jose Socrates, is embroiled in an alleged corruption scandal over permission granted for a British development on protected land outside Lisbon.

Police searched the home of Mr Socrates's uncle this week in connection with the affair, which is said to have taken place when Mr Socrates was environment minister in a previous socialist government. Britain's Serious Fraud Office is said to be investigating the unexplained transfer of some 4m euros to bank accounts in Portugal at the time of the deal, press reports say.

Mr Socrates is alleged to have waived environmental restrictions in 2002, following intervention by his uncle and cousin, to grant the British company Freeport a licence to build the Alcochete mall or "village outlet", a gigantic emporium of designer shops south of the Portuguese capital.

The English royal family is reported to have a large stake in Freeport, which was taken over by the US conglomerate Carlyle in 2007.

Mr Socrates denies having misused his ministerial position to allow the shopping mall to go ahead, or having taken bribes from Freeport. In a rare television appearance at the weekend, he scorned the storm of media allegations, which was spearheaded by Lisbon weekly "Sol".

"The reports and the way they are presented are meant to target me personally and weaken me politically in an election year," Mr Socrates said. "Those who think they can beat me this way are wrong, because I'll fight to defend my honour, my integrity."

The Alcochete project was one of a number of major schemes that carved through Portugal's virgin lands, sometimes in defiance of environmental protection orders, in a drive to modernise the country.

The scandal has re-emerged at the worst possible moment for Mr Socrates, who faces general elections this autumn battered by the economic and financial crisis sweeping Portugal.

Environmental approval of the Freeport Outlet project met all legal requirements at the time, Mr Socrates said. He denied that the go-ahead, granted three days before general elections in 2002, was given with "unusual haste". The shopping complex, built in an environmental protection area along the Tagus estuary, needed cabinet approval for regulatory changes.

Ministers reportedly approved the changes just three days before the polls, which Antonio Guterres's Socialists lost to Jose Manuel Durao Barroso's conservative Social Democratic Party. Portugal's environment secretariat subsequently granted planning permission.

"I never gave any instructions to give the case urgent treatment," Mr Socrates insisted. "I reject all insinuations and slanderous allegations that involve my name regarding this case."

The media spotlight focuses on the prime minister's uncle and cousin, Julio and Hugo Monteiro. Hugo Monteiro is alleged to have held meetings with Charles Smith, a Scottish intermediary contracted by Freeport to ease the deal. Julio Monteiro is then said to have used his kinship with Mr Socrates to set up a meeting with the erstwhile environment minister for Mr Smith.

Mr Socrates vaguely recalls meeting Mr Smith in 2001, but "only to present to him the government's environmental requirements," after his ministry had twice blocked the building project. He says he has nothing to do with his uncle's business operations.


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Comunicação social britânica aqui:
http://www.earthtimes.org/articles/show/253334,portuguese-premier-faces-corruption-suspicions--summary.html

Portuguese premier faces corruption suspicions - Summary

Lisbon - A suspected corruption scandal deepened Thursday in Portugal as media reports said the British authorities had requested information about the possible involvement of Prime Minister Jose Socrates in the so-called Freeport case. The public prosecutor's office confirmed that it had received a British request to investigate irregularities allegedly committed when the British company Freeport was seeking permission to build an outlet shopping centre on environmentally protected terrain near Lisbon.

The request did not, however, contain evidence that Portuguese investigators were not aware of, nor were there grounds to name anyone suspect in the case, the prosecutors said.

Britain's Serious Fraud Office wanted to examine Socrates' bank accounts, several media outlets reported.

Socrates, a Socialist, was environment minister in a previous Socialist government when Freeport was granted a licence to build the Alcochete shopping mall. That move came just three days before 2002 elections that brought a conservative government to power.

The shopping mall is one of the biggest in Europe, with 140 boutiques and 18 bars or restaurants. Freeport was taken over by the US conglomerate Carlyle in 2007.

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Cândida de Almeida disse hoje que não havia suspeitos no caso Freeport.Bom, isto é inadmissível.
Se há uma rogatória e Sócrates é suspeito no Reino Unido, porque não é cá em Portugal?
Penso que a Drª Cândida de Almeida está muito cansada e necessita de ser afastada de grandes responsabilidades.
É imperioso que o PGR substitua a Drª Cândida de Almeida no DCIAP.
Por outro lado, a Drª Cândida de Almeida é simpatizante do Partido Socialista e parece que foi membro da Comissão de Honra da candidatura de Mário Soares, bem como o seu defunto marido foi.
Este processo Freeport não deixar de ser encarado como muito grave.
É importante que seja nomeado outro Procurador-Geral Adjunto para o DCIAP. E já.
Está em causa a credibilidade internacional do Estado Português.
É necessário uma firme conduta contra a influência da Maçonaria no processo, pois o PS domina a maioria das lojas maçónicas portuguesas e por sua vez estas controlam o PS , via Grande Oriente Lusitano.
Só uma colaboração entre as polícias britânicas e portuguesas é adequada à investigação da verdade.
Parece que Cândida de Almeida foi contra.
Nao pode ser.
Esperamos uma atitude do Presidente da República.

Por fim, vamos imaginar , como hipótese académica , que eu era Presidente da República . E que o meu irmão estava suspeito no caso BPN! O que faria?
Mesmo assim eu teria de cumprir e fazer cumprir a constituição! Linear. Ou demitir-me!

in
José Maria Martins

http://raivaescondida.wordpress.com/


quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Boca do Inferno - Ricardo Araújo Pereira - Os casos Freeport




Visao Boca do Inferno – Ricardo Araújo Pereira

Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

Opinião

Os casos Freeport

A quem interessa um outlet com lojas de roupa de marca mais baratas perto de Lisboa? Ao sexto homem mais elegante do mundo, certamente

Que dizer do caso Freeport que ainda não tenha sido referido por outros? Eis um problema que não afecta este vosso amigo. Vasco Pulido Valente, Pacheco Pereira e eu temos a mesma sorte: acontece com muita frequência os cronistas que nos precedem falharem o essencial. Entretêm-se com o supérfluo, esmiúçam os aspectos menos importantes dos assuntos e deixam, livre de toda a palha, o núcleo essencial dos problemas à mercê de ser colhido por nós. Foi o que sucedeu com o caso Freeport. Analistas atrás de analistas têm vindo a ignorar o facto central de todo este processo: Sócrates diz Freepor. Este é o primeiro ponto essencial que ninguém referiu. Toda a gente diz Freeport, menos José Sócrates, que diz Freepor. Parece claro, por isso, que Sócrates recusa revelar tudo neste caso, nomeadamente o t final de Freeport, que nunca articula. Parece impossível que um político que tanto se tem batido pelo ensino do inglês não seja capaz de pronunciar correctamente uma palavra inglesa. Portugal assiste, portanto, a dois casos em vez de um: o caso Freeport e o caso Freepor. Este último – que, recordemos, foi denunciado por mim –, acaba por ser mais rico e intrigante do que o primeiro, porquanto junta às suspeitas de corrupção o mistério do desaparecimento de uma consoante. Além disso, entronca num caso antigo, na medida em que recupera as dúvidas que existiam quanto às competências do primeiro-ministro no âmbito do inglês técnico.

O segundo ponto essencial que a imprensa tem esquecido é o motivo. Sócrates tinha ou não uma razão forte e privada para favorecer a construção do Freeport? Não é preciso pensar muito para concluir que sim. A quem interessa um outlet com lojas de roupa de marca mais barata perto de Lisboa? Ao sexto homem mais elegante do mundo, certamente. O Freeport permite-lhe manter a mesma elegância, mas a preços mais baixos. Não sei se o primeiro-ministro cometeu alguma infracção ética ou até algum delito no caso Freeport, mas não deve ser menosprezada a ambição, inerente à condição humana, de ultrapassar o Karl Lagerfeld em garbo.

O terceiro ponto menosprezado pela comunicação social tem a ver com o facto que precipitou a investigação. Ao que parece, o juiz desconfiou do modo como o projecto foi licenciado. De acordo com a descrição do magistrado, tudo se passou de forma impecável, célere e competente. Estava à vista de todos que alguma coisa estava mal. Em Portugal, este costuma ser um bom método para descobrir ilegalidades. Se um projecto é aprovado dentro do prazo, alguém anda a receber dinheiro por fora. Normalmente, quando alguma coisa corre bem, é sinal de que há moscambilha.

Sócrates não vale tanto, seja ou não PM

"Se estivessemos em 1890 ou em 1943 lá vinha uma esquadra britânica ao Tejo, para obrigar Cândida de Almeida a constituir a equipa mista anglo-lusa para investigar José Sócrates e devolver a "massa" a Sua Magestade a Rainha.Ou uma esquadra francesa se fosse o caso.Ou uma Esquadra Espanhola, se fosse o caso, como foi em Olivença , em 1801."
Excerto de um interessante texto retirado do blogue do advogado José Maria Martins. Vale a pena ler o resto. Não deixar de dar uma "voltita" aos comentários.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Os Piratas do Mar da Palha - um imaginativo poema...Imperdível!

Os Piratas do Mar da Palha
Freeport
Quando eu era rapazote
Dei o primeiro calote
Uma corrupção bem sucedida
Ganhei e gostei dela
E lá me atraquei a ela
P'ró resto da minha vida

Às vezes uma pessoa
O suborno não perdoa
Faz bater o coração
Mas tenho grande vaidade
Em ser uma sumidade
Na arte de aldrabão

Sou Engenheiro
Dos Piratas companheiro
Dedicado embusteiro
Pequeno ladrão do povo
E governando
A idade vai chegando
Ai... O cabelo branqueando
Mas o Freeport é sempre novo

Todos vão para a rua
Na empresa que não é sua
Mas eu tenho outro desejo
Eu navego em outras águas
Portugueses cantam as suas mágoas
Eu cá não os invejo
in wehavekaosinthegarden

FREEPORTugal (vem, traz um amigo e rapina o que puderes)

José Sócrates admite poder ter mantido uma conversa com o seu tio a propósito do projecto Freeport de Alcochete,

mas diz que não tem memória de tal reunião:

"Não registei na memória tal conversa, todavia admito que ela tenha acontecido"…

"Se alguém pensa que me vence desta forma, está enganado"

retirado de
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Ó, Sócrates, não me feches o "Freeport", como mandaste fechar a "Independente", porque eu ando a namorar um cinto e queria ir lá comprá-lo no domingo!

Numa sociedade do tipo anglosaxónico, figuras como Sócrates, Constâncio, Dias Loureiro, Valentim Loureiro, Paulo Pedroso, Pinto da Costa, ou Lurdes Rodrigues, entre outras, já teriam sido compulsivamente retiradas do Cenário Político.

Houvesse um Caso do Diploma , e Sócrates teria sido imediatamente trucidado pelo Congresso Americano, ou pela Câmara dos Comuns, do Reino Unido.

O "Freeport" não é mais do que um escândalo da nossa menoridade, no Cenário Mundial: um país paralisado, completamente enredado nas teias de cumplicidade, compadrio e chantagem que unem os "compadres", gerido por Sociedades Secretas, com a Justiça perigosamente aliada com os Clubes Políticos, a Comunicação Social debaixo de uma pressão só comparável aos regimes do tipo Cubano, Russo ou Birmanês, melhor, uma Comunicação Social do tipo "Português" (passámos de epígonos a mestres...), onde a merda do Futebol e as notícias de canto dos achaques da velhinha de Entrefolhos ocupam meia hora, enquanto a Realidade se desfia, inexorável, pelas tiras dos rodapés

... enfim, parece que A Mais Velha Aliança teve de intervir, e vir, de fora -- escândalo dos escândalos -- impor uma peritagem judicial e policial a um Estado que vive fora da Lei.

Não me interessa se a coisa se chama "Freeport", ou o que quer que seja, se Sócrates e Vara geriam o Saco Azul do P.S., se mete Jeovás, mães e tios, ou sobrinhos descarados e completamente liquidados politicamente, a gravidade da coisa foi ter acontecido, em Portugal

É um facto muito grave, e anuncia uma rotura de paradigma, que um outro Estado intervenha em Portugal, colocando diretamente sob suspeita um indivíduo que é seu Primeiro-Ministro.

...

Em nada disto há arrufos de Nacionalismo: há a preocupação de um cidadão europeu, eu, a finalmente constatar… já que até nos tiraram o direito e o dever de exercer o nosso próprio saneamento e justiça internos.

É bem feito.

...

Há muito tempo que andamos a brincar a ser país, e pensávamos que vivíamos no tempo do Orgulhosamente Sós: numa só tarde, a Inglaterra atirou-nos para o palco do Vergonhosamente Acompanhados, e eu tenho, hoje, mais uma vez, como intelectual e escritor, o desgosto de sentir que todos os dias, todas as horas, todas as noites, todos os instantes do meu desassossego, não tenham sido suficientemente motivadores, para fazerem acordar uma Sociedade entorpecida, levando-nos a cair nos holofotes do vexame de ter de vir uma mão externa, para colocar ordem numa coisa que se tornou insuportável, quer a eles, quer a nós, insuportável.

esta corja, conseguiu retirar-nos o pouco que ainda tínhamos, que era o poder acordar de cabeça erguida, e dizer, "cá dentro ainda temos a dignidade de poder tratar dos nossos próprios assuntos".

O resto são consequências, ou conhecendo eu como conheço este lugar triste, delírios: uma Assembleia da República, que… deveria, assumir que já não pode, nem deve, suportar um Governo sob suspeita internacional, e fazê-lo cair através de um ato simples

do Epitáfio de Lurdes Rodrigues, exemplarmente redigido por uma das poucas forças que realmente ainda ousa fazer Oposição ao horror em que caímos.Explicitando, refiro-me à iniciativa do CDS/PP, de suspender a excrescência jurídica e aberração legislativa que é a tramitação da "Avaliação" da Classe Docente: 140 000 professores e seus arredores, enfim, a população de Coimbra, mais coisa menos coisa.

Aquelas figuras pardas políticas, que se têm vindo a levantar dos respetivos caixões, uns augustos santos silvas e um não sei quantos martins, bem podem tentar segurar as rédeas

A par disto, o clima é tal que o argumento de que "mas quem é lá vamos pôr a seguir?..." perdeu toda e qualquer atualidade: é agora completamente irrelevante o que venha a seguir, porque o importante é que saia o que já não presta de forma alguma.

Senhores Deputados, Cidadãos da República e Membros da Nação: vamos, hoje, assumir a nossa responsabilidade de quase 900 Anos de História, e decidir o nosso próprio destino, ou iremos permitir o sabor amargo de ter de ser um Estado, que não o nosso, a obrigar-nos a mudar de Governo?

...

A decisão é vossa, e também nossa, é o próprio rosto da Lusitaneidade,

Eu tenho vergonha do "Freeport", e vergonha de que Ser Português se tenha tornado neste insuportável vexame público... sim... não... não, eu não gostaria de voltar a viver um justo segundo "Ultimatum"... Não, de facto, não gostaria, e acho que estou no meu direito. Eu e mais 10 000 000 de concidadãos.

Para ler na íntegra:

http://braganzamothers.blogspot.com/2009/01/scrates-no-me-feches-o-freeport-como.html

Freemero ou...



in Anterozóide

O caso Freeport e o país Socrático



FACTOS...

[Freeport.jpg]

Ingleses queriam investigar Sócrates. Os ingleses pediram a Portugal que José Sócrates fosse formalmente investigado, no âmbito do processo Freeport. A sugestão, que poderia implicar escutas telefónicas ao primeiro-ministro e buscas residenciais, não gerou consenso e recebeu imediatas reticências das autoridades do nosso país. O pedido foi formalizado a 18 de Novembro, numa reunião em Haia, promovido pelo Eurojust, que sentou à mesma mesa as polícias dos dois países. Nessa altura, as autoridades inglesas deram conta de que tinham na sua posse um DVD que documentava uma conversa entre um administrador inglês da sociedade proprietária do espaço comercial de Alcochete e um sócio da consultora Smith & Pedro. Naquela, era assumido claramente o pagamento de 'luvas' a José Sócrates, então ministro do Ambiente de António Guterres. A administração do Freeport, que já não era a mesma que lançara o projecto, pretendia recuperar uma verba de 4 milhões que entregara à consultora para obter licenciamentos e aprovações administrativas do projecto.

A gravação da conversa em DVD não é admissível como prova na lei portuguesa e, por outro lado, o fluxo do dinheiro detectado não aponta directamente para Sócrates. Os representantes nacionais terão entendido que o máximo que será possível apurar é um possível financiamento ao PS.

EMPRESA DAS 'LUVAS' ACABOU EM DEZEMBRO A empresa Smith & Pedro, Consultores Associados, Lda, suspeita de ter sido a intermediária no pagamento de 'luvas' a políticos portugueses, incluindo o actual primeiro-ministro José Sócrates, foi dissolvida no dia 5 de Dezembro de 2008. Constituída em Agosto de 2000, teve uma primeira sede em Faro, na Urbanização do Vale da Amoreira, mudou-se em 2004 para Alcochete e acabou por ser dissolvida no mês passado quando já estava na mira das autoridades portuguesas e inglesas.

Um dos seus sócios, Charles Smith, é uma das pessoas que aparece no DVD gravado por um administrador inglês da empresa Freeport Pic, que veio a Portugal propositadamente para conhecer o destino dos milhões de euros que foram sendo transferidos para a Smith & Pedro em diversas tranches. Na presença de João Branco, engenheiro contratado pela Smith & Pedro para dar apoio técnico, o administrador inglês interrogou Charles Smith sobre o destino do dinheiro enviado para Portugal. E foi então que o sócio da empresa de consultadoria afirmou que tinha sido utilizado para pagar comissões a toda a gente.

A conversa prosseguiu e a dada altura Charles Smith, já arguido em Inglaterra, conta que tudo foi combinado numa reunião com o ministro Sócrates para facilitar o licenciamento do Freeport na Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo, processo que já tinha sido chumbado duas vezes e que seria aprovado pelo Governo Guterres a três dias das eleições de 2002.

CAMPANHA ELEITORAL DO PS SOB SUSPEITA As investigações ao caso Freeport indicam que o PS poderá ter sido também contemplado com uma parte dos quatro milhões de euros em comissões que terão sido pagas a vários intervenientes no processo de licenciamento do maior outlet da Europa.

Ao que o CM apurou, as suspeitas apontam para que a empresa de Júlio Coelho Monteiro, tio de José Sócrates, tenha sido um dos veículos utilizados para fazer circular o dinheiro por empresas offshore.

No essencial, as verbas terão saído de Portugal para Inglaterra, através da ISA Investimentos Imobiliários, construtora sediada em Setúbal, e daí terão sido transferidas para offshores detidas pelo próprio Júlio Monteiro.

A confirmar-se este percurso do dinheiro, os investigadores terão extrema dificuldade em descobrir o destino final do mesmo. A partir de uma sociedade sediada num paraíso fiscal, como as Ilhas Caimão ou Gibraltar, o rasto das verbas destinadas a eventuais comissões torna-se indetectável. Ao MP e à PJ cabe fazer o que muitos consideram impossível.

http://www.correiomanha.pt/Noticia.aspx?channelid=00000009-0000-0000-0000-000000000009&contentid=02CDFBDA-4A49-4CED-8E6D-87500E627D2D

Caso Freeport

Sócrates teve reunião com o Freeport

Familiar do primeiro-ministro confirmou a existência do encontro em 2001.

Em comunicado, José Sócrates não admite ter recebido intermediário, mas afirma ter participado numa "reunião alargada" no ministério do Ambiente.

O primeiro-ministro mostra-se indignado e repudia as notícias que envolvem o seu nome. O primo de José Sócrates, Nuno Carvalho Monteiro, confirmou ao Expresso a existência de um encontro entre um intermediário do negócio do Freeport de Alcochete e o então ministro do Ambiente. Ao Expresso, Nuno confirmou que na sequência da reunião entre o intermediário Charles Smith e José Sócrates, a empresa de publicidade detida pela família enviou um mail aos responsáveis do outlet a cobrar o favor. A intenção era, segundo contou ao Expresso, que a empresa britânica usasse a agência de publicidade para promover o empreendimento.

http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/493820

PARTE DA ENTREVISTA DE FELÍCIA CABRITA AO TIO DE SOCRATES

F.C. (Felícia Cabrita) - Na investigação das autoridades inglesas sobre o 'caso Freeport', o senhor aparece ligado a uma empresa consultora do outlet, a Smith & Pedro, como intermediário para obter o licenciamento para o projecto...



Tio - Completamente falso. Eu conheci o Charles Smith através da sua mulher, que era administradora de um condomínio na Quinta do Lago onde comprei um apartamento em 1992. Esse senhor, mais tarde, estava ligado ao Freeport – e um dia queixou-se-me de que um gabinete de advogados estava a pedir-lhe quatro milhões de contos para obter o licenciamento.

F.C. - E teve alguma intervenção nisso?



Tio - Eu disse-lhe: 'Eh pá, não acredito que isso seja possível. Vou falar com o meu sobrinho'.



F.C. - E falou?



Tio - Falei e ele disse: 'Tio, isso é uma mentira pegada, porque eu é que trato desses assuntos. Mande vir esse fulano falar comigo'.



F.C. - Foi o que fez?



Tio - Disse ao Charles para ligar para o Ministério do Ambiente e dizer que ia da parte do ministro José Sócrates.



F.C. - E o assunto foi resolvido?



Tio - Nunca mais soube de nada… Depois até fiquei chateado, porque usou o meu nome e nem obrigado me disse. Nunca soube mais nada sobre o assunto.



F.C. - Mas os ingleses dizem…



Tio - Peço desculpa de a interromper, mas não me interessa o que os ingleses dizem. Só eu é que sei, porque fui eu quem falou directamente com o meu sobrinho. E ele ficou completamente indignado, porque nessas questões era ele quem mandava. Se falar com o Charles, pergunte-lhe o que ele disse e o que lá foi fazer. Estou altamente arrependido de ter proporcionado isto…



F.C. - Mas as autoridades têm indícios de que a Smith & Pedro terá obtido o licenciamento através…



Tio - Só quem não me conhece.



F.C. - … através da sua influência junto do ministro do Ambiente.



Tio - Isso é mentira e vou pô-los em tribunal!



F.C. - Mas o senhor é 'suspeito', o que não é o mesmo que ser 'culpado'…



Tio - Eu sou suspeito, mas até agora não sabia de nada!



F.C. - Suspeita-se que lhe terão sido pagas comissões, que foram para duas offshores…



Tio - Duas offshores em meu nome?



F.C. - Sim. A Glenstal Trading Limited, constituída em Gibraltar pelo BCP e com conta numa sucursal no Funchal, mas que também tem conta no BPN, aberta em Cayman; e outra offshore também criada pelo BCP mas num estado americano, com conta em Cayman.



Tio - Realmente isso existe. Quer dizer, existiu. Mas não teve movimento nenhum, nem conseguem provar. É uma pura mentira que eu tenha recebido… Até fiquei muito chateado por o Smith nem me agradecer – e isto era altamente confidencial. Mas como vieram a saber das minhas offshores?


http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=123963



domingo, 25 de janeiro de 2009

José Sócrates admite conversa com tio a propósito do Freeport


"Não registei na memória tal conversa, todavia admito que ela tenha acontecido"
José Sócrates admite poder ter mantido uma conversa com o seu tio a propósito do projecto Freeport de Alcochete, mas diz que não tem memória de tal reunião. Durante a conferência de imprensa marcada est

a tarde para esclarecer pormenores do seu envolvimento no caso, o primeiro-ministro português considera que o ressurgimento da polémica tem como objectivo denegrir a sua imagem, pelo que irá lutar para defender a sua honra e honestidade mostrando-se disponível para ser ouvido pelas autoridades judiciais.
Numa conferência de imprensa marcada para a Alfândega do Porto, o primeiro-ministro rejeitou os factos apontados numa notícia da edição desta semana do Sol segundo a qual será ele o ministro de António Guterres "implicado no pagamento de luvas em troca do licenciamento do Freeport".

O semanário apresenta igualmente uma entrevista com o tio do primeiro-ministro durante a qual Júlio Monteiro, empresário, revela ter falado com o sobrinho, o então ministro do Ambiente José Sócrates, a propósito do projecto Alcochete, fazendo assim a ponte entre Sócrates e Charles Smith, sócio da consultora que procurava o licenciamento do Freeport.

"Não tenho memória, admito que isso possa ter acontecido, que o meu tio Júlio Monteiro tenha falado no caso do empreendimento Freeport e me tenha pedido para receber os promotores", respondeu José Sócrates aos jornalistas.

"Não registei na memória tal conversa, todavia admito que ela tenha acontecido", disse José Sócrates, para sublinhar que os factos remontam há muitos anos.

Por outro lado, o agora primeiro-ministro pretende "deixar absolutamente claro que a reunião (com os promotores do empreendimento Freeport) aconteceu a pedido da Câmara de Alcochete, dado que a câmara considerava esse empreendimento um empreendimento importante para o seu concelho", uma reunião alargada no Ministério do Ambiente que, de acordo com José Sócrates, envolveu outras pessoas, entre as quais o secretário de Estado do Ambiente, responsáveis de diversos ministérios e a Câmara de Alcochete.

De acordo com o esclarecimento hoje prestado por José Sócrates, "o objecto da reunião foi apenas a apresentação das exigências ambientais que tinham levado ao chumbo do projecto", tendo sido discutidas "as posições do Ministério do Ambiente", sendo "transmitidas aos promotores as razões as razões que levaram o Ministério do Ambiente a chumbar o projecto anteriormente e as exigências ambientais para que o ministério viabilizasse o projecto".

O primeiro-ministro reagiu assim à notícia do semanário Sol, segundo a qual seria ele o ministro de António Guterres "implicado no pagamento de luvas em troca do licenciamento do Freeport".

Sócrates sublinhou que, após esta reunião no Ministério do ambiente, não voltou a participar em qualquer outro encontro com "promotores do projecto Freeport ou seus representantes", reiterando a defesa apresentada ontem em comunicado e no qual garante não conhecer pessoalmente nenhum responsável do projecto.

O semanário Sol transcreve este sábado um DVD incluído numa investigação fiscal que está a decorrer em Inglaterra relativamente ao Freeport e no qual o administrador da empresa que gravou a conversa terá pedido contas sobre avultadas somas transferidas em pequenas tranches para Portugal, ao que o intermediário do negócio Charles Smith responde que o dinheiro se referia a "um longo historial de pagamentos corruptos", particularmente para satisfazer um acordo estabelecido numa reunião em que estaria o então ministro do Ambiente José Sócrates.

Sócrates promete luta pela honra

Durante a conferência de imprensa desta tarde, José Sócrates garantiu que irá lutar para esclarecer o seu posicionamento neste caso, para o que se colocou de imediato à disposição das autoridades judiciais.

"Quero dizer que aqueles que pensam que me vencem desta forma estão enganados. Vou lutar para defender a minha honra e a minha honestidade. Já passei por provas duras no passado e vou fazer aquilo que me compete: defender-me e esclarecer todos os portugueses", declarou o primeiro-ministro, para quem "a divulgação destas notícias e a forma como são apresentadas destinam-se a atingir-me pessoalmente, a fragilizar-me politicamente, e a afectar a minha honra e a minha integridade".

Sócrates fez no entanto questão de lembrar o comunicado da Procuradoria Geral da República no qual se garante que não há nenhum membro do actual ou do anterior governos sob suspeita.

PGR pede serenidade enquanto se aguardam resultados

Fonte da Procuradoria-geral da República disse já hoje que as investigações relacionadas com o licenciamento do Freeport estão a decorrer, pelo que resta "aguardar serenamente" pelos resultados.

"Quando for oportuno, o procurador-geral da República (Pinto Monteiro) pronunciar-se-á", adiantou aquela fonte.

Sobre o processo relativo ao espaço comercial de Alcochete recaem suspeitas de corrupção na alteração à Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo (ZPET), alteração operada por decreto-lei três dias antes das legislativas de 2002.

Em Fevereiro de 2005 o caso chegou às páginas dos jornais, com o extinto semanário Independente a divulgar, poucos dias antes das eleições legislativas desse ano, um documento da Polícia Judiciária que mencionava José Sócrates, então o líder da Oposição, como um dos suspeitos por alegadamente ter sido um dos subscritores do decreto-lei na qualidade de ministro do Ambiente.

A PJ e a PGR negaram depois qualquer envolvimento de Sócrates, então candidato a primeiro-ministro, no caso Freeport

Paulo Alexandre Amaral, RTP
2009-01-24 15:25:53
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Comentário
A amnésia é comum nos políticos.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Afinal havia outra...

... e quando pensas que a coisa amainou mais...
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...pimba OUTRA.
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vou desligar esta m*rda.
tenho a minha dose, por hoje.
Porra.