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sábado, 12 de novembro de 2011

GREVE GERAL 24 Novembro

Greve Geral: CGTP e UGT entregam pré-aviso e avisam que "requisição civil é  inconstitucional"
Secretários-gerais da CGTP e da UGT declaram que a greve geral de 24 de Novembro representa "um claríssimo descontentamento" perante "medidas lesivas de todos os trabalhadores e pensionistas" e afirmam que requisição civil é "inconstitucional". Entretanto, os controladores aéreos decidiram aderir à greve geral.
Líderes da CGTP e da UGT entregaram nesta quarta feira o pré-aviso para a greve geral
Os controladores do tráfego decidiram aderir à greve geral. Manuel Carvalho da Silva e João Proença foram, em conjunto, entregar ao Ministério da Economia o pré-aviso para a greve geral de 24 de Novembro, tendo referido que há "um claríssimo descontentamento por medidas que constam do Orçamento do Estado para 2012, que são lesivas de todos os trabalhadores e pensionistas".
Segundo a agência Lusa, João Proença destacou que a greve geral se justifica igualmente pelas "inaceitáveis as políticas de desregulamentação laboral", que têm conduzido ao agravamento da crise, da recessão económica e ao aumento do desemprego.
Manuel Carvalho da Silva afirmou: "Queremos políticas diferentes, um Orçamento do Estado para 2012 diferente e um diálogo e negociação diferentes, sobretudo uma negociação colectiva forte e activa que sirva para resolver os problemas".
O secretário-geral da CGTP frisou ainda: "Nós insistimos que com estas políticas o que nos vai acontecer é que daqui a um ano deveremos mais do que agora e estaremos muito mais pobres. É necessária uma discussão muito séria que coloque os portugueses na situação concreta em que vivem, mas para partirem daqui para outras saídas". (…).

terça-feira, 26 de maio de 2009

Polícia impede professores de entregarem moção ao primeiro-ministro


Em Coimbra
Polícia impede professores de entregarem moção ao primeiro-ministro
26.05.2009 - 12h13 Lusa
Um grupo de professores foi hoje afastado pela PSP do local onde pretendia entregar uma moção a José Sócrates, minutos antes da chegada do primeiro-ministro para visitar, em Coimbra, as obras de uma rede de fibra óptica.

Afastados cerca de 50 metros do local da visita, os elementos da Plataforma Sindical dos Professores e da União de Sindicatos de Coimbra acabaram por se manifestar em silêncio, mostrando uma faixa negra, à passagem da comitiva governamental.

“É uma vergonha que a polícia portuguesa esteja a ser utilizada desta forma, seja instrumentalizada para impedir que os portugueses manifestem as suas opiniões livremente”, disse Luís Lobo, dirigente da Plataforma, dirigindo-se a um graduado da PSP.

Já Mário Nogueira, porta-voz da Plataforma Sindical dos Professores, usou de ironia para descrever a actuação da PSP. “Deve ser porque os senhores guardas acharam que estávamos a apanhar muito sol e podíamos constipar-nos”, alegou.

A moção, aprovada hoje na escola EB2.3 Alice Gouveia pelos professores que fizeram uma paralisação nos dois primeiros tempos da manhã, acabou por não ser entregue ao primeiro-ministro.

daqui

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Greve geral em França é das maiores de sempre

"Pela primeira vez em muitos anos, os oito principais sindicatos uniram-se para protestar contra o desemprego e o ataque aos serviços públicos e acusam o governo de, perante a crise económica , apenas proteger os banqueiros e os grandes empresários. Esperam-se cerca de 200 manifestações em todo o país, e a greve deve afectar transportes públicos, escolas, universidades, hospitais, correios, aeroportos, rádios e televisões públicas, bem como a indústria automóvel."

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Greve 19Jan09: os números

Em comunicado, o Governo anuncia: "Adesão à greve de hoje muito inferior à de Dezembro".
Na última paralisação de docentes, a 3 de Dezembro, a informação disponibilizada pela tutela apontou uma adesão de 61 por cento - entretanto, no sábado, o ministério reviu em alta este valor, para 66,7 por cento. Relativamente à percentagem de escolas encerradas, este valor situou-se nos 30,4 por cento.

Segundo os dados da tutela relativos à manhã de hoje, a maior adesão de professores à greve registou-se na zona centro do país:
Direcção Regional de Educação do Centro (47 por cento);
Norte (45 por cento);
Algarve (39 por cento);
Lisboa e Vale do Tejo (36 por cento);
Alentejo (23 por cento).

Quanto às escolas encerradas, as maiores percentagens foram registadas no Centro (41 por cento) e no Norte (34 por cento). Lisboa e Algarve ficaram-se pelos 19 e 10 por cento, respectivamente, enquanto no Alentejo a percentagem de escolas fechadas, segundo o ME, foi de seis por cento.

Dos 1170 estabelecimentos de ensino, 318 (27 por cento) estiveram hoje encerrados.

O balanço dos sindicatos
Cinquenta pontos acima do valor do Ministério da Educação, "foram cerca de 91% os professores e educadores que voltaram a fazer greve", anunciou entretanto a Plataforma Sindical dos Professores.

Também em comunicado, a plataforma acrescenta que o protesto foi uma "extraordinária resposta de luta face à intransigência, à teimosia e à obstinação de um Ministério e de um Governo que não desistem em levar por diante uma política desastrosa que está a degradar a Escola Pública e a dificultar o exercício profissional dos docentes, com graves repercussões nas aprendizagens dos alunos".

O porta-voz do movimento que reúne todos os sindicatos do sector e secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, afirmou que a contestação dos professores saiu hoje "reforçada" e prometeu novas acções de luta, caso o Executivo socialista não suspenda o actual modelo de avaliação e não ceda na revisão do Estatuto da Carreira Docente.
Com Lusa

in SIC
Comentário:
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Costuma ser sempre assim:
Sindicatos - "Verificou-se uma adesão de 329% a esta greve, blá, blá, blá..."
Tutela "Greve? Qual greve? Ah e tal nem tivemos conhecimento, esteve tudo tão calmo..."
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É sempre a mesma m*rda, sempre a mesma palhaçada! Sempre!!!
Ninguém sabe fazer contas, pelos vistos, e alguém está a mentir.
A resolução deste problema até é simples, digo eu, basta haver vontade, de uma ou de ambas as partes Sindicatos/Movimentos e ME: publique-se uma lista de escolas, sem medo!, onde o dia decorreu sem que houvesse alguém a fazer greve. SEM MEDO!!!
Para que, de uma vez por todas, se saiba quem está a mentir.
Para que se saiba, de uma vez por todas, a quem a verdade perturba; pelos vistos é inconveniente.
Tenho dito.
Porra.

"Uma grande lição ao Governo", Mário Nogueira

Através do seu porta-voz, Mário Nogueira, a Plataforma Sindical dos Professores dirigiu uma vibrante saudação aos professores e educadores portugueses que, em 19 de Janeiro, dois anos depois da publicação do ECD do ME, dão "uma grande lição ao Governo", participando em massa numa greve nacional que fechou numerosos estabelecimentos de ensino e que registou uma adesão superior a 90 por cento.
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Mário Nogueira falava aos jornalistas à porta do Ministério da Educação, na Av. 5 de Outubro, em Lisboa, onde uma delegação da Plataforma Sindical entregou um abaixo-assinado apoiado por mais de 70 000 docentes, exigindo a revogação do ECD e a sua substituição por um Estatuto que dignifique e valorize o Ensino e os seus profissionais no nosso país.
Os subscritores do documento, também entregue nos Governos Civis nas capitais de distrito, exigem "um verdadeiro Estatuto que consagre a existência de apenas uma categoria de Professor; garanta a contagem integral de todo o tempo de serviço prestado; estabeleça um modelo de avaliação pedagogicamente construído, tendo em conta a especificidade do exercício profissional da docência; valorize a componente lectiva, expurgando do horário dos docentes os cada vez maiores tempos destinados a tarefas burocráticas e outras actividades sem interesse pedagógico; e elimine todos os mecanismos criados para afastar da profissão docentes que são necessários às escolas, designadamente a espúria prova de ingresso".
O Governo, lembrou Mário Nogueira, tem agora que pensar se quer resolver os problemas ou se quer manter o conflito. Se optar por esta última via, as organizações sindicais garantem a dinamização do protesto, "com novas lutas e novas manifestações".
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23 de Janeiro: vamos ao S. Bento
O dirigente sindical recordou as grandes linhas de força que motivam o protesto dos docentes, apelou à presença dos educadores e professores nas galerias da Assembleia da República no próximo dia 23 (em debate vai estar um novo projecto de lei para suspender o recauchutado e burocrático modelo de avaliação do ME) e falou de uma grande Marcha nacional pela Educação, a decorrer oportunamente, envolvendo não só educadores, professores, alunos, funcionários das escolas e encarregados de educação, mas também todos os cidadãos e entidades que estejam de algum modo preocupados com a situação actual no Ensino. / JPO
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Greve atingiu os 91 por cento de adesão

Greve atingiu os 91 por cento de adesão: à intransigência e obstinação governativa, professores respondem com luta exemplar

Foram cerca de 91% os professores e educadores que voltaram a fazer Greve, numa extraordinária resposta de luta face à intransigência, à teimosia e à obstinação de um Ministério e de um Governo que não desistem em levar por diante uma política desastrosa que está a degradar a Escola Pública e a dificultar o exercício profissional dos docentes, com graves repercussões nas aprendizagens dos alunos.
Com esta Greve, os professores, em menos de um ano, concretizam, pela sexta vez, uma fortíssima luta, a saber:

8 de Março de 2008
Marcha Nacional da Indignação com a participação de mais de 100.000 docentes;

8 de Novembro de 2008
Manifestação Nacional de Professores com a participação de 120.000 docentes;

3 de Dezembro de 2008
Greve Nacional com 94% de adesão;

22 de Dezembro de 2008
Entrega de Abaixo-Assinado com cerca de 70.000 assinaturas;

19 de Janeiro de 2009
Entrega de Abaixo-Assinado com mais de 70.000 assinaturas;

19 de Janeiro de 2009
Greve Nacional dos Professores com 91% de adesão.

É este riquíssimo património de luta, construído pelos professores e educadores portugueses e hoje reforçado com mais uma inesquecível jornada, que estes reafirmam a exigência de suspensão do actual modelo de avaliação, bem como de uma revisão do ECD que permita eliminar os seus aspectos mais negativos, designadamente a divisão da carreira em categorias e o actual modelo de avaliação, incluindo a abolição das quotas.
Está, agora, nas mãos do Governo contribuir para que este conflito possa ser solucionado. Da parte dos professores a determinação para a luta continua a ser a que hoje, mais uma vez, revelaram, na certeza de que a razão está do seu lado e tudo farão para que esta se imponha à prepotência governativa, levando a uma profunda mudança no rumo da actual política educativa.

A Plataforma Sindical dos Professores
19/01/2009

Esclarecimento

Colegas,
estes três textos (os dois primeiros já foram distribuídos nas escolas ESOdivelas e na Roque Gameiro (Amadora) poderão ser copiados e distribuídos aos EE/pais, após algumas alterações se for necessário.
No entanto, seria fundamental distribuir este esclarecimento a todos os nossos vizinhos do prédio onde vivemos o mais breve possível, onde se explica as razões da luta dos professores ao longo do tempo e a Greve Nacional de todos os Professores e Educadores, e as consequências extremamente negativas, para os alunos, das políticas educativas do Governo, de modo a termos a população e os EE a nosso favor e não contra nós.
Depois envia aos colegas e amigos de modo a fazerem chegar os comunicados ao maior número de pessoas.

Só é derrotado quem deixa de lutar.

Comunicado aos Pais e Encarregados de Educação deste país cada vez mais cinzento e injusto.

PROFESSORES EM GREVE: ESCLARECIMENTO

Professores, vivamente preocupados com a instabilidade que se vive nas nossas escolas, cientes da inquietação e incerteza que esta situação provoca nas famílias, gostariam de afirmar de forma peremptória e inequívoca que:
1. Em nenhuma circunstância, os professores esquecerão que o seu primeiro e irrevogável compromisso é para com os alunos e, como tal, o seu dever de ensinar com competência será cumprido contra todas as adversidades.
2. A tensão que se vive nas escolas é devida à introdução, em simultâneo, de um conjunto profundo de alterações legislativas, emitidas pelo Ministério da Educação (M.E.), que vêm mudar, para pior, a face da escola pública portuguesa e, no limite, condenar a sua própria existência. Todas estas alterações foram introduzidas sem uma verdadeira negociação com os agentes dessas modificações, tornando-as assim questionáveis no plano democrático e, na prática, de difícil ou impossível aplicação. Os remendos, os sucessivos retoques legislativos, apressadamente levados a cabo pelo M. E., são prova da sua manifesta e não assumida incongruência. Veja-se, a título de exemplo, o que se passou com a Lei da Gestão e Administração Escolar, com o Decreto Regulamentar da Avaliação de Desempenho dos Professores e mesmo com o Lei que define o Estatuto do Aluno.
3. Sabemos que uma correcta e isenta informação é um elemento fundamental para a construção de uma verdadeira cidadania e é isso que, a cada dia, procuramos fornecer aos vossos filhos e educandos; não pretendemos a vossa compreensão e apoio só porque somos os seus professores: estamos certos de que, se houver informação isenta, fica clara a justeza da nossa posição.
4. Além de professores, também somos Pais e Encarregados de Educação. Também por isso, estamos disponíveis para colaborar em todas as reformas necessárias na escola portuguesa, estamos dispostos a mudar o que urge mudar e pedimos muito pouco em troca: que nos respeitem, que nos oiçam verdadeiramente e percebam que a nossa dignidade é inegociável.

Professores

Comunicado aos Pais e Encarregados de Educação deste país cada vez mais cinzento e injusto.

PROFESSORES EM GREVE: ESCLARECIMENTO
O M.E. não quis ouvir as nossas razões. Antes de chegarmos aqui fizemos inúmeras manifestações de desagrado, de norte a sul do país, nomeadamente três mega manifestações (08 de Março – 100 000 prof.; 08 de Nov. - 120 000 prof. e 15 de Nov. - 10 000 prof.) em dias e horas que não prejudicaram os nossos alunos. Fizemos em 03 de Dez. greve com mais de 90% de adesão.

Asssim convém lembrar que este governo:
1 - Mente ao dizer que os professores não querem ser avaliados, pois sempre o fomos e queremos ser avaliados, mas não de qualquer maneira, como quer impôr o M. E.
2 - Foi o único que, desde o 25 de Abril, humilhou e denegriu, propositadamente e sistematicamente os professores.3 - Que impôs aos professores um ritmo burocrático de trabalho nas escolas que os impede de prosseguir uma preparação lectiva cuidadosa e eficaz, situação que em muito contribui para o insucesso do sistema educativo. 4 - Que provocou a divisão da classe em professores de primeira e professores de segunda, tendo como único objectivo “dividir para reinar”.
Registe-se que, na União Europeia não existe a divisão dos professores em titulares e não titulares. Em parte do nosso país (Açores e Madeira) também não. De assinalar que, em Portugal não existem médicos, engenheiros, advogados, padeiros, deputados, titulares e não titulares.
Porque é que só os professores do continente têm a carreira dividida em titulares e não titulares? Não Obrigado!
5 - Que destruiu a gestão democrática nas escolas, implementando um sistema de gestão anti-democrático, burocrático e ineficaz e que proporciona as condições para uma vivência totalitária e de ausência de liberdade nas escolas. 6 - Que criou um modelo de avaliação inexequível, injusto e absurdo, gerador de conflitos, pela sua natureza subjectiva e pouco transparente, que rouba tempo ao trabalho produtivo dos professores junto dos seus alunos e que impossibilita, de facto, a efectiva realização duma avaliação dos professores; Este modelo de avaliação apresenta uma visão demagógica e redutora da acção educativa, pretendendo lançar sobre os professores o ónus do insucesso escolar, desresponsabilizando, assim, outros intervenientes, a começar pelas famílias, pelos alunos e pelo próprio estado (25 de ministros da educação depois do 25 de Abril, em média um ministro em cada 16 meses), a quem cabe definir as políticas educativas e criar condições para que elas possam ser implementadas tendo em vista o sucesso escolar de todos os alunos.
Registe-se que na União Europeia não existe este modelo, nem nenhum parecido, nomeadamente nos países mais desenvolvidos.7 - Que desde o 25 de Abril, mais ignorou o modo de governar democraticamente, preferindo a imposição, ao diálogo, a mentira, à verdade e persistindo até hoje nessas atitudes.
Pais e E.E, porque é que a quase totalidade dos prof. portugueses, Conselhos Executivos, todos os sindicados, toda a oposição e membros do PS estão contra estas políticas educativas.
Além de professores, também somos Pais e Encarregados de Educação. Também por isso, estamos disponíveis para colaborar em todas as reformas necessárias na escola portuguesa, estamos dispostos a mudar o que urge mudar e pedimos muito pouco em troca: que nos respeitem, que nos oiçam verdadeiramente e percebam que a nossa dignidade é inegociável.
Porque queremos respeito pelo nosso trabalho, uma avaliação justa, credível e não burocrática, uma escola pública de qualidade, mais justa, mais fraterna, mais democrática e com menos desigualdades sociais, estamos em greve.

Por tudo isto, esperamos ter do nosso lado aqueles a quem mais interessa que a Educação neste país seja valorizada e não espezinhada: os Pais e Encarregados de Educação.





Comunicado aos Pais e Encarregados de Educação deste país cada vez mais cinzento e injusto.

PROFESSORES EM GREVE: ESCLARECIMENTO
Exmo. Sr.
Envio-lhe esta carta para exprimir a minha preocupação com o ambiente que hoje se vive nas escolas públicas portuguesas. Os professores sentem-se desmotivados, cansados por um quotidiano de trabalho onde a dedicação ao ensino e aos alunos é cada vez mais lateral, absorvido como é por tarefas burocráticas, por horas a fio de reuniões, por uma sobrecarga de incumbências que em nada contribuem para a melhoria efectiva dos resultados escolares. Vejo que os professores se sentem também continuamente agredidos por uma equipa ministerial apostada em fazer deles uma massa amorfa e obediente, condicionada pelo medo para cumprir mecanicamente a enxurrada de legislação que o Ministério da Educação despeja sobre as escolas. Ministério que, por seu turno, não tem escondido o desprezo por essa classe profissional, teimando em não reconhecer a importância vital da sua função numa sociedade, como a portuguesa, que permanece a braços com um enorme défice de conhecimento e de qualificação. Compreendo, por isso, a inquietude com que muitos docentes encaram a forma como este governo tem procurado mascarar a crise da escola pública, ocultando-a por baixo da promessa ilusória de novas tecnologias da informação, como se elas pudessem, por si só, substituir-se ao processo de transmissão e de interiorização de saberes no qual professor e aluno são protagonistas essenciais. Do mesmo modo, compreendo e preocupo-me perante a denúncia que os professores fazem do fabrico de sucesso escolar artificial e fraudulento, obtido em exames nacionais simplificados ou por meio da pressão que o actual modelo de avaliação dos docentes exerce para estes inflacionarem as classificações dos seus alunos. Face a uma tal manipulação, constato como é falsa a acusação de serem os professores os principais responsáveis pelo insucesso escolar dos jovens portugueses. Verifico, pelo contrário, que os professores estão a remar contra muitas marés que têm conduzido a esse resultado, e que a maior parte delas emana do próprio Ministério da Educação.
Entendo que a causa que, hoje, move o protesto e a luta dos professores não é uma causa corporativa, mas sim uma causa de todos nós, cidadãos empenhados em não hipotecar o futuro das novas gerações de portugueses, cidadãos que percebem a importância de ter uma classe docente valorizada, social e politicamente reconhecida, sem a qual não será possível assegurar um ensino de rigor e qualidade que possa constituir um pilar de uma sociedade moderna e genuinamente democrática.

ENTIDADES A CONTACTAR

ORGANISMOS PÚBLICOS E ÓRGÃOS DE SOBERANIA
Ministério da Educação
Morada: Av. 5 de Outubro, 107
1096-018 Lisboa

Gabinete do Primeiro-Ministro
Rua da Imprensa à Estrela, 4
1200-888 Lisboa

Presidente da República
Palácio de Belém
Calçada da Ajuda, n.º 11
1349-022 Lisboa

Grupos Parlamentares da Assembleia da República
Palácio de S. Bento
1249-068 Lisboa

ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO
Expresso
Rua Calvet de Magalhães, 242
2770-022 Paço de Arcos

Sol
Rua de S. Nicolau, 120
1100-550 Lisboa

Público
Redacção de Lisboa Redacção do Porto
Rua Viriato, 13 Rua João de Barros, 265
1069-315 Lisboa 4150-414 Porto

Diário de Notícias
Avenida da Liberdade, 266
1250-149 Lisboa

Jornal de Notícias
Redacção de Lisboa Redacção do Porto
Avenida da Liberdade, 266 – 2.º Rua de Gonçalo Cristóvão, 195
1250-149 Lisboa 4049-011 Porto

RTP
Avenida Marechal Gomes da Costa, 37
1849-030 Lisboa

SIC
Estrada de Outurela
2790-117 Carnaxide

TVI
Rua Mário Castelhano, 40
Queluz de Baixo
2734-502 Barcarena

TSF
Edifício Altejo
Rua 3 da Matinha, 3.º piso, sala 3011900-823 Lisboa

domingo, 18 de janeiro de 2009

LUTAR É AGORA!!

Caros colegas:

No rescaldo da "Jornada Nacional de Reflexão", muitas escolas ainda não nos fizeram chegar qualquer informação sobre as respectivas reuniões.
Percebemos que muitos colegas andem confusos sobre os seus reais deveres e quais as consequências exactas da não entrega ou da não reformulação dos Objectivos Individuais. Sobre esta questão recomenda-se a leitura do texto "Av. Des.:Que obrigações para os professores", no site da FENPROF.
Relembramos que, nesta fase, suspender o processo, significa apenas não entregar os O.I. Esta posição é individual, de acordo com a consciência de cada um e sem riscos. Ela deve, no entanto, ser assumida pelos profs de cada Escola, como posição colectiva. Se o for, por larga maioria, deve ser assumida de forma pública (com um texto) e comunicada superiormente: evitará assim, até da parte do PCE, eventuais pequenas "perseguições" individuais.
Não deverá haver lugar a declarações individuais de recusa da avaliação até porque não é isso que estamos a fazer!
Têm surgido em algumas Escolas inquéritos individualizados, para que cada prof diga o que tenciona fazer. Percebe-se que, na esmagadora maioria dos casos, o PCE apenas pretende organizar a sua parte do trabalho, mas só teria que marcar os prazos de entrega de objectivos e requerimentos previstos no Dec. Reg. E esperar....É bom que os profs se organizem, reunam e tomem posições claras. Porque é imperioso que, antes dos prazos, aumentem claramente as posições públicas, mas também porque isso clarifica a situação dentro de cada Escola.
Quanto á GREVE, no dia de hoje não há muito a dizer: em boa parte das escolas que contactámos, estarão profs à porta, a partir das 8h30. Às 15h00, entregaremos o doc do abaixo assinado no Governo Civil.
VAMOS FAZER UMA GRANDE GREVE: NÃO MORREREMOS NA PRAIA.

sábado, 17 de janeiro de 2009

DUAS JORNADAS DE LUTA IMPORTANTES

DUAS JORNADAS DE LUTA NUMA SEMANA

Caro(a) colega,

A semana de 19 a 24 de Janeiro de 2009 vai ficar na história de Portugal, pela determinação, mobilização e participação dos PROFESSORES em duas jornadas de luta.

A semana inicia-se (19 de Janeiro) com uma GREVE e termina com uma
CONCENTRAÇÃO/MANIFESTAÇÃO em frente do Palácio de Belém (24 de Janeiro, às 14:30h).

Uma e outra necessitam de uma adesão e participação massiva dos professores.

É importante que demonstres a tua determinação na luta contra a política educativa que continua a fazer de ti um "indigno" e a destruir a tua profissão e escola pública.

Vê como te consideram:

«quando se dá uma bolacha a um rato, ele a seguir quer um copo de leite!» (Jorge Pedreira, Auditório da Estalagem do Sado, 16/11/2008, referindo-se aos professores e à sua luta).

«vocês [deputados do PS] estão a dar ouvidos a esses professorzecos» (Valter Lemos, Assembleia da República, 24/01/2008).

«caso haja grande número de professores a abandonar o ensino, sempre se poderiam recrutar novos no Brasil» (Jorge Pedreira, Novembro/2008).

«admito que perdi os professores, mas ganhei a opinião pública» (Maria de Lurdes Rodrigues, Junho/2006).

«[os professores são] arruaceiros, covardes, são como o esparguete (depois de esticados, partem), só são valentes quando estão em grupo!» (Margarida Moreira - DREN, Viana do Castelo, 28/11/2008).

É POR TUDO O QUE TÊM FEITO E DITO...

É preciso dizer não!
É por tudo isto ...

... que é determinante fazer greve no dia 19;

... que é importante participar na concentração/manifestação em frente do Palácio de Belém, no dia 24, às 14:30 h;
... que não entregues os "objectivos individuais".


MOBILIZAR! UNIR! RESISTIR!

Copia e divulga o CARTAZ da Concentração/Manifestação, que se encontra no blogue do MUP - http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/
ENVIA ESTA MENSAGEM AO MAIOR NÚMERO DE COLEGAS!

IMPORTANTE - o simplex


reenvia

No processo da avaliação do desempenho,

o Governo não mudou nada de essencial .

Assim, mantém-se a resistência e a luta

dos professores.

O chamado simplex aprovado pelo Governo não muda nada do que é essencial no seu modelo de avaliação do desempenho.

Nada obriga os professores a entregarem declarações, objectivos individuais ou a desenvolver qualquer actividade relacionada com o processo de avaliação.

Objectivos centrais da luta dos professores:
i) Suspender o processo de avaliação, negociar um novo modelo e uma solução simples e transitória para este ano lectivo.
ii) Acabar com a divisão da carreira em duas categorias e com as quotas na avaliação.
iii) Iniciar a revisão do Estatuto de Carreira centrada em cinco questões:
- estrututa da carreira sem categorias;
- avaliação do desempenho;
- prova de ingresso na profissão;
- horários de trabalho;
- aposentação.

Escola a escola, manter o caminho da suspensão de todos os procedimentos

na avaliação do desempenho

13 . Janeiro . Jornada Nacional de Reflexão e Luta

19 . Janeiro . Greve Nacional

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

19 DE JANEIRO CRESCE DE IMPORTANCIA


> SINDICATO DOS PROFESSORES DA REGIÃO CENTRO DEPARTAMENTO DE INFORMAÇÃO
>
>
>
> inform@ção SPRC
>
>
>
> GREVE DO PRÓXIMO DIA 19 DE JANEIRO
>
> CRESCE DE IMPORTÂNCIA COM O PROCESSO DE REVISÃO DO ECD
>
>
>
> A luta dos Professores e Educadores obteve um significativo resultado
> ao obrigar o Ministério da Educação a abrir um inesperado processo de
> revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD), tal como vinham
> exigindo os docentes e as suas organizações sindicais.
>
>
>
> Para esse processo de revisão, as organizações sindicais e os
> professores têm objectivos bem definidos: rever a actual estrutura de
> carreira, de forma a eliminar a sua divisão em categorias, substituir
> o actual modelo de avaliação e abolir as quotas que condicionam a
> atribuição das menções mais elevadas, revogar a espúria prova de
> ingresso na profissão, aprovar horários de trabalho pedagogicamente
> adequados, recuperar o tempo de serviço perdido por imposição legal,
> rever condições de aposentação, entre outros que são sobejamente
> conhecidos…
>
>
>
> Já o Ministério da Educação reafirmou, na reunião de 5 de Janeiro, que
> os seus objectivos são os que se encontram no Decreto-Lei n.º 15/2007,
> de 19 de Janeiro, ou seja, os que são concretizados pelo actual ECD.
>
>
>
> Face à abertura deste processo negocial de revisão do Estatuto da
> Carreira Docente e à manifesta divergência de objectivos entre o ME e
> os Sindicatos, ganha uma importância acrescida a Greve Nacional dos
> Professores marcada para 19 de Janeiro. Para além de continuarem a
> exigir a suspensão, este ano, do modelo de avaliação imposto pelo ME
> (simplificado, mas com a mesma natureza negativa), nesta Greve, os
> Professores tornarão claros e inequívocos os seus objectivos para a
> revisão do ECD, com o significado acrescido de se realizar no dia em
> que se completam dois anos sobre a publicação deste "ECD do ME".
>
>
>
> A revisão do ECD iniciar-se-á em 28 de Janeiro (ou seja, poucos dias
> depois da Greve) e prolongar-se-á até final do 2.º período lectivo. O
> primeiro aspecto a rever será a "Prova de Ingresso", seguir-se-á a
> estrutura de carreira (que inclui a sua actual organização em
> categorias, bem como as remunerações) e a avaliação de desempenho, bem
> como as condições de progressão na carreira. Para os Sindicatos,
> deverão também ser revistos, entre outros aspectos, os horários de
> trabalho e as condições de aposentação.
>
>
>
> Por fim, e relativamente à avaliação de desempenho que, este ano, o ME
> impôs aos docentes, não existem razões para que os professores alterem
> a posição que vêm manifestando e adoptando nas escolas, na medida em
> que nada de fundamental ou significativo foi alterado com o regime
> imposto para este ano. De facto, o ME simplificou os procedimentos,
> mas não introduziu qualquer alteração de registo na matriz do modelo,
> daí a rejeição pelos professores e educadores.
>
>
>
> A Plataforma Sindical dos Professores
>
> SPRC sprc@sprc.pt

NOTICIA DE ÚLTIMA HORA


Depois das palavras incendiárias de Jorge Pedreira, aumenta o número de escolas que aprovam moções a suspender o processo de avaliação burocrática. Quando ele abre a boca, é incêndio certo. A aprovação de moções vai continuar em crescendo até ao dia 19 de Janeiro. A minha sugestão vai no sentido de os colegas não assinarem declarações individuais. As tomadas de posição de recusa do processo de avaliação devem ser colectivas. O Governo, com a ajuda de alguns comentadores e falsos jornalistas, está a querer intimidar os professores. O objectivo é pôr fim ao formidável movimento de resistência interna. Não se deixem isolar! À medida que o dia 19 se aproxima a chantagem e a intimidação crescerão. A resposta será dada dia 19: a maior greve nacional de sempre!
Publicada por Ramiro Marques

TODOS OS PROFESSORES DEVEM SEGUIR O EXEMPLO DE COERÊNCIA E CORAGEM DADO PELOS COLEGAS DA ESCOLA SECUNDÁRIA INFANTA D. MARIA, DE COIMBRA

Caros amigos:

Tenho o prazer de comunicar uma importante notícia de ÚLTIMA HORA.
Na E.S. Infanta D. Maria, em Coimbra, os professores aprovaram por esmagadora maioria, 1 voto contra e 2 abstenções no universo dos professores, uma moção em que decidiram manter suspenso o processo de avaliação. Confirmaram, pois, as decisões tomadas em Outubro, no mesmo sentido. A reunião decorreu hoje dia 6 de Janeiro às 18h e 30m.
Depois de uma proveitosa troca de opiniões chegou-se a um consenso que culminou com a aprovação da moção.
Aí está um excelente exemplo a seguir pelos colegas das outras Escolas. É possível manter a unidade e resistir a todas as pressões e chantagens vindas do Ministério. Vamos a isso, com coragem. Vamos ser coerentes com todas as posições tomadas até aqui e pôr os interesses da classe acima dos interesses individuais.
O exemplo da Infanta D. Maria aí está.


Vide desenvolvimento da notícia em http://www.profblog.org/2009/01/99-dos-professores-da-escola-secundria.html

MOÇÃO
Os professores da Escola Secundária Infanta D. Maria suspenderam, por unanimidade, a sua participação em todos os procedimentos relacionados com a aplicação do Dec. Lei 2/2008, tal como sucedeu em mais de 450 Escolas ou Agrupamentos de Escolas.

A necessidade sentida pelo Governo, na sequência das enormes manifestações de descontentamento levadas a cabo pela quase totalidade da classe docente, de alterações sucessivas do Modelo de Avaliação, mais não é que um reconhecimento inequívoco da sua inadequação pedagógica e da inaplicabilidade do Modelo.

As alterações pontuais que foram introduzidas não alteraram a filosofia e os princípios que lhe estão subjacentes. Apesar de designado por Modelo de Avaliação, não o é efectivamente. Não tem cariz formativo, não promove a melhoria das práticas, centrado que está na seriação dos professores para efeitos de gestão de carreira.

As alterações produzidas pelo Governo mantêm o essencial do Modelo, nomeadamente, alguns dos aspectos mais contestados como a existência de quotas para Excelente e Muito Bom, desvirtuando assim qualquer perspectiva dos docentes verem reconhecidos os seus efectivos méritos, conhecimentos, capacidades e investimento na Carreira.

Outras alterações como as que têm a ver com as classificações dos alunos e abandono escolar, são meramente conjunturais, tendo sido afirmado que esses aspectos seriam posteriormente retomados para efeitos de avaliação.

A implementação do Modelo de Avaliação imposto pelo Governo significa a aceitação tácita do ECD, que promove a divisão artificial da carreira em categorias e que a esmagadora maioria dos docentes contesta.

Tendo em consideração o que foi referido anteriormente, os professores da Escola Secundária Infanta D. Maria, coerentes com todas as tomadas de posição que têm assumido ao longo deste processo, reafirmam a sua vontade em manter a suspensão do mesmo.

Apelam ainda a que aconteça o mais rapidamente possível um processo sério de revisão do ECD, eliminando a divisão da carreira em categorias, e que se substitua o actual Modelo de Avaliação por um Modelo consensual e pacífico, que se revele exequível, justo e transparente, visando a melhoria do serviço educativo público, a dignificação do trabalho docente, promovendo assim uma Escola Pública de qualidade.

Coimbra, 6 de Janeiro de 2009

MAIS UM EXEMPLO A SEGUIR

Os professores da Escola Secundária Pedro Alexandrino, na Póvoa de Santo Adrião, reunidos em Assembleia Geral, decidiram continuar o processo de oposição ao modelo de avaliação que, embora "simplex", não passa de transitório e continua, na sua essência, a ser o mesmo, apresentando novos problemas de operacionalização.


Por unanimidade dos presentes, os professores decidiram não entregar os objectivos individuais.

E vai mais uma. As ameaças do Pedreira não intimidam os docentes da Escola Secundária D. Sancho I, Famalicão

A MARCHA DA NOVA SUSPENSÃO JÁ COMEÇOU (link no título)

Caros colegas!

Na qualidade de representante do agrupamento de escolas Prof. João de Meira Guimarães- , é com orgulho que vos informo, que hoje, 17 de Dezembro, na reunião geral de professores, dando seguimento ao Encontro Nacional de Escolas em Luta - Leiria e ao 2.º Plenário Distrital de Braga, foi proposto e aprovada nova suspensão do processo de avaliação e recusa de entrega de Objectivos Individuais!

E que todas as escolas continuem a resisitir!


Lembram-se de quando começaram as moções e os abaixo-assinados para a suspensão da avaliação? Num ápice, o País estava "colorido de suspensões"!

Agora segue-se nova leva!

Depois do exemplo de Setúbal, a Comissão de Coordenação da Avaliação de Desempenho Docente do Agrupamento de Escolas de Sever do Vouga pediu a demissão.

Este é mais um dos exemplos a seguir.

Vê o documento no blogue do MUP


quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL


AS ORGANIZAÇÕES QUE INTEGRAM A PLATAFORMA SINDICAL DOS PROFESSORES ENTREGAM PRÉ AVISO PARA A REALIZAÇÃO DE GREVE COINCIDENTE COM A REALIZAÇÃO DE AULAS ASSISTIDAS PARA EFEITO DE AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO[De 20 de Janeiro de 2009 a 20 de Fevereiro de 2009]

As organizações que integram a Plataforma Sindical dos Professores fazem chegar, durante o dia de hoje, ao Ministério da Educação, entre outras entidades a quem estão legalmente obrigados, um Pré-Aviso de Greve às aulas assistidas, que abrangerá todos os professores avaliadores que tenham de observar aulas para efeito de avaliação. Este Pré-Aviso abrange o período compreendido entre as 0H00 de 20 de Janeiro (iniciando-se no dia seguinte à Greve Nacional dos Professores) e as 24H00 de 20 de Fevereiro de 2009 (último dia antes da interrupção lectiva de Carnaval).

Apesar da contestação dos professores e da crítica generalizada a que tem estado sujeito, encontrando-se praticamente isolado na defesa do seu modelo de avaliação, o Ministério da Educação insiste em impô-lo às escolas mantendo nelas o clima de intranquilidade e instabilidade que há muito aí se instalou. Trata-se de um modelo burocratizado, inadequado, incoerente, injusto, potenciador de conflitualidade, que não contribui para a melhoria do desempenho dos docentes, que colide com o interesse das escolas no que à sua boa organização e bom funcionamento diz respeito, rejeitado pelos professores, iníquo no que ao reconhecimento e distinção do mérito profissional diz respeito, inexequível… O facto de, anualmente, o Ministério da Educação simplificar os procedimentos relativos à sua aplicação não altera a essência do modelo, razão por que os professores e educadores continuam a rejeitá-lo.

Poderão alguns docentes, pelas mais diversas razões, requerer que, no âmbito daquele modelo, algumas as suas aulas sejam assistidas. Os avaliadores, ainda que discordando desse modelo, estarão obrigados a essa tarefa, excepto se, no momento da sua concretização, se encontrarem em greve. É no sentido de permitir aos professores com funções de avaliador e que, nas circunstâncias referidas, terão de assistir às aulas de outros colegas para fins de avaliação, que as organizações que integram a Plataforma Sindical dos Professores entregaram no Ministério da Educação um Pré-Aviso de Greve.

Esta, como outras formas de luta, de entre as quais se destaca a Greve Nacional marcada para dia 19 de Janeiro, orienta-se para o combate ao modelo de avaliação imposto pelo ME, cuja suspensão continuam a exigir.
Plataforma Sindical dos Professores

Greve, também ao medo.

DUAS ACÇÕES FUNDAMENTAIS NA LUTA DOS PROFESSORES

DUAS ACÇÕES FUNDAMENTAIS NA LUTA DOS PROFESSORES

Além da Jornada Nacional de Reflexão e Luta, que deverá ter lugar em todas as escolas do País, no dia 13 de Janeiro, e do II Encontro de Escolas em Luta, no dia 31 de Janeiro, apelamos aos Professores para duas importantes jornadas de luta:

1) GREVE NACIONAL DO DIA 19 DE JANEIRO.

Os professores vão voltar, de forma massiva, a participar em mais uma greve histórica, dando um sinal claro da sua disponibilidade e determinação na luta e resistência às políticas educativas que afrontam os direitos e a dignidade dos professores e têm degradado a qualidade do ensino e da escola pública.


2) MANIFESTAÇÃO/CONCENTRAÇÃO NACIONAL EM FRENTE DO PALÁCIO DE BELÉM, NO DIA 24 DE JANEIRO (SÁBADO).

Numa acção promovida pela Convergência dos Movimentos de Professores, esta manifestação/concentração reveste-se do extraordinário impacto e simbolismo que decorre do facto de, pela primeira vez, os professores se dirigirem, publicamente, ao Presidente da República, pelo que é fundamental que as escolas/agrupamentos de todo o país se mobilizem, se organizem e rumem, em grande número, a Lisboa, no dia 24 de Janeiro.

Se o Presidente da República não vai ao encontro dos Professores, então serão os professores que, com respeito e expectativa de serem escutados, vão ao Presidente da República.

Os diversos Movimentos de Professores vão encetar diligências, para, durante essa concentração, serem recebidos pelo Presidente da República, dando-lhe conta do sentir dos professores e da realidade da escola pública.



MOBILIZAR! UNIR! RESISTIR!

in MUP

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Jornadas de Reflexão

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Guiao 13 Jan

Guiao_A4(conclusoes)

GuiaoA4 13 Jan

Jornada Nacional de ReflexÃo e de Luta

Perguntas e Respostas Avaliação

Tomada de Posição Doc 13Jan

Tomada Posicao 13 Jan

Greve às avaliações

Paralisação abrange período entre 20 de Janeiro e 20 de Fevereiro

Sindicatos entregam pré-aviso de greve às aulas assistidas

12.01.2009 - 15h25 Lusa in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1355832&idCanal=58

A Plataforma Sindical entrega hoje ao Ministério da Educação um pré-aviso de greve para o período entre 20 de Janeiro e 20 de Fevereiro. A iniciativa visa permitir aos professores avaliadores não assistir às aulas dos seus avaliados.

Segundo o regime simplificado do modelo de avaliação de desempenho definido pelo Governo, a componente científico-pedagógica, que assenta, sobretudo, na observação de aulas, deixa de ser obrigatória, excepto para os professores que ambicionem obter as classificações de Muito Bom e Excelente.

Nesses casos, os docentes têm de requerer que pelo menos duas aulas leccionadas por si sejam observadas por um avaliador, que não pode recusar-se a fazê-lo.

"Os avaliadores, ainda que discordando do modelo [de avaliação], estarão obrigados a essa tarefa, excepto se, no momento da sua concretização, se encontrarem de greve", explica a Plataforma Sindical, em comunicado.

Assim, a estrutura, que agrega onze sindicatos do sector, decidiu entregar ao ministério um pré-aviso de greve, que abrange todos os professores avaliadores, para o período compreendido entre 20 de Janeiro e 20 de Fevereiro, que coincide com a realização de aulas assistidas.

"Esta, como outras formas de luta, orienta-se para o combate ao modelo de avaliação imposto pelo Ministério da Educação, cuja suspensão [os professores] continuam a exigir", adianta a plataforma.

A paralisação dos professores avaliadores tem início no dia seguinte à greve nacional agendada para 19 de Janeiro, a segunda realizada para contestar o actual modelo de avaliação. A 3 de Dezembro, os docentes realizaram a maior greve de sempre no sector, com uma adesão que o Ministério contabilizou em 61 por cento, mas que atingiu os 94 por cento, segundo os sindicatos.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Na minha opinião NÃO SÃO PROFESSORES!

Na minha opinião NÃO SÃO PROFESSORES!


Talvez sejam estes aqueles a quem a Equipa do Ministério da (Des)Educação
tenha chamado "professoreszecos".

Bem, com exemplares destes no único partido que ainda a suporta, é caso para
dizer que apenas lhe faltou completar a expressão "estes professoreszecos do
PS".

Como na minha opinião estas senhoras e senhores NÃO SÃO PROFESSORES (aliás
já devem ter a sua reforma e futuro garantido) deveriam pelo menos ter a
humildade de substituir a designação da sua profissão na ficha
identificativa do Parlamento (e pode ser a corrector com o Sr. Pinto de Sousa e
argumentar que não sabiam).

Apelo a todos os professores coerência e não hipoteca do futuro profissional
(que é de todos nós). Vamos UNIDOS engrossar a lista já significativa de
colegas/escolas que já em Janeiro voltaram a mostrar que a dignidade docente
não está à venda.

Tenho a certeza que os meus amigos professores e colegas de escola saberão
mostrar firmeza e honestidade intelectual contra a politica aberrante e
perseguidora da classe docente adoptada por este Governo.

Abraços,

Eduardo Cunha
E S Barcelos



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Dia 19, aproveitem o dia! GREVE TOTAL. VAMOS TODOS DAR FORÇA À NOSSA LUTA!



terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Comunicado da Plataforma Sindical

Greve do próximo dia 19 de Janeiro cresce de importância com o processo de revisão do ECD

A luta dos Professores e Educadores obteve um significativo resultado ao obrigar o Ministério da Educação a abrir um inesperado processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD), tal como vinham exigindo os docentes e as suas organizações sindicais.

Para esse processo de revisão, as organizações sindicais e os professores têm objectivos bem definidos: rever a actual estrutura de carreira, de forma a eliminar a sua divisão em categorias, substituir o actual modelo de avaliação e abolir as quotas que condicionam a atribuição das menções mais elevadas, revogar a espúria prova de ingresso na profissão, aprovar horários de trabalho pedagogicamente adequados, recuperar o tempo de serviço perdido por imposição legal, rever condições de aposentação, entre outros que são sobejamente conhecidos.

Já o Ministério da Educação reafirmou, na reunião de hoje, que os seus objectivos são os que se encontram no Decreto-Lei n.º 15/2007, de 19 de Janeiro, ou seja, os que são concretizados pelo actual ECD.

Face à abertura deste processo negocial de revisão do Estatuto da Carreira Docente e à manifesta divergência de objectivos entre o ME e os Sindicatos, ganha uma importância acrescida a Greve Nacional dos Professores marcada para 19 de Janeiro. Para além de continuarem a exigir a suspensão, este ano, do modelo de avaliação imposto pelo ME (simplificado, mas com a mesma natureza negativa), nesta Greve, os Professores tornarão claros e inequívocos os seus objectivos para a revisão do ECD, com o significado acrescido de se realizar no dia em que se completam dois anos sobre a publicação deste "ECD do ME".

A revisão do ECD iniciar-se-á em 28 de Janeiro (ou seja, poucos dias depois da Greve) e prolongar-se-á até final do 2.º período lectivo. O primeiro aspecto a rever será a "Prova de Ingresso", seguir-se-á a estrutura de carreira (que inclui a sua actual organização em categorias, bem como as remunerações) e a avaliação de desempenho, bem como as condições de progressão na carreira. Para os Sindicatos, deverão também ser revistos, entre outros aspectos, os horários de trabalho e as condições de aposentação.

Por fim, e relativamente à avaliação de desempenho que, este ano, o ME impôs aos docentes, não existem razões para que os professores alterem a posição que vêm manifestando e adoptando nas escolas, na medida em que nada de fundamental ou significativo foi alterado com o regime imposto para este ano. De facto, o ME simplificou os procedimentos, mas não introduziu qualquer alteração de registo na matriz do modelo, daí a rejeição pelos professores e educadores.

A Plataforma Sindical de Professores
5/01/2009