domingo, 10 de abril de 2011

"A caixa que adormeceu o mundo", Daniel Oliveira

A caixa que adormeceu o Mundo

Num programa da TVI, os concorrentes agitam contas por pagar. Em troca de umas figuras tristes, pagam-lhes as dívidas. A televisão consegue entreter os desgraçados com as suas próprias desgraças.

Daniel Oliveira

Chama-se "Agora é que conta", passa na TVI" e é apresentado por Fátima Lopes. O programa começa com dezenas de pessoas a agitar uns papéis. Os papéis são contas por pagar. Reparações em casa, prestações do carro, contas da electricidade ou de telefone. A maioria dos concorrentes parece ter, por o que diz, muito pouca folga financeira. E a simpática Fátima, sempre pronta a ajudar em troca de umas figuras mais ou menos patéticas para o País poder acompanhar, presta-se a pagar duzentos ou trezentos euros de dívida. "Nos tempos que correm", como diz a apresentadora - e "os tempos que correm" quer sempre dizer crise - , a coisa sabe bem. No entretenimento televisivo, o grotesco é quase sempre transvestido de boas intenções.

Os concorrentes prestam-se a dar comida à boca a familiares enquanto a cadeira onde estão sentados agita, rebolam no chão dentro de espumas enormes ou tentam apanhar bolas de ping-pong no ar. Apesar da indigência absoluta do programa, nada disto é novo. O que é realmente novo são as contas por pagar transformadas num concurso "divertido".

Ao ver aquela triste imagem e a forma como as televisões conseguem transformar a tristeza em entretenimento, não consigo deixar de sentir que esta é a "beleza" do Capitalismo: tudo se vende, até as pequenas desgraças quotidianas de quem não consegue comprar o que se vende.

Houve um tempo em que gente corajosa se juntava para lutar por uma vida melhor e combater quem os queria na miséria. E ainda há muitos que não desistiram. Mas a televisão conseguiu de uma forma extraordinariamente eficaz o que o séculos de repressão nem sonharam: pôr a maioria a entreter-se com a sua própria desgraça. E o canal ainda ganha uns cobres com isso. Diz-se que esta caixa mudou o Mundo. Sim: consegue pôr tudo a render. Até as consequências da maior crise em muitas décadas.

Entretanto a apresentadora recebe 40.000€ por mês. Foi este o valor da transferência da SIC para a TVI. Uma proposta irrecusável segundo palavras da própria.

No comments...


É preciso que se saiba que:
"... os portugueses comuns (os que têm trabalho) ganham cerca de metade (55%) do que se ganha na zona euro, mas os nossos gestores recebem, em média:

- mais 32% do que os americanos;
- mais 22,5% do que os franceses;
- mais 55 % do que os finlandeses;
- mais 56,5% do que os suecos"

(dados de Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 24/10/09)


E são estas "inteligências" (?) que chamam a nossa atenção afirmando:
"os portugueses gastam acima das suas possibilidades".


A verdade sobre o Facebook e outras redes do género

Uma vez que muitos de nos usamos actualmente as redes sociais, optei por enviar-vos, quanto mais não seja para termos maiores cuidados.
Tudo na vida pode ser utilizado para o bem ou para o mal, apenas devemos ficar alertas e fazer as melhores escolhas.
Pelo menos tenham cuidado com a informação que colocam no Facebook.
A VERDADE DO FACEBOOK
Faz clique sobre este link
Este vídeo deveria ser visto por todos

http://www.youtube.com/watch?v=xzTgIdNW6lg


Esta semana na televisão houve uma reportagem todos os dias com Joaquín López Dóriga (jornalista mexicano) sobre o Facebook, Hi5, Myspace, Sonico, etc. e o perigoso que são. Vem uma reportagem diária
no jornal MILENIO, sobre como os sequestradores têm como fonte de informação directa e fiável os blogue, o Facebook e o Hi5.

Entrevistaram alguns sequestradores e dizem que entram na rede e vêem os ROSTOS, a casa, os carros, as fotos de viajem e sabem o nível social e económico que têm os que aí aparecem.  Já na televisão um
deles tinha declarado que antes batalhavam muito para reconhecer os candidatos a sequestros,  mas que, agora com o Facebook e a informação que pomos voluntariamente na rede,  já no se confundem nem têm que investigar  onde vivem ou em que escola estudam e aonde viajam e quem são os seus pais, irmãos e amigos ... Isso passou-se com Alejandro Martí, (jovem mexicano morto pelos seus sequestradores) que de tudo dispunham.  A família acaba de encerrar o seu blogue depois de dar-se conta da quantidade de informação potencialmente perigosa que o jovem aí tinha posto  com alegria e sem suspeitar que estava ajudando aqueles que o mataram. Protejam os vossos filhos e protejam-se a vós próprios;  não acrescentem  (ver o parágrafo a seguir - A verdade sobre o Facebook) informações "perigosas" no vosso mural.

A verdade sobre o Facebook
O Facebook está vendendo a informação dos seus usuários ao melhor licitante. Cito textualmente: 'O que muitos usuários não sabem é que, de acordo com as condições do contrato que virtualmente assumem, ao
fazer clique sobre o campo 'aceito', eles outorgam à Facebook a propriedade exclusiva e perpétua de toda a informação e imagens que publicam.'
De facto, ressalta o perito, os aderentes 'automaticamente autorizam a Facebook ao uso perpétuo e transferível, junto com os direitos de distribuição ou divulgação pública de tudo o que conste na sua página
Web.' Os termos de uso reserva à Facebook o direito a conceder e sub-licenciar todo 'o conteúdo do usuário' a outros negócios. Sem o seu consentimento, a muitos usuários converteram a suas fotografias em publicidade, transformando um comércio privado em averbamentos públicos.

De repente tudo o que os seus aderentes publicaram, incluindo as suas fotografias pessoais, a sua inclinação política,  o estado das suas relações afectivas, interesses individuais e até a direcção da casa,
se enviou sem a sua autorização expressa a milhares de usuários.

Há que acreditar no Sr. Melber quando assegura que muitos empregadores gringos, ao avaliar folhas de vida,  consultam o Facebook para conhecer intimidades dos solicitantes.  A prova de que uma página no
Facebook não é de todo privada  evidenciou-se num caso muito falado onde a Universidade John Brown expulsou um estudante quando descobriu uma foto que aquele colocou no Facebook vestido de travesti. Outra evidência sucedeu quando um agente do Serviço Secreto visitou na Universidade de Oklahoma o estudante do segundo ano Saúl Martínez por um comentário que publicou contra o presidente.  E, para cúmulo dos males,  o assunto não termina se o  usuário se decide retirar.  Ainda que os usuários cancelam a sua composição, as suas fotos e informação anteriores permanecem activas, segundo a Facebook, por si decidem reactivar a sua conta.  E mais, o usuário não é retirado inclusive quando falece. De acordo com as 'condições de uso', as queixas não podem obrigar que Facebook retire os dados e imagens dos seus
parentes, já que quando a pessoa que morre aceitou o contrato virtual lhe outorgou, à Facebook, o direito de 'mantê-lo activo sob um estatuto especial de comemoração por um período de tempo determinado por nós para permitir que outros usuários possam publicar e observar comentários sobre o defunto.'

Saibam os usuários do Facebook que são participantes indefesos de um cenário a que os académicos qualificam como o maior caso de espionagem na história da humanidade. Desta forma convertem-se de maneira inconsciente nos precursores do fenómeno de 'Big Brother' em onde são participantes estando a ser permanentemente observados.

Alusão directa à intromissão abusiva do estado nos assuntos privados do cidadão comum para controlar o seu comportamento social, tema de uma novela profundamente premonitória escrita em 1932 pelo  britânico
Aldous Huxley: 'Um Mundo Feliz.'


Se pensa que isto se trata de um exagero ou de puro alarmismo...
Faça clique sobre estes links:
http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2010/02/18/site-pleaserobme-alerta-para-os-riscos-de-revelar-informacoes-pessoais-nas-redes-sociais-915884570.asp

http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2010/02/18/site-pleaserobme-alerta-para-os-riscos-de-revelar-informacoes-pessoais-nas-redes-sociais-915884570.asp
http://pleaserobme.com/
http://pleaserobme.com/

Haverá um dia em que todos voltaremos a ser felizes...

Haverá um dia em que todos voltaremos a ser felizes, quando:

- OS SÓCRATES, FOREM APENAS FILÓSOFOS
- OS ALEGRES, APENAS CRIANÇAS
- OS CAVACOS, APENAS INSTRUMENTOS MUSICAIS
- OS PASSOS, APENAS OS DE DANÇA
- OS LOUÇÃS, APENAS ERROS ORTOGRÁFICOS
- OS JERÓNIMOS, APENAS MONUMENTOS NACIONAIS
- OS PORTAS, SÓ DE ABRIR E FECHAR

Até lá,... paciência, muita, muita, mas muita paciência!

Escola Socretina

Uma comitiva do Parlamento Europeu a convite de Sócrates e da suaMinistra, visitam uma escola modelo no nosso país maravilha. Numa sala da primária cheia de jornalistas a ensaiada professora com ambição a uma futura boa colocação, pergunta aos alunos:

 - Onde existe a melhor escola?
 - Em Portugal. - Respondem todos.
 - Onde existe o Magalhães, o melhor portátil do mundo?
 - Em Portugal. - Respondem.
 - E onde há os melhores recreios da Europa?
 - Em Portugal. - Respondem mais uma vez.
 - E onde existem as melhores cantinas, que servem os melhores almoços, com boas sobremesas?
 - Nas escolas de Portugal!

 A professora ainda insaciada, continua:
 - Onde é que vivem as crianças mais felizes do mundo?
 - Em Portugal! - Respondem os alunos com a lição bem estudada.

 Os tradutores lá iam informando a comitiva estrangeira, que abanava a cabeça, céptica.
 Nisto uma garota no fundo da sala começa a chorar baixinho.
 Com as televisões em directo, Sócrates, para impressionar convidados e jornalistas, pondo-se a jeito para as câmaras, resolve acudir à menina perguntando-lhe:
 - Que tens minha Menina?
 Responde a menina, soluçando:
 - QUERO IR PARA PORTUGAL!

Alteração IRS 2010

Alteração ao IRS 2010 - Atenção
IRS 2010 - Atenção à actualização da relação dos seus dependentes!
Actualize a sua lista de dependentes na DECLARAÇÃO ANUAL DE RENDIMENTOS - IRS (Por definição, são seus dependentes, todos aqueles que você é OBRIGADO, POR LEI, A SUSTENTAR)
Assim, são SEUS DEPENDENTES:
- Ciganos;
- Vagabundos;
- Presidência da República e assessores;
- Governo e assessores (até mesmo os familiares nomeados por clientelismo político);
- Câmara Municipal e assessores (idem);
- Águas de ... (consumos mínimos e estimado);
- EDP (consumos mínimos e consumo estimado);
- TMN; VODAFONE; OPTIMUS; etc.
- Gás de Portugal (consumos mínimos e estimado);
- Beneficiárias da taxa de saneamento básico (recolha de lixo, etc);
- Centros de inspecção de veículos;
- Companhias seguradoras (seguro automóvel obrigatório);
- BRISA - Portagens;
- Concessionárias de parques e estacionamento automóvel;
- Concessionárias de terminais aeroportuárias e rodoviários;
- Instituições financeiras - Taxas de administração e manutenção de contas correntes, renovação anual de cartões, requisição de cheque etc.;
- Mais de 230 deputados da Assembleia da República, com os respectivos ESQUEMAS de apoio.
... Para o ano é provável que tenha ainda MAIS!!!

O golfe como desígnio nacional, Ricardo Araújo Pereira (Boca do Inferno)

Estudo do economista Álvaro Santos Pereira, professor da Simon Fraser University, no Canadá

Portugal tem hoje 349 Institutos Públicos, dos quais 111 não pertencem ao sector da Educação. Se descontarmos também os sectores da Saúde e da Segurança Social, restam ainda 45 Institutos com as mais diversas funções.

Há ainda a contabilizar perto de 600 organismos públicos, incluindo Direcções Gerais e Regionais, Observatórios, Fundos diversos, Governos Civis, etc.) cujas despesas podiam e deviam ser reduzidas, ou em alternativa - que parece ser mais sensato - os mesmos serem pura e simplesmente extintos.

Para se ter uma noção do despesismo do Estado, atentemos apenas nos supra-citados Institutos, com funções diversas, muitos dos quais nem se percebe bem para o que servem.

Veja-se então as transferências feitas em 2010 pelo governo socialista de Sócrates para estes organismos:

ORGANISMOS:
DESPESA (em milhões de €)

Cinemateca Portuguesa - 3,9
Instituto Português de Acreditação - 4,0
Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos - 6,4
Administração da Região Hidrográfica do Alentejo - 7,2
Instituto de Infra Estruturas Rodoviárias - 7,4
Instituto Português de Qualidade - 7,7
Administração da Região Hidrográfica do Norte - 8,6
Administração da Região Hidrográfica do Centro - 9,4
Instituto Hidrográfico - 10,1
Instituto do Vinho do Douro - 10,3
Instituto da Vinha e do Vinho - 11,5
Instituto Nacional da Administração - 11,5
Alto Comissariado para o Diálogo Intercultural - 12,3
Instituto da Construção e do Imobiliário - 12,4
Instituto da Propriedade Industrial - 14,0
Instituto de Cinema e Audiovisual - 16,0
Instituto Financeiro para o Desenvolvimento Regional - 18,4
Administração da Região Hidrográfica do Algarve - 18,9
Fundo para as Relações Internacionais - 21,0
Instituto de Gestão do Património Arquitectónico - 21,9
Instituto dos Museus - 22,7
Administração da Região Hidrográfica do Tejo - 23,4
Instituto de Medicina Legal - 27,5
Instituto de Conservação da Natureza - 28,2
Laboratório Nacional de Energia e Geologia - 28,4
Instituto de Gestão do Fundo Social Europeu - 28,6
Instituto de Gestão da Tesouraria e Crédito Público - 32,2
Laboratório Militar de Produtos Farmacêuticos - 32,2
Instituto de Informática - 33,1
Instituto Nacional de Aviação Civil - 44,4
Instituto Camões - 45,7
Agência para a Modernização Administrativa - 49,4
Instituto Nacional de Recursos Biológicos - 50,7
Instituto Portuário e de Transportes Marítimos - 65,5
Instituto de Desporto de Portugal - 79,6
Instituto de Mobilidade e dos Transportes Terrestres - 89,7
Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana - 328,5
Instituto do Turismo de Portugal - 340,6
Inst. Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação - 589,6
Instituto de Gestão Financeira - 804,9
Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas - 920,6
Instituto de Emprego e Formação Profissional -  1.119,9
TOTAL......................... 5.018,4


 - Se se reduzissem em 20% as despesas com este - e apenas estes - organismos, as poupanças rondariam os 1000 milhões de €, e, evitava-se a subida do IVA.

 - Se fossem feitas fusões, extinções ou reduções mais drásticas a poupança seria da ordem dos 4000 milhões de €, e não seriam necessários cortes nos salários.

 - Se para além disso mais em outros tantos Institutos se procedesse de igual forma, o PEC 3 não teria sequer razão de existir.

DIVULGUE

A arte de pensar

Lili Caneças, simplesmente não pensa.
Rute Marques pensa que é Grace Kelly.
Paulo Pires pensa que é o Diogo Infante.
Diogo Infante pensa que é Paulo Pires.
Pedro Abrunhosa pensa que é António Variações.
E António Variações já não pensa mais.

Manuel Luís Goucha pensa que é a Teresa Guilherme.
Teresa Guilherme pensa que é a Manuela Moura Guedes.
Manuela Moura Guedes não pensa, quem pensa é o Moniz.

Luís de Matos pensa que é David Copperfield.
Edite Estrela pensa que é Hillary Clinton.
E Ana Malhoa, simplesmente pensa que pensa

Júlia Pinheiro pensa que é Barbara Walters.
Herman José pensa que tem graça.
João Baião pensa que vai ser mãe.
João Pinto pensa que é intelectual.
Belmiro de Azevedo, com todo o dinheiro que tem,
pode pensar o que quiser.

Ronaldo pensa que é o número 1.
A irmã dele pensa que canta.
O sr. José Sócrates da Silva pensa que é Deus.
E José Mourinho tem a certeza!

O teu chefe pensa que estás a trabalhar.
O meu também...

Viúva virgem

Uma viúva, ao casar pela 11ª vez, diz carinhosamente ao marido:

- Meu Amor sou virgem!
- Como? Não foste casada 10 vezes? Disse o marido
- Sim, disse ela, mas aconteceu o seguinte:

O 1° era político, só prometia e não cumpria;
O 2° era bancário, só entendia de fundos;
O 3° era poliglota, só entendia de línguas;
O 4° era massagista, só esfregava;
O 5° era caçador, só gostava de veado;
O 6° era médico, só examinava;
O 7° era juiz substituto, não tinha vara;
O 8° era coveiro aposentado, não enterrava mais;
O 9° era perfumista, se contentava só com o cheiro;
O 10° era do PS, quando estava por cima não fazia nada.

E agora, minha esperança é você...
Então o marido diz:
- E porque eu?
- Porque você é Funcionário das Finanças, tenho certeza que vai me ph*der!

Gasolineiras

Pinhal de Leiria

Pergunta a Professora:


- Joãozinho, sabe a quem é que se deve o pinhal de Leiria?


- Fónix-se, ó s'tora, então essa m**da também ainda não está paga?!

Porque silenciam a Islândia?

(Estamos neste estado lamentável por causa da corrupção interna - pública e privada com incidência no sector bancário - e pelos juros usurários que a Banca Europeia nos cobra.

Sócrates foi dizer à Sra. Merkle - a chanceler do Euro - que já tínhamos tapado os buracos das fraudes e que, se fosse preciso, nos punha a pão e água para pagar os juros ao valor que ela quisesse.

Por isso, acho que era altura de falar na Islândia, na forma como este país deu a volta à bancarrota, e porque não interessa a certa gente que se fale dele).

Não é impunemente que não se fala da Islândia (o primeiro país a ir à bancarrota com a crise financeira) e na forma como este pequeno país perdido no meio do mar, deu a volta à crise.

Ao poder económico mundial, e especialmente o Europeu, tão proteccionista do sector bancário, não interessa dar notícias de quem lhes bateu o pé e não alinhou nas imposições usurárias que o FMI lhe impôs para a ajudar.

Em 2007 a Islândia entrou na bancarrota por causa do seu endividamento excessivo e pela falência do seu maior Banco que, como todos os outros, se afogou num oceano de crédito mal parado. Exactamente os mesmo motivos que tombaram com a Grécia, a Irlanda e Portugal.

A Islândia é uma ilha isolada com cerca de 320 mil habitantes, e que durante muitos anos viveu acima das suas possibilidades graças a estas "macaquices" bancárias, e que a guindaram falaciosamente ao 13º no ranking dos países com melhor nível de vida (numa altura em que Portugal detinha o 40º lugar).

País novo, ainda não integrado na UE, independente desde 1944, foi desde então governado pelo Partido Progressista (PP), que se perpetuou no Poder até levar o país à miséria.

Aflito pelas consequências da corrupção com que durante muitos anos conviveu, o PP tratou de correr ao FMI em busca de ajuda. Claro que a usura deste organismo não teve comiseração, e a tal "ajuda" ir-se-ia traduzir em empréstimos a juros elevadíssimos (começariam nos 5,5% e daí para cima), que, feitas as contas por alto, se traduziam num empenhamento das famílias islandesas por 30 anos, durante os quais teriam de pagar uma média de 350 Euros / mês ao FMI. Parte desta ajuda seria para "tapar" o buraco do principal Banco islandês.

Perante tal situação, o país mexeu-se, apareceram movimentos cívicos despojados dos velhos políticos corruptos, com uma ideia base muito simples: os custos das falências bancárias não poderiam ser pagos pelos cidadãos, mas sim pelos accionistas dos Bancos e seus credores. E todos aqueles que assumiram investimentos financeiros de risco, deviam agora aguentar com os seus próprios prejuízos.

O descontentamento foi tal que o Governo foi obrigado a efectuar um referendo, tendo os islandeses, com uma maioria de 93%, recusado a assumir os custos da má gestão bancária e a pactuar com as imposições avaras do FMI.

Num instante, os movimentos cívicos forçaram a queda do Governo e a realização de novas eleições.

Foi assim que em 25 de Abril (esta data tem mística) de 2009, a Islândia foi a eleições e recusou votar em partidos que albergassem a velha, caduca e corrupta classe política que os tinha levado àquele estado de penúria. Um partido renovado (Aliança Social Democrata) ganhou as eleições, e conjuntamente com o Movimento Verde de Esquerda, formaram uma coligação que lhes garantiu 34 dos 63 deputados da Assembleia). O partido do poder (PP) perdeu em toda a linha.

Daqui saiu um Governo totalmente renovado, com um programa muito objectivo: aprovar uma nova Constituição, acabar com a economia especulativa em favor de outra produtiva e exportadora, e tratar de ingressar na UE e no Euro logo que o país estivesse em condições de o fazer, pois numa fase daquelas, ter moeda própria (coroa finlandesa) e ter o poder de a desvalorizar para implementar as exportações, era fundamental.

Foi assim que se iniciaram as reformas de fundo no país, com o inevitável aumento de impostos, amparado por uma reforma fiscal severa. Os cortes na despesa foram inevitáveis, mas houve o cuidado de não "estragar" os serviços públicos tendo-se o cuidado de separar o que o era de facto, de outro tipo de serviços que haviam sido criados ao longo dos anos apenas para serem amamentados pelo Estado.

As negociações com o FMI foram duras, mas os islandeses não cederam, e conseguiram os tais empréstimos que necessitavam a um juro máximo de 3,3% a pagar nos tais 30 anos. O FMI não tugiu nem mugiu. Sabia que teria de ser assim, ou então a Islândia seguiria sozinha e, atendendo às suas características, poderia transformar-se num exemplo mundial de como sair da crise sem estender a mão à Banca internacional. Um exemplo perigoso demais.
Graças a esta política de não pactuar com os interesses descabidos do neo-liberalismo instalado na Banca, e de não pactuar com o formato do actual capitalismo (estado de selvajaria pura) a Islândia conseguiu, aliada a uma política interna onde os islandeses faziam sacrifícios, mas sabiam porque os faziam e onde ia parar o dinheiro dos seus sacrifícios, sair da recessão já no 3º Trimestre de 2010.

O Governo islandês (comandado por uma senhora de 66 anos) prossegue a sua caminhada, tendo conseguido sair da bancarrota e preparando-se para dias melhores. Os cidadãos estão com o Governo porque este não lhes mentiu, cumpriu com o que o referendo dos 93% lhe tinha ordenado, e os islandeses hoje sabem que não estão a sustentar os corruptos banqueiros do seu país nem a cobrir as fraudes com que durante anos acumularam fortunas monstruosas. Sabem também que deram uma lição à máfia bancária europeia e mundial, pagando-lhes o juro justo pelo que pediram, e não alinhando em especulações. Sabem ainda que o Governo está a trabalhar para eles, cidadãos, e aquilo que é sector público necessário à manutenção de uma assistência e segurança social básica, não foi tocado.

Os islandeses sabem para onde vai cada cêntimo dos seus impostos.

Não tardarão meia dúzia de anos, que a Islândia retome o seu lugar nos países mais desenvolvidos do mundo.

O actual Governo Islandês, não faz jogadas nas costas dos seus cidadãos. Está a cumprir, de A a Z, com as promessas que fez.

Se isto servir para esclarecer uma única pessoa que seja deste pobre país aqui plantado no fundo da Europa, que por cá anda sem eira nem beira ao sabor dos acordos milionários que os seus governantes acertam com o capital internacional, e onde os seus cidadãos passam fome para que as contas dos corruptos se encham até abarrotar, já posso dar por bem empregue o tempo que levei a escrever este artigo.

Por Francisco Gouveia, Eng.º

"Foda-se", Millôr Fernandes

Filho de prostituta

O sujeito chama-se Marc Faber, norte-americano e analista  de Investimentos empresáriais.

Em junho de 2008, quando o Governo Bush estudava lançar um projeto de ajuda à economia americana, Marc Faber encerrava seu boletim mensal com um comentário bem-humorado:
"O Governo Federal está concedendo a cada um de nós uma bolsa de U$ 600,00."
Se gastarmos esse dinheiro no supermercado Wal-Mart, esse dinheiro vai para a China.
Se gastarmos com gasolina, vai para os árabes.
Se comprarmos um computador, vai para a Índia.
Se comprarmos frutas e vegetais, irá para o México, Honduras e Guatemala.
Se comprarmos um bom carro, irá para a Alemanha ou Japão.
Se comprarmos bugigangas, irá para Taiwan....
E nenhum centavo desse dinheiro ajudará a economia americana.
O único meio de manter esse dinheiro na América é gastá-lo com prostitutas e cerveja, considerando que são os únicos bens ainda produzidos por aqui.
Estou fazendo a minha parte...

- Resposta de um português igualmente bem humorado:
"Realmente a situação dos americanos parece cada vez pior." Lamento informar que, depois desse seu e-mail, a Budweiser foi comprada pela portuguesa Unicer... portanto, restaram apenas as prostitutas.
Porém, se elas (as prostitutas) repassarem parte da verba para seus filhos, o dinheiro virá para São Bento, onde existe a maior concentração de filhos da puta do mundo.

Homens da Luta na Moção de Recandidatura de José Sócrates.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Motivação dos alunos

Acerca da desmotivação dos alunos

De uma vez por todas se caia na realidade e se deixe de pedir aos professores aquilo que não lhes compete. Estratégias para isto, estratégias para aquilo; lidar com a indisciplina, lidar com a desmotivação. Aos professores não se deve pedir que arranjem estratégias para resolver esses problemas, pois isso é admitir que eles são situações normais, correntes e com tendência a perpetuar-se. Simplesmente não se pode admitir que eles existam como norma.

A escola pública oferece um ensino gratuito (gratuito!, à excepção da aquisição do material escolar), onde os alunos podem usufruir de refeições a um preço pouco mais do que simbólico, em regra com bons e óptimos equipamentos e professores. Os alunos mais carenciados têm comparticipação parcial ou total na aquisição dos seus materiais, nas refeições e nos transportes. De um modo geral os programas são adequados às faixas etárias e ao tipo de sociedade que é o nosso. Estas condições por si só não são mais do que satisfatórias para que os alunos e as suas famílias se sintam naturalmente motivados? De que raio de motivação extra precisam os alunos?

Em África, na Ásia e na América Latina há centenas de milhões de crianças e jovens que frequentam escolas (os que têm essa sorte) em condições miseráveis. E aí muitos deles estão bem mais motivados do que os nossos. Serão os seus professores melhores do que nós? Possuirão eles as tais estratégias mágicas que nós, tecnologicamente apetrechados, não conseguimos vislumbrar?

É mais do que evidente que a motivação é uma treta quando colocada nas mãos dos professores, mas uma realidade quando olhamos para os sítios onde reside a sua génese: na sociedade em geral, nas famílias, em quem nos governa e na legislação obtusa que se produz. Por isso, os professores não têm que motivar quando não há motivos de origem pedagógica para o tipo de desmotivação com que deparam.

A mesma reflexão deve ser feita em relação à indisciplina, que também não é um problema que o professor tenha que resolver. A indisciplina é uma questão que, simplesmente e em circunstâncias normais, não deveria existir! Em circunstâncias normais, para resolver problemas pontuais de indisciplina o professor deveria precisar apenas de uma palavra: "Rua!"

Se houver comportamentos desadequados nas salas de espera e nos gabinetes médicos dos hospitais serão os médicos a resolvê-las? Se a mesma coisa acontecer numa repartição de finanças são os funcionários que vão resolver? Num restaurante, num meio de transporte, numa sala de espectáculos...?

Ora, o professor não tem que motivar nem disciplinar, tem apenas que ensinar, que é aquilo que se lhe pede cada vez menos. Nessas matérias peçam-se, pois, responsabilidades a quem realmente as tem, senão daqui a 50 anos quem cá estiver estará ainda a falar do mesmo.

António Galrinho
Professor

quinta-feira, 31 de março de 2011

Artigo de Pedro Afonso - Médico psiquiatra

Para reflectir com uma mente desperta

Alguns dedicam-se obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas.

Recentemente, ficámos a saber, através do primeiro estudo epidemiológico nacional de Saúde Mental, que Portugal é o país da Europa com a maior prevalência de doenças mentais na população. No último ano, um em cada cinco portugueses sofreu de uma doença psiquiátrica (23%) e quase metade (43%) já teve uma destas perturbações durante a vida.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque assisto com impotência a uma sociedade perturbada e doente em que violência, urdida nos jogos e na televisão, faz parte da ração diária das  crianças e adolescentes. Neste redil de insanidade, vejo jovens infantilizados incapazes de construírem um projecto de vida, escravos dos seus insaciáveis desejos e adulados por pais que satisfazem todos os seus caprichos, expiando uma culpa muitas vezes imaginária. Na escola, estes jovens adquiriram um estatuto de semideus, pois todos terão de fazer um esforço sobrenatural para lhes imprimirem a vontade de adquirir conhecimentos, ainda que estes não o desejem. É natural  que assim seja, dado que a actual sociedade os inebria de direitos, criando-lhes a ilusão absurda de que  podem ser mestres de si próprios.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque, nos últimos quinze anos, o divórcio quintuplicou, alcançando 60 divórcios por cada 100
casamentos (dados de 2008). As crises conjugais são também um reflexo das crises sociais. Se não houver vínculos estáveis entre seres humanos não existe uma sociedade forte, capaz de criar empresas sólidas e fomentar a prosperidade. Enquanto o legislador se entretém maquinalmente a produzir leis que entronizam o divórcio sem culpa, deparo-me com mulheres compungidas, reféns do estado de alma dos ex-cônjuges para lhes garantirem o pagamento da miserável pensão de alimentos.


Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque se torna cada vez mais difícil, para quem tem filhos, conciliar o trabalho e a família. Nas empresas, os directores insanos consideram que a presença prolongada no trabalho é sinónimo de maior compromisso e  produtividade. Portanto é fácil perceber que, para quem perde cerca de  três horas nas deslocações diárias entre o trabalho, a escola e a  casa, seja difícil ter tempo para os filhos. Recordo o rosto de uma mãe marejado de lágrimas e com o coração dilacerado por andar tão cansada que quase se tornou impossível brincar com o seu filho de três anos.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque a taxa de desemprego em Portugal afecta mais de meio milhão de cidadãos. Tenho        presenciado muitos casos de homens e mulheres que, humilhados pela falta de trabalho, se sentem rendidos e impotentes perante a maldição        da pobreza. Observo as suas mãos, calejadas pelo trabalho manual, tornadas inúteis, segurando um papel encardido da Segurança Social.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque é difícil aceitar que alguém sobreviva dignamente com pouco mais de 600 euros por mês, ( e os que ganham menos digo eu.....os reformados)  enquanto outros, sem mérito e trabalho, se dedicam impunemente à actividade da pilhagem do erário público. 
Fito com assombro e complacência os olhos de revolta daqueles que estão cansados de escutar repetidamente que é necessário fazer mais sacrifícios quando  já há muito foram dizimados pela praga da miséria.
Finalmente, interessa-me a saúde mental de alguns portugueses com  responsabilidades governativas porque se dedicam obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas. Entretanto, com a sua displicência e inépcia, construíram um mecanismo oleado que vai inexoravelmente triturando as mentes sãs de um povo, criando condições sociais que favorecem uma decadência neuronal colectiva, multiplicando, deste modo, as doenças mentais.
E hesito em prescrever antidepressivos e ansiolíticos a quem tem o estômago vazio e a cabeça cheia de promessas de uma justiça que se há-de concretizar; e luto contra o demónio do desespero, mas sinto uma inquietação culposa diante destes rostos que me visitam diariamente.

Pedro Afonso
Médico psiquiatra

A culpa - por António Bagão Félix

A culpa de não haver PEC 4 é do PSD e do CDS. A culpa de haver portagens nas Scuts é do PSD que viabilizou o PEC 3. A culpa do PEC 3 é do PEC 2. Que, por sua vez, tem culpa do PEC 1.
Chegados a este, a culpa é da situação internacional. E da Grécia e da Irlanda. E antes destas culpas todas, a culpa continua a ser dos Governos PSD/CDS. Aliás, nos últimos 16 anos, a culpa é apenas dos 3 anos de governação não socialista.
A culpa é do Presidente da República. A culpa é da Chanceler. A culpa é de Trichet. A culpa é da Madeira. A culpa é do FMI. A culpa é do euro.
A culpa é dos mercados. Excepto do "mercado" Magalhães. A culpa é do 'rating'. A culpa é dos especuladores que nos emprestam dinheiro. A culpa até chegou a ser das receitas extraordinárias. À falta de outra culpa, a culpa é de os Orçamentos e PEC serem obrigatórios.
A culpa é da agricultura. A culpa é do nemátodo do pinho. A culpa é dos professores. A culpa é dos pais. A culpa é dos exames. A culpa é dos submarinos. A culpa é do TGV espanhol. A culpa é da conjuntura. A culpa é da estrutura.
A culpa é do computador que entupiu. A culpa é da 'pen'. A culpa é do funcionário do Powerpoint. A culpa é do Director-Geral. A culpa é da errata, porque nunca há errata na culpa. A culpa é das estatísticas. Umas vezes, a culpa é do INE, outras do Eurostat, outras ainda do FMI. A culpa é de uma qualquer independente universidade. E, agora em versão pós Constâncio, a culpa também já é do Banco de Portugal. A culpa é dos jornalistas que fazem perguntas. A culpa é dos deputados que questionam. A culpa é das Comissões parlamentares que investigam. A culpa é dos que estudam os assuntos.
A culpa é do excesso de pensionistas. A culpa é dos desempregados. A culpa é dos doentes. A culpa é dos contribuintes. A culpa é dos pobres.
A culpa é das empresas, excepto as ungidas pelo regime. A culpa é da meteorologia. A culpa é do petróleo que sobe. A culpa é do petróleo que desce.
A culpa é da insensibilidade. Dos outros. A culpa é da arrogância. Dos outros. A culpa é da incompreensão. Dos outros. A culpa é da vertigem do poder. Dos outros. A culpa é da demagogia. Dos outros. A culpa é do pessimismo. Dos outros.
A culpa é do passado. A culpa é do futuro. A culpa é da verdade. A culpa é da realidade. A culpa é das notícias. A culpa é da esquerda. A culpa é da direita. A culpa é da rua. A culpa é do complexo de culpa. A culpa é da ética.
Há sempre "novas oportunidades" para as culpas (dos outros). Imagine-se, até que, há tempos, o atraso para assistir a uma ópera, foi culpa do PM de Cabo-Verde.
No fim, a culpa é dos eleitores, que não deram a maioria absoluta ao imaculado. A culpa é da democracia. A culpa é de Portugal. De todos. Só ele (e seus pajens) não têm culpa. Povo ingrato! Basta! Na passada quarta-feira, a culpa... já foi.

António Bagão Félix, Economista
Diário Económico

terça-feira, 29 de março de 2011

Prisão efectiva para estes bandalhos!

Dão de gorjeta mais do que nós pagamos por duas ou mesmo tres refeições.
Pede-se prisão efectiva para estes bandalhos.


Isto é revoltante!!Prisão efectiva para estes bandalhos e para quem lhes dá cobertura.
Ora cá está do que se fala!

Como é possível !?!
Reparem na hora de pagamento...
Isto num País a sério além de terem de ressarcir os Contribuintes iam todos presos.
 
Gestores com oito cartões de crédito
Os ex-administradores da GEBALIS (empresa municipal da CM Lisboa) Francisco Teixeira, Clara Costa e Mário Peças receberam, entre Fevereiro de 2006 e Outubro de 2007, oito cartões de crédito daquela empresa municipal. O limite de crédito atribuído àqueles ex-gestores oscilou entre cinco mil euros e dez mil euros por mês. O despacho de acusação do Ministério Público, a que o CM teve acesso, diz que, 'no início do mandato, a cada um dos arguidos foram fornecidos cartões de crédito', apesar de haver 'uma omissão legal e dos próprios Estatutos da Gebalis [sobre essa regalia]', segundo o relatório da Polícia Judiciária.

A Francisco Ribeiro, ex-presidente da Gebalis, foram dados, segundo o despacho de acusação, três cartões de crédito: um do BES com limite de 7500 euros, um do BPI com dez mil euros e um do Millennium bcp com cinco mil euros. Mário Peças, ex

Já Clara Costa contou com um cartão de crédito do BES com um limite de crédito de 7500 euros e outro do Millennium bcp com cinco mil euros. À excepção do cartão de crédito do BPI atribuído a Mário Peças, todos os cartões tiveram vários números e diferentes datas.

'Com os respectivos cartões de crédito em seu poder, cada um dos arguidos decidiu que os utilizaria para pagamento das despesas relativas a refeições suas e com amigos e outras pessoas de cujo convívio poderiam beneficiar no seu percurso profissional, político ou financeiro, quer nos dias de trabalho, quer em férias ou fins-de-semana, quer, ainda, no decurso de viagens ao estrangeiro', precisa o despacho de acusação do Ministério Público.
Ontem, Clara Costa manifestou a sua 'total inocência'.

De Março de 2006 a Outubro de 2007, Clara Costa gastou 11 530 euros em refeições com o cartão de crédito.
40 145 euros foi a despesa de Mário Peças em refeições, de Março de 2006 a Outubro de 2007, com cartões de crédito.
12 738 euros foi o gasto de Francisco Ribeiro em refeições, de Março de 2006 a Outubro de 2007, com cartões de crédito.


REFEIÇÕES EM RESTAURANTES DE LUXO

MÁRIO PEÇAS RESTAURANTE DATA/HORA VALOR Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 11-02-006 begin_of_the_skype_highlighting              11-02-006      end_of_the_skype_highlighting / 17h12        134,50 euros+10,5 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 05-03-2006 / 17h09       304,40 euros + 25,6 euros gratificação Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 29-04-2006 / 15h10       233.55 euros + 16,45 euros gratificação Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 21-05-2006 / 16h05       237.75 euros + 12,25 euros gratificação Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 10-06-2006 / 15h20   217.60euros + 12,4 euros gratificação Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 13-06-2006 / 15h32      261.70 euros + 18,3 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 09-07-2006 / 15h37    253.20 euros + 16,8 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 27-08-2006 / 15h23     247.85 euros + 22, 55 euros de gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 11-11-2006 / 16h56       372.35 euros + 27,65 euros gratificação Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 25-11-2006 / 16h25     305.40 euros + 24,6 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 14-01-2007 / 16h35     281.20euros + 38,8 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 05-05-2007 / 16h25     325 euros + 25 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 13-06-2007 / 16h01      287.30 euros + 22,7 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 29-09-2007 / 14h43       251.45 euros + 28,55 euros gratificação Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 20-10-2007 / 16h11    310.85 euros + 29,15 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 01-12-2006 / 16h09     223.50 euros + 16,5 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 04-12-2006 / 15h58     142 euros + 18 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 14-12-2006 / 16h42     471.20 euros + 28,8 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 05-01-2007 / 15h27     206.50 euros +23,5 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 29-01-2007 / 16h52     262.50 euros + 27,5 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 01-03-2007 / 15h36     212.50 euros + 17,5 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 08-03-2007 / 15h42     225 euros + 25 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 10-03-2007 / 15h04     180.890 euros + 39,1 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 27-03-2007 / 21h50     147 euros + 15 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 28-03-2007 / 14h54     185.30 euros +14,7 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 18-04-2007 / 16h00     458.60 euros + 21,3 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 25-05-2007 / 14h59     318 euros +32 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 12-06-2007 / 22h52     206.90 euros + 13,1 euros gratificação Gambrinus (Luxo) 25-07-2007 / 15h13     129.40 euros + 15 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 01-08-2007 / 16h06     209.40 euros + 10,6 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 28-08-2007 / 15h25     167.60 euros + 15 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 29- 08- 2007 begin_of_the_skype_highlighting              29- 08- 2007      end_of_the_skype_highlighting / 14h56 141 euros + 19 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 18-09-2007 / 15h56     217.30 euros + 22,7 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 17-10-2007 / 15h38      151 euros Varanda da União s/ data     106 euros + 9 euros gratificação
Varanda da União 20-02-2006     137.75 euros + 12,25 euros gratificação
Varanda da União 16-03-2006     212 euros + 18 euros gratificação Varanda da União 29-05-2006     141.50 euros + 13,5 euros gratificação Varanda da União 26-06-2006     90 euros + 10 euros gratificação Varanda da União 30-10-2006     817 euros + 53 euros gratificação Varanda da União 29-11-2006     112 euros + 13 euros gratificação Varanda da União 18-12-2006     223.25 euros + 21.75 euros gratificação Varanda da União 10-04-2007     204 euros + 16 euros gratificação Varanda da União 17-04-2007     110 euros + 10 euros gratificação Varanda da União 10-08-2007     153.25 euros + 16.75 euros gratificação António do Barrote 03-08-2006     125.95 euros + 14.05 euros gratificação António do Barrote 17-08-2006     208.95 euros + 11.05 euros gratificação
António do Barrote 18-01-2007     144.50 euros + 15.5 euros gratificação
António do Barrote 13-03-2007     188.85 euros + 21.15 euros gratificação
António do Barrote 29-05-2007     160.85 euros +  14. 15 euros gratificação Sabores, Artes, Imagens (Parque das Nações) 01-09-2006     96.10 euros + 8,9 euros gratificação
Sabores, Artes, Imagens (Parque das Nações) 07-09-2006     65 euros + 5 euros gratificação
Restaurante o Terreiro do Paço 31-10-2006     213.30 euros + 11,7 euros gratificação
O Nobre 02-11-2006     190 euros + 9,12 euros gratificação
O Nobre 13-11-2006     149.30 euros + 10.7 euros gratificação
Jardim Visconde da Luz (Cascais) 05-11-2006 198.90 euros + 11,1 euros gratificação
Restaurante A Gondola 15-11-2006 105.30euros + 24.7 euros gratificação
Atanvá 30-11-2006 89.70 euros + 5,3 euros gratificação
Atanvá 29-03-2007 194.70 euros + 25.3 euros gratificação
Atanvá 30-07-2007 62.20 euros +  17,8 euros gratificação Atanvá 16-08-2007 62.30 euros +   7,7 euros gratificação Atanvá 27-08-2007 72.55 euros +  7,45 euros gratificação Atanvá 28-08-2007 114.50 euros +  10.5 euros gratificação Atanvá 13-09-2007 152.90 euros + 17,1 euros gratificação Atanvá 11-10-2007 56.80 euros + 8,2 euros gratificação
Antavá 23-10-2007 73.55 euros + 6.45 euros gartificação Restaurante Paberesbares 12-12-2006 131.50 euros + 13.5 euros gratificação
Restaurante Paberesbares 03-10-2007 113 begin_of_the_skype_highlighting              03-10-2007 113      end_of_the_skype_highlighting euros + 17 euros gratificação 
Restaurante O Cortador 13-12-2006 152.20 euros + 17,8  euros gratificação O Jacinto 15-12-2006 125 euros + 15 euros gratificação  O Jacinto 17-12-2006 98.95 euros + 10.05 euros gratificação O Jacinto 11-04-2007 158.65 euros +   11.35 euros gratificação Tico Tico 11-03-2007 97.95 euros + 12.05 euros gratificação A Laurentina 13-04-2007 61.20 euros +  13.8 euros gratificação Taberna Ibérica 04-06-2007 199.60 euros +  20.4 euros gratificação O Mercado do Peixe 14-06-2007 160.68 euros + 17.32 euros gratificação Le Petit 26-07-2007 68.20 euros +  6.8 euros gratificação O Polícia 22-08-2007 152.20 euros + 17,8 euros gratificação
Casa Gallega 16-08-2007 227.90 euros +  7.1 euros gratificação Marisqueira Cais Sodré 19-09-2007 89.10 euros  + 10.9 euros gratificação Belcanto 27-09-2007 102 euros  + 13 euros gratificação Belcanto 24-10-2007 77 euros + 8 euros gratificação 1º Direito 04-10-2007 57 euros + 6 euros gratificação
O Galito 29-10-2007 57.55 euros +  7.45 euros gratificação Ritz Four Seasons (Lisboa) 20-07-2006 321.75 euros +  28.25 euros gratificação Ritz Four Seasons (Lisboa) 25-01-2007 110 euros 
Sete Mares 16-04-2007 510.45 euros + 39.55  euros gratificação Sete Mares 25-07-2007 251.25 euros + 18.75 euros gratificação Vela Latina 31-03-2006 99.60 euros + 11,4 euros gratificação
Tertúlia do Paço 20-03-2006 112.20 euros + 7.8 euros gratificação
Restaurante XL 27-03-2006 106.05 euros + 8.95 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 08-05-2007 / 15h43 170.10 euros + 14,9 euros gratificação
Restaurante Paberesbares s/ data 130.50 euros +9.5 euros gratificação
Varanda da União 06-09-2006 102.25 euros + 7.75 euros

FRANCISCO RIBEIRO
Francisco Ribeiro efectuou pagamentos de refeições, utilizando cartões de crédito do BES (...) a partir de 31-05-2007 (...), do BPI (...) a partir de Setembro de 2007 (...) e Millenium (...) a partir de Março de 2007, num valor mensal aproximado e distribuídos pelos seguintes números de dias:
Mês Nº dias Valor/Mês
Março 06    13        794,00 euros
Abril 06        13               415,28 euros Maio 06       10         321,35 euros
Junho 06    14         675,43 euros  
Julho 06      13         302,19 euros Agosto 06    8         629,29 euros
Setembro 06 14    729,27 euros
Outubro 06 9           297,98 euros
Novembro 06  8      163,41 euros
Dezembro 06 4     295,00 euros
Janeiro 07    4         158,00 euros
Fevereiro 07 6       245,00 euros Março 07 7                 508,00 euros
Abril 07      10         839,00 euros
Maio 07     13         1100,00 euros
Junho 07 13         610,00 euros
Julho 07    8                 770,00 euros
 
Mas que País é este? Onde é que está a crise pra esta gente? Porque é que as cadeias não se abrem para receberem esta gentinha e quem os protege?
REFEIÇÕES
-vogal da empresa, teve também três cartões de crédito: um do BES com 7500 euros, um do BPI com dez mil euros e um do Millennium bcp com cinco mil euros.