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sábado, 9 de junho de 2012

Gaiolas...

Agora que as turmas vão aumentar apresenta-se um novo mobiliário para as escolas nacionais...
         
Solução economicamente mais viável que a ampliação de salas!

O ministério da Educação já escolheu o novo mobiliário para as escolas nacionais.

sábado, 30 de julho de 2011

Professora, até ontem

O meu nome é Sónia Mano, até ontem era professora de Matemática na escola E.B. 2,3 de S. Torcato, em Guimarães (onde me encontrava a trabalhar com contrato a termo incerto). Hoje de manhã, por volta das 9h, recebi um telefonema da Secretaria da referida escola a informar-me de que o meu contrato de trabalho cessara no dia anterior.

Até aqui, poderá pensar-se... é uma coisa natural, mais uma professora dispensada do serviço após mais de seis meses de trabalho árduo com alunos oriundos de meios socioeconómicos muito desfavorecidos: Até eu estava já preparada para a eventualidade de receber a notícia nestes moldes. Mas e o que é feito do prazo legal de três dias para avisar um empregado de que o seu contrato vai terminar? Eu sou apenas mais uma das vítimas do Estado e da actual conjuntura que o país atravessa.
Mas o porquê do meu e-mail vai muito para além das queixas para com o sistema. É mais um grito, uma tentativa de que dêem algum tipo de atenção a certas situações que estão a acontecer neste país. Como eu, fo- mos várias as pessoas dispensadas hoje de manhã, ou melhor, informadas hoje de manhã de que o nosso contrato terminara no dia anterior. Não será isto mais uma vergonha do nosso país? Não há qualquer respeito pelos profissionais, nem pelo seu trabalho e esforço.
Mais acrescento, neste meu desabafo, que iniciei, a meio da semana passada, a correcção de EXAMES NACIONAIS do 9.º Ano! Este trabalho, não está concluído! Termina apenas amanhã, dia 8 de Julho. Entretanto, já amanhã, tenho uma reunião para aferição de critérios de avaliação, reu- nião essa de carácter obrigatório. E agora eu pergunto: O MEU CONTRATO DE TRABALHO E A MINHA LIGAÇÃO AO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO TERMINOU ONTEM. Como vão os alunos ter avaliação no referido exame? Quem vai suportar as despesas de deslocação de Vila Verde (minha residência oficial) até Guimarães?!
Hoje a minha vontade é não entregar os Exames, mas mais forte do que essa vontade é a necessidade de nunca prejudicar os alunos por causa de mais um erro do nosso sistema de ensino. Amanhã, eu irei suportar despesas de deslocação e voltarei a fazê-lo na sexta para entrega dos Exames. Durante esses dois dias, vou fazer uma aplicação criteriosa dos critérios de classificação. Mas precisava de fazer este desabafo: parem de chamar incompetentes aos professores portugueses, aqueles que lutam todos os dias por melhores condições numa escola cada vez mais pobre em valores, tais como a entre-ajuda e a solidariedade. Ajudem-nos a ajudar os vossos/nossos filhos a crescerem como cidadãos e, por favor, na luta pelos meus direitos enquanto trabalhadora/professora/EDUCADORA. Ajudem- -me a divulgar este caso que é apenas mais uma das vergonhas em que o nosso Estado está envolvido!
Tenho provas e documentos oficiais que comprovam cada uma das afirmações que estou a divulgar. Não sei mais onde me dirigir: é preciso que os portugueses saibam o que se está a passar numa escola pública de Portugal.
Sónia Mano
Diário do Minho
QUINTA-FEIRA | 7 de Julho de 2011

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Educação em casa... instrução na escola

"O Homem não sabe mais que os outros animais; sabe menos.
Eles sabem o que precisam saber. Nós não"...


de FERNANDO SAVATER (Filósofo) - sobre a indisciplina nas escolas

Especialistas reunidos em Espanha- Aumento da violência nas escolas reflecte crise de autoridade familiar
Especialistas em educação reunidos na cidade espanhola de Valência defenderam hoje que o aumento da violência escolar deve-se, em parte, a uma crise de autoridade familiar, pelo facto de os pais renunciarem
a impor disciplina aos filhos, remetendo essa responsabilidade para os professores.
Os participantes no encontro 'Família e Escola: um espaço de convivência', dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, consideram que é necessário evitar que todo o peso da
autoridade sobre os menores recaia nas escolas.
'As crianças não encontram em casa a figura de autoridade', que é um elemento fundamental para o seu crescimento, disse o filósofo Fernando Savater.
'As famílias não são o que eram antes e hoje o único meio com que muitas crianças contactam é a televisão, que está sempre em casa', sublinhou.
Para Savater, os pais continuam 'a não querer assumir qualquer autoridade', preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos 'seja alegre' e sem conflitos e empurrando o papel de disciplinador
quase exclusivamente para os professores.
No entanto, e quando os professores tentam exercer esse papel disciplinador, 'são os próprios pais e mães que não exerceram essa autoridade sobre os filhos que tentam exercê-la sobre os professores,
confrontando-os', acusa..
'O abandono da sua responsabilidade retira aos pais a possibilidade de protestar e exigir depois. Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para depois se ir queixar',
sublinha.
Há professores que são 'vítimas nas mãos dos alunos'.
Savater acusa igualmente as famílias de pensarem que 'ao pagar uma escola' deixa de ser necessário impor responsabilidade, alertando para a situação de muitos professores que estão 'psicologicamente
esgotados' e que se transformam 'em autênticas vítimas nas mãos dos alunos'.
A liberdade, afirma, 'exige uma componente de disciplina' que obriga a que os docentes não estejam desamparados e sem apoio, nomeadamente das famílias e da sociedade.
'A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara', afirma, recomendando aos pais que transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação, 'uma oportunidade e um privilégio'.
'Em algum momento das suas vidas, as crianças vão confrontar-se com a disciplina', frisa Fernando Savater.
Em conversa com jornalistas, o filósofo explicou que é essencial perceber que as crianças não são hoje mais violentas ou mais indisciplinadas do que antes; o problema é que 'têm menos respeito
pela autoridade dos mais velhos'.
'Deixaram de ver os adultos como fontes de experiência e de ensinamento para os passarem a ver como uma fonte de incómodo. Isso leva-os à rebeldia', afirmou.
Daí que, mais do que reformas dos códigos legislativos ou das normas em vigor, é essencial envolver toda a sociedade, admitindo Savater que 'mais vale dar uma palmada, no momento certo' do que permitir as situações que depois se criam.
Como alternativa à palmada, o filósofo recomenda a supressão de privilégios e o alargamento dos deveres.
Gostou? Aprendeu? Concorda? Então divulgue!...

domingo, 5 de junho de 2011

Sócrates e a Matemática

Problema de matemática


José Sócrates, numa das suas múltiplas visitas a escolas, numa delas considerada escola-modelo onde foi distribuir uns computadores aos professores, resolve pôr um problema às criancinhas.


(Desta vez, parece que não houve casting prévio...)


- Meninos, tenho um problema para vocês resolverem. Quem acertar na solução ganha um computador que eu ofereço!!!
Então, é assim:
- Um avião saiu de Amesterdão com uma velocidade de 800 km/h; a pressão era de 1.004,5 milibares; a humidade relativa era de 66% e a temperatura 20,4 ºC.
A tripulação era composta por 5 pessoas, a capacidade era de 45 lugares para passageiros, a casa de banho estava ocupada e havia 5 hospedeiras, mas uma estava de folga.
A pergunta é... Quantos anos tenho eu?


Os alunos ficam assombrados.
O silêncio é total.
A professora fica estupefacta.


Então, o Joãozinho, lá no fundo da sala e sem levantar a mão, diz de pronto:
- 50 anos, senhor inginheiro!


José Sócrates surpreendido fita-o e diz:
- Caramba! Acertaste em cheio. Vou dar-te o computador!
Eu tenho mesmo 50 anos. Mas como encontraste esse número?


E Joãozinho diz:
- Bem, foi muito fácil.  Foi uma dedução lógica, porque eu tenho um primo que é meio parvo, e tem 25 anos...

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Ecos Da Reunião Ministerial De Hoje Com Directores Na Área Da DRELVT

ISTO VAI FICAR BONITO... SE VAI.....
Posted by Paulo Guinote

Olá Paulo.
Como deves saber, decorreu hoje uma reunião (não sei se a primeira) com os Directores de Escolas do Distrito de Setúbal, Drel Norte e Vale do Tejo e a equipa daquela senhora que se diz Ministra da Educação. Presentes os dois secretários de estado e o senhor director regional.
Pontos da ordem de trabalhos:
1. Opções estratégicas
2. Programa educação 2015
3. Metas de Aprendizagem
4. Formação contínua
5. Avaliação docente
6. Reorganização da rede escolar
7. Processos de aquisição de bens e serviços
8. Organização do Ano Lectivo
No 1º ponto, mais um espectacular acto de propaganda sobre o pisa e um relembrar que da verba gasta na Educação apenas 10% são para despesas de funcionamento, sendo o restante alocado ao pagamento de vencimentos. Nas despesas de funcionamento é impossível cortar (estou para ver qual é o corte que vamos levar no nosso orçamento este ano) e que temos que olhar para os Recursos Humanos. O que está em causa é um efectivo aproveitamento das horas que se gastam na educação. A hora custa dinheiro, então temos que nos debruçar nas horas que os docentes passam sem dar aulas. O que está em causa é a componente não lectiva. (aqui houve-se o primeiro sururu na sala).
Ponto 2, mais uma espectacular propaganda ao programa 2015 que nem as direcções das escolas ainda perceberam, mas que cerca de 80% já estabeleceram as suas metas (a minha escola estabeleceu as mínimas). É um programa espectacular, mas que ninguém sabe o que se vai fazer para que funcione, apenas existem objectivos a atingir não existem metodologias nem ferramentas para que sejam atingidos. Mas até Espanha está entusiasmada com este programa.
Ponto 3, toda a gente sabe que as metas vão ser testadas este ano, foram escolhido 6 agrupamentos onde se vai fazer a sua validação e após essa fase iram sofrer as reformulações que a equipa ache necessárias. (Aqui posso dizer-te que um dos seis agrupamentos escolhidos, participou numa reunião em finais de Novembro na DGIDC onde foi informado que a monitorização iria iniciar-se no principio de Janeiro, até hoje nem mais um contacto)
Ponto 4, Mais propaganda ao excelente trabalho desenvolvido pela DGRHE relativamente à formação de Directores e à formação que se vai iniciar para formar formadores de formadores de relatores
Ponto 5, Fomos informados que todos os Agrupamentos presentes estavam a desenvolver o processo de avaliação com normalidade (ninguém se pronunciou) e foram apresentados os seguintes números:
  • 104106 professores do quadro
    34361 professores contratados
  • Professores que pediram aulas assistidas – 40,8% (gostava de saber como este número foi apurado, uma vez que não foi pedido às escolas que fornecessem o número de professores que solicitaram aulas assistida)
    Relatores – 19.2%
    Nº médio de docentes a avaliar por cada relator – 5.2
    Nº médio de aulas a assistir por cada relator – 4,2
Ponto 6, Vão continuar a ser fechadas as escolas com menos de 21 alunos. e vão continuar a ser criados novos megaagrupamentos. Em 2010 foram criados 84 não existe um número previsto para este ano.
Ponto 7, O Ministério das Finanças manda que as compras nas escolas sejam feitas através de central de compras e com a utilização de plataformas. Como as Direcções são burras, o mesmo ministério vai dar umas formações à malta. 8 e ninguém bufa)
Ponto 8, A senhora ministra diz a seguinte frase:
" É dificil as pessoas compreenderem que o tempo do 79 não seja considerado tempo efectivo de trabalho"
A confusão instalou-se, o verniz estala e a senhora lá reformula dizendo que dantes não era mas que agora sim era tempo efectivo de trabalho. Fomos informados que semanalmente são gastos 2 milhões de horas referentes ao 79 e à componente de trabalho de escolas, e que essas horas são pagas (estas conclusões são espectaculares) e custam muito dinheiro. Temos que encarar estas horas como um recurso (o verniz volta a estalar).
Dos créditos dados às escolas, apenas o crédito para o desporto escolar vai ser regulamentado por despacho, os restantes (incluindo o PTE) tem que vir do 79 e do trabalho de escola.
O crédito que vai ser atribuído às escolas vai ser reduzido em média a metade (contas minhas). É um desafio para todos os directores mas a senhora ministra lembrou que este é só mais um para os directores. Foi feita uma proposta, que se iniciava com a atribuição mínima de 8 horas de crédito, esta proposta não foi aceite e o ME abriu os cordões à bolsa e a tabela inicia-se agora com um mínimo de 10 horas e um máximo de 88 a ser atribuídas como crédito de escola. Esta alteração, vai custar 5 milhões de euros ao ME, se se gasta aqui tem que se cortar em algum lado (não nos foi dito onde).
Seguiu-se um animado momento de questões, alguns directores falaram dos colegas de EVT, ao qual foi respondido mais uma vez que o ME considera que um professor é suficiente para leccionar a disciplina (não foi dito o que vai acontecer aos que sobram, apenas que ficam na escola a desempenhar outras funções o senhor trocado ainda disse, com o microfone desligado, que podiam assegurar o PTE). O estudo acompanhado vai ser alocado à componente lectiva ou não lectiva, ao qual foi respondido que vai ser sempre alocado à componente lectiva e deve ser leccionado por professor de português ou matemática.
Uma directora manifestou-se dizendo que se as coisas continuam assim provavelmente não terá condições para continuar, ao que o senhor Trocado encolhe os ombros. Vários directores questionam porque é que o ensino nocturno desapareceu dos despachos dos adjuntos e da remuneração do directores e suas equipas (não se obteve qualquer resposta).
E por fim o crédito de escola, a ministra apenas responde da mesma maneira, o orçamento do ME é para cumprir e não pode haver derrapagens. Neste ponto do debate algumas vozes de alguns directores acusaram o ME de falta de coragem, se era para cortar havia que cortar no 79, acabava-se para toda agente e ponto final (devo dizer que quem se manifestou assim tinham todos ar de quem não entra dentro de uma sala de aula há 20 anos).
E assim foram perdidas mais 3 horas da minha vida.
Não foi um espectáculo bonito de se ver, mas não passou disso, um espectáculo.
Um abraço,
************

domingo, 10 de abril de 2011

A professora

Um homem para descontrair do dia a dia foi dar uma volta de balão, e num  lugar desconhecido ficou completamente  perdido!  foi quando viu uma pessoa...  Reduziu a altitude do balão, para cerca de 10 m e gritou:

- Hei, menina, onde estou?
A jovem  respondeu:
- Está num balão, a  10 m de altura!

Então o homem fez outra pergunta:
- Você é professora, não é?

A rapariga respondeu:
- Sim! Caramba! Como é que o senhor adivinhou?

E o homem:
- É simples, deu-me uma resposta tecnicamente  correcta, mas que não me serve para nada...

- Ah! Já percebi! O senhor é secretário de estado da educação, não é?- retorquiu a professora.- Sim, de facto...Como adivinhou?! - admirou-se o "cosmonauta".

- Simples: o senhor está completamente perdido, não sabe fazer nada e está soberbamente a tentar  culpar a  professora.

terça-feira, 8 de março de 2011

Os professores Excelentes devem ficar com as turmas mais difíceis da escola!

Além de ficarem com as turmas mais difíceis, devem ficar com as turmas de maior insucesso escolar e com os alunos mais indisciplinados, pois só com "Excelência" será possível dar uma boa resposta a tudo isto!!!

Ora aqui está uma boa sugestão!

Documento apresentado ao Conselho Pedagógico da Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima, em Aveiro, pelo professor Francisco Teixeira Homem (Professor de Educação Física e Doutorado em Ciências do Desporto)



Ao Conselho Pedagógico
Ser-se avaliado em Professor Excelente não é a mesma coisa que ser-se um excelente professor.
E não é fácil, um professor ser avaliado em EXCELENTE!É difícil, muito difícil mesmo e, numa escala de valores, ser EXCELENTE é ainda mais do que ser-se MUITO BOM. Eu disse mesmo M-U-I-T-O--B-O-M; não disse BOM.
Ser-se portanto EXCELENTE é o mesmo que ser-se perfeito, distinto, notável, admirável, brilhante, magnífico, óptimo. São sinónimos que o qualificam extraordinariamente, que o qualificam como O MELHOR de entre aqueles que já são MUITO BOM. Tal como o Ministério preconiza, os professores com EXCELENTE têm obrigação de ter as maiores responsabilidades nas escolas porque os considera melhores que os outros; então, também deve caber aos professores EXCELENTES serem os mais responsáveis em todo o processo ensino/ aprendizagem e em todas as funções e tarefas do contexto escolar.E se um professor, de acordo com o ministério, já é do melhor que existe numa escola, então, um professor Excelente é muito mais! Além de distinto, perfeito, admirável, notável, brilhante, magnífico e óptimo, ainda tem mais um atributo: ser TITULAR. Este título não é para muitos!

E, mesmo, ser-se apenas EXCELENTE já haverá poucos, muito poucos!

Posto isto, gostaria de propor para análise aos colegas deste Conselho Pedagógico o seguinte: aos professores que, nesta fase, forem avaliados em EXCELENTE, deverão, a partir do próximo ano lectivo, leccionar as turmas mais «difíceis» da escola, bem como direcções de turma e cursos que só eles, pelas suas reconhecidas qualidades evidenciadas neste rigoroso processo que tem sido a avaliação de desempenho docente, serão capazes de resolver ou minimizar problemas da melhor forma, contribuindo, assim, para que a escola seja também melhor.

O rigor desta avaliação deu-lhes esse direito. É por isso que vão ser beneficiados na pontuação para concursos ... É por serem EXCELENTES, por serem os MELHORES DOS MELHORES, por serem perfeitos, distintos, notáveis, admiráveis, brilhantes, magníficos e óptimos que devem mostrar aos outros como se deve fazer.

Não é pois justo nem razoável que a escola deixe escapar este capital de conhecimentos mantendo os restantes professores com turmas difíceis e funções e tarefas complicadas, aparentemente bons professores, é verdade, mas incapazes de evidenciar os dotes que, em rigor, os professores EXCELENTES foram capazes de demonstrar nesta avaliação criteriosa dirigida ao desempenho de cada docente.

Certo da melhor atenção dos colegas e consciente da importância desta análise, solicito que, após reflexão devida, esta proposta baixe aos Departamentos e deles seja considerado o conjunto de opiniões formuladas.

Francisco Teixeira Homem
(ex-professor titular)

Professores - Governo português criticado internacionalmente.

Estas nunca são divulgadas!


Governo português criticado internacionalmente

O European Trade Union Committee for Education (ETUCE), presidido por Ronnie Smith, aprovou uma posição (em anexo) considerando que medidas como reduções salariais, agravamento dos horários de trabalho ou aumento do número de alunos por turma em cursos profissionais, entre outras, implicam uma significativa degradação das condições de trabalho dos docentes, coloca uma severa ameaça sobre o sistema educativo português e impedirá a concretização de compromissos assumidos por Portugal no âmbito da Estratégia Europa 2020.
A ETUCE recomenda ao governo português que mantenha um diálogo sustentável com as organizações de professores em todas as matérias referentes às condições de trabalho para que se construam soluções colectivas necessárias na actual situação, sendo reiterado o apoio às organizações sindicais dos docentes portugueses.
Esta posição foi dirigida por Ronnie Smith ao Presidente da República Portuguesa, ao Presidente da Assembleia da República, ao Primeiro-Ministro, à Ministra da Educação, ao Provedor de Justiça, ao Presidente da Comissão de Educação e Ciência da Assembleia da República e à Presidente do Conselho Nacional de Educação.
Recorda-se que a FENPROF também apresentou queixa, recentemente, da postura antinegocial do Governo e do ataque que tem sido deferido contra os professores ao Secretário-Geral da OIT, ao Secretário-Geral da UNESCO, ao Presidente da Internacional de Educação (IE) e a diversos comissários europeus com responsabilidades nas áreas laborais e sociais.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Listas de GRADUAÇÃO PROFISSIONAL em perigo

Divulguem esta vergonha


 O Ministério de Educação prepara-se para outro grande golpe, não bastava já o novo estatuto da carreira docente, como agora também pretender adulterar a graduação profissional dos professores através da introdução de uma nova variável na graduação, ou seja, a nossa avaliação de desempenho passará a entrar na dita graduação.


 Vejamos, um professor que tenha Excelente vai ter mais 3 valores na graduação, um que tenha Muito Bom terá mais 2 valores e os restantes:
 Bom, Regular e Insuficiente não terão qualquer bonificação.
 Inacreditável! Tanto faz ter tido Bom como Insuficiente como regular levam todos zero.
 Como é que é possível que os professores que não foram avaliados sejam penalizados por tal lei? Um professor tem culpa de ter partido uma perna e ter ficado doente e não ter sido avaliado? Ou esteja destacado noutras funções ligadas ao ensino? Uma professora tem culpa de ter tido uma gravidez de risco e ter estado todo o ano em casa?


Esta grande golpada tem que ser denunciada.


 Para terem acesso ao projecto de alteração dos concursos cliquem no link abaixo indicado e leiam com atenção o artigo 14:


 http://www.spgl.pt/cache/bin/XPQ3jTwXX4461eV28FetSMaZKU.pdf

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Inimaginável: uma fraude miserável.

Esta história ultrapassa tudo o que me pudesse passar pela cabeça. sinceramente, não tenho nem palavras...

A história que vos vou contar não é bonita. É mesmo bastante feia. E no entanto, começa da forma mais normal e corriqueira possível. Esta noite, preparava-me eu para partilhar convosco os meus pensamentos sobre o próximo Conselho Europeu, vejo uma janelinha sinalizar a entrada online de um amigo - chamemos-lhe Ricardo. Procrastinador incorrigível, decidi saudá-lo. Olá Ricardo, essas forças, e tal? Como vai o curso? Ah e tal, vai bem, diz-me ele. Estou aqui às voltas com um teste de macroeconomia para fazer em casa. [Aqui, impõe-se um parêntesis: eu também nunca tinha ouvido falar de testes para fazer em casa. Mas tudo bem.] Olha, tu é que me podias ajudar, disse-me ele. O que é a "armadilha portuguesa"?
Tenho uma confissão a fazer: embora num contexto macroeconómico Portugal me pareça bastante armadilhado, eu nunca tinha ouvido falar da "armadilha portuguesa" . Fiz então o que qualquer estudante do ensino superior faria na minha situação: recorri ao google . E o que encontrei, para além deste texto do Vítor Bento referenciado aqui? Pois encontrei um curioso anúncio de emprego .
Este anúncio diz procurar um licenciado em economia, gestão ou contabilidade para empresa na zona de Lisboa, dando preferência a quem procura primeiro emprego. Indica igualmente o horário de trabalho (das 9h às 17h) e as qualidades pretendidas: responsabilidade, organização e dinamismo. Finalmente (e aqui vem a parte curiosa), o anúncio pede aos candidatos que enviem juntamente com os seus currículos a resposta a um questionário que pretende aferir da sua adequação ao perfil funcional pretendido. E as questões eram as seguintes:
I-Distinga os conceitos de crescimento e de desenvolvimento económico e indique as formas de os avaliar, dando exemplos e salientando a forma como se relacionam.
II-Indique quais são os diferentes modelos de integração económica e explique como estes se relacionam com a importância do comércio internacional para o desenvolvimento económico e com o fenómeno da globalização.
III-Explique as alterações sofridas pelas quatro principais políticas económicas quando um país passa a fazer parte duma zona de integração económica e monetária.
IV-Utilizando os conceitos de competividade, inovação e desvalorização competitiva, desenvolva um texto em que explique os desafios que se colocam a Portugal na actualidade, num contexto a que alguns economistas se referem como armadilha portuguesa.
Achei peculiar que este anúncio, colocado na noite de 13 de Dezembro e com data limite para resposta a 15 de Dezembro, fizesse justamente menção à noção que vem no teste que o meu amigo Ricardo tem que entregar até dia 17. Mostrei-lhe o anúncio e ele confirmou: estas são precisamente as perguntas do teste da cadeira de Macroeconomia no curso de Gestão de Recursos Humanos da Escola Superior de Ciências Empresariais do Instituto Politécnico de Setúbal. Sem tirar nem pôr.
Não culpo a professora, a Escola ou o Instituto: a fraude à avaliação no ensino é um problema grave que não tem solução fácil e com a qual todos os professores e escolas se confrontam. Não culpo sequer a cultura do copianço, que abomino e cujo enraizamento nas nossas Universidades me desgosta. Culpo a miséria humana. Porque só pode ser apelidado de miserável o estupor que decidiu explorar a boa vontade de quem procura emprego para conseguir uma nota para passar. Espero que o sacaninha do "Tiago" seja apanhado, e que seja exemplarmente punido. Gente capaz disto, se não for travada a tempo e horas, é capaz de tudo.

Investigação sobre a empresa Parque Escolar

Os media, o poder e a importância dos blogues

2 de Abril de 2010 por Tiago Mota Saraiva
Há alguns meses, a propósito de um post laudatório da Parque Escolar no blogue Câmara Corporativa, lancei-me num conjunto de textos em que procurava fazer uma avaliação do trabalho daquela empresa pública. Entretanto muita água passou por baixo da ponte, e hoje (estando na posse de muito mais informações do que então e do que até agora veio a público) estou mais certo da gravidade do que se passa e da urgência em travar o actual Conselho de Administração.
Contudo, apesar de já existirem alguns jornalistas a investigar o tema, é absolutamente confrangedor ver como a maioria da imprensa se presta a veicular e reproduzir toda a informação que lhe chega da assessoria de imprensa da Parque Escolar, sem qualquer verificação. Destaco neste particular a agência
Lusa que, apesar de ter o contacto dos cidadãos que se mobilizaram para denunciar os procedimentos da Parque Escolar e de já os ter ouvido, apenas tem feito notícias plasmadas dos comunicados da Parque Escolar E.P.E.
Se foi nos blogues que a denúncia dos procedimentos do Conselho de Administração da Parque Escolar se iniciou, é também nos blogues que deverá continuar.
Assim sendo, apelo a todos os blogues, de esquerda, de direita, de política, de professores, de arte, de cidadania, que ajudem na divulgação e subscrição desta petição, combatendo a tentativa de silenciamento e ocultação de mais este escândalo político.
Assinar aqui:

Um vídeo que contextualiza o que se passa no ME e muito mais...

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Um vídeo que contextualiza o que se passa no ME e muito mais...

<object width="640" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/NkkteewLr_4?fs=1&hl=pt_PT"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/NkkteewLr_4?fs=1&hl=pt_PT" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"></embed></object>

domingo, 16 de janeiro de 2011

3 kings


 Teacher: Can you tell the name of 3 great Kings who have brought  happiness and peace into people's lives?
 Student: Smo-king, Drin-king and Fuc-king

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O ministério da Educação e a limpeza




O Ministério da Educação está a transformar-se no Ministério do Ambiente escolar, limpa tudo o que for preciso para melhorar as estatísticas. O chumbo, esse material perigoso se não utilisado com parcimónia, está a ser varrido das escolas.
Aluno com chumbo a mais deixa de ser considerado nas contas do ensino regular e é desviado para as vias profissionalizantes, reforma assaz profunda e séria introduzida por David Justino do PSD e aprofundada por Maria de Lurdes Rodrigues do PS. Claro que nada disto tem a ver com uma real melhoria na qualidade do ensino ou dos alunos. Os alunos com dificuldades podem continuar os seus estudos sem avaliação e sem exames, não contando para as taxas de retenção e de transição.
Há um aumento dos alunos nos cursos profissionais e uma retracção nos cursos regulares, a que há a juntar os alunos dos cursos das Novas Oportunidades o que representa cerca de 60% da população que o ME apresenta agora como estando no ensino secundário e que não precisam de realizar exames nacionais para concluir o 12º ano ou equivalente!
O Ministério do Ambiente e da Educação talvez seja mais apropriado embora um bocado comprido…
http://www.aventar.eu/2010/06/14/o-ministerio-da-educacao-e-a-limpeza/