terça-feira, 25 de novembro de 2008

Abandono escolar...

O Homem do Magalhães, aquela máquina !!!!


O Homem do Magalhães, aquela máquina !!!!
Aquela intervenção de Sócrates na Cimeira Ibero-Americana a vender a merda do Magalhães como quem vende aspiradores vai ficar como o momento mais ridículo da política portuguesa no estrangeiro. Depois do seu amigalhaço Chavez ter dado no ano passado aquela bronca,
foi agora a hora e a vez do engenhocas dar uma de vendedor de electrodomésticos.
Porque não saiu desta vez em defesa da boa educação Juan Carlos ?
"Porque não te calas, oh aldravilhas ???"
A cena triste e ridícula daquele que quer ficar conhecido como o Homem da Regisconta do século XXI, aquela máquina, levanta ainda por cima várias questões éticas. É legítimo um primeiro ministro e um governo promoverem uma marca de computador? Não há mais no mercado?
O Windows é o único sistema operativo? Temos de usar todos windows como os governantes de há 20 anos nos queriam pôr a andar todos de Renault?
Sócrates tem o seu Trabandt dos computadores. Ele deve perceber tanto de computadores como eu de lagares de azeite...
Aliás se perceber tanto de computadores como de engenharia e arquitectura...ou mesmo de inglês técnico...já agora de finanças...
já agora de socialismo...uffff!!

Salários chorudos

O economista Vítor Bento, ao falar no Fórum da Competitividade, manifestou-se contra os aumentos propostos pelo Governo
para o salário mínimo nacional (assim como para a Função Pública), considerando que "nas presentes condições da crise isso é um
tremendo erro macroeconómico". O ex-dirigente da CIP, Pedro Ferraz da Costa, o actual dirigente desta mesma associação patronal,
Francisco Van Zeller, a dirigente do PSD, Manuela Ferreira Leite, assim como vários outros economistas e empresários,
também pensam do mesmo modo.
Seria interessante verificar como esta gente era capaz de viver com um salário mensal de 450 euros!


Avaliação


Juntem esta à de Viana do Castelo...

Uma verdadeira VERGONHA! Tenham VERGONHA!

Tal como o recebi.

Assunto: avaliação

Um mail que o colega colocado na Educação na Secundária de Seia me
acaba de enviar.....Isto é de loucos!!!

Caros(as) Amigos(as):

Ontem esteve na secundária de Seia um dos chamados 'bombeiros da
avaliação' ou 'INEM da avaliação'. Trata-se de um elemento pertencente
ao grupo dos 22 'artistas' que está vocacionado para 'apagar' fogos
nas escolas mais lerdas e que respondeu, prontamente, ao SOS que nós
(intencional e sabiamente) lançámos. Previsto apenas para avaliadores,
por pressão dos mesmos, a sessão foi aberta ao 'povão'.

O 'prélio' foi um fiasco e apenas serviu para a mulher levar nas
orelhas. Perante a nossa argumentação, o que foi transmitido pode ser
assim resumido:

- Simplifiquem; as escolas é que complicam.
- Reduzam o nº de objectivos;
- Juntem ou suprimam os itens das fichas;
- Dêem a volta à questão dos resultados dos alunos e abandono escolar
(concordou comigo quando eu sugeri que o professor, na formulação dos
seus objectivos para esses campos, assumisse um qualquer
compromisso/contributo a desenvolver/aplicar para melhorar,
globalmente, os resultados da escola e não tivesse que fixar uma meta
quantitativa individual.
- Façam as coisas para a 'molhada' ter bom (ela disse todos, mas quase
a 'comemos' e ficou algo aflita...);
- Atirem a definição de objectivos para mais tarde (Novembro/ Dezembro/...)
- Isto é para experimentar; sem stress...
- A maior parte das fichas que para aí anda 'é de loucos'.
- Vai chegar às escolas um guião para a definição dos objectivos.

Informalmente, disse-me que a ministra teve que apagar uma cena de
ciúmes das Equipas de apoio às escolas (antigas CAE) em relação ao tal
grupo dos 22. As equipas também querem ir às escolas 'evangelizar'. Só
que...falta-lhes formação para....


Moral da história: gastam-se mais uns cobres, os 22 dão formação às
EAE e ...pronto! Dentro de algum tempo teremos mais gente a chatear as
escolas.

- Por último, fui ao meu 'disco rígido', associei uns dados e descobri
que a dita senhora pertence à escola onde lecciona a digníssima esposa
do Valter Lemos - nossa amável colega - Ela confirmou e volta e meia
estávamos a revisitar o passado (afinal até demos aulas na mesma
escola).

Saímos amigos para sempre, com troca de e-mails e tudo...

Aqui partilho, com os meus caros amigos(as) o resultado de uma bela
tarde de sexta feira que só não foi perfeita por ter faltado ao ténis.

Um abraço

J. Vieira Lourenço


Magalhoa

Professores podem perder de 25% a 50% do ordenado

O novo regime do estatuto da carreira docente vai custar aos professores entre 25% e 50% do valor de ordenados que potencialmente viriam a receber ao longo da sua vida profissional. A contabilidade é feita pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof), tendo em conta o tempo que cada docente levará a subir de escalão pelas novas regras e o número limitado de lugares na categoria de professor titular.

A proposta do Ministério da Educação (ME) prevê a redução dos escalões de dez para sete, divididos em duas categorias: professor e professor titular. Mas, ao contrário do que acontecia com as antigas regras, no futuro nem todos os docentes poderão aspirar a chegar ao topo da carreira. "Mesmo que muitos demonstrem mérito e ultrapassem todas as etapas, a existência de quotas significa que mais de 80% vai ficar apenas na categoria de professor", disse ao DN Mário Nogueira, da Fenprof.

Na prática, isto significa que enquanto, até agora, todos os professores podiam aspirar atingir os 2899,38 euros, correspondentes ao salário-base do antigo 10.º escalão, no futuro o tecto salarial da maioria estará limitado a 2033,99 euros. Uma perda superior a 800 euros por mês em potenciais salários.

Mas não é só por aqui que as perspectivas se reduzem. As carreiras, apesar do menor número de escalões, passarão a durar 32 anos em vez dos actuais 26. O que equivale a dizer que serão precisos mais anos para mudar de categoria:
"Um professor que está agora no 8.º escalão vai continuar na mesma daqui a três anos, quando devia passar para o 9.º", exemplificou Mário Nogueira.

De resto, pelas contas da Fenprof, mesmo para os melhores docentes, as perdas são inevitáveis: um professor que seja sempre classificado como 'Excelente', que consiga chegar a titular logo à primeira, vai ter uma perda global de 25% de salários", garantiu o sindicalista. "Quanto aos outros, limitados a quatro escalões, vão perder 50%".

"Mais um ano congelado"

"Como se isso não bastasse", acrescentou Mário Nogueira, "este ano também já não há progressões, uma vez que os professores apenas podem ser avaliados para progredir no final do ano lectivo. Por isso", considerou, "temos mais um ano congelado".

A Fenprof promete "difundir estes factos pelas escolas" e antevê "uma onda de contestação como nunca se viu, caso o ministério não mude de posição".

O DN tentou, sem sucesso, obter uma reacção do Ministério da Educação.

Publicada por Movimento dos Professores Revoltados


O menino japonês




O menino japonês (está demais)

No primeiro dia de aulas, numa escola secundária dos EUA, a professora
apresentou aos alunos um novo colega, Sakiro Suzuki, vindo do Japão
A aula começa e a professora:
Vamos ver quem conhece a história americana.
Quem disse: 'Dê-me a liberdade ou a morte?"
Silêncio total na sala. Apenas Suzuki levanta a mão: - "Patrick Henry em 1775, em Filadélfia".
Muito bem, Suzuki. E quem disse: -"O Estado é o povo, e o povo não pode afundar-se?"
Suzuki: - "Abraham Lincoln, em 1863, em Washington".
A professora olha os alunos e diz:
- "Não têm vergonha? Suzuki é japonês e sabe mais sobre a história americana que vocês!"

Então, ouve-se uma voz baixinha, lá ao fundo: - "Japonês filho da puta!"

- "Quem foi?" - grita a professora
Suzuki levanta a mão e, sem esperar, responde:
- "General McArthur, em 1941, em Pearl Halbour".

A turma fica super silenciosa ... apenas se ouve do fundo da sala:

- "Acho que vou vomitar".

A professora grita: - "Quem foi?". E Suzuki: - "George Bush Pai, aoPrimeiro-Ministro Tanaka, durante um almoço em Tóquio, em 1991".

Um dos alunos diz: - "Chupa o meu pau!"
E a professora, irritada: -"Acabou-se! Quem foi agora?"
E Suzuki, sem hesitações: - "Bill Clinton a Mónica Lewinsky, na Sala Oval da Casa Branca, em Washington, em 1997".
E outro aluno diz ao fundo: - "Suzuki de merda!"
E Suzuki responde: - "Valentino Rossi, no Grande Prémio de Motos

de velocidade, no Rio de Janeiro, em 2002".
A turma fica histérica, a professora desmaia, a porta abre-se e entra o director, que diz: -"Que merda é esta? Nunca vi uma confusão deste
tamanho!"
E Suzuki, bem alto: -"Mariano Gago para José Sócrates, em 2007, após
ter recebido o relatório da inspecção feita à Universidade Independente..."



Artigo de Santana Castilho.



As falsas vestais já se movem, seráficas, em beatíficos apelos à paz. Mas quem fez a guerra e a perdeu é que tem que ceder. Não deve ceder a força da razão. Deve ceder a razão da força.

A nova oportunidade que a ministra não pode ter

16-Nov-2008

Quando a ministra da Educação ensaiou as primeiras arremetidas de destruição massiva da escola Pública, muitos elogiaram a "determinação" e até o presidente da República lhe deu suporte expresso. Quando os primeiros protestos surgiram, muita imprensa os silenciou e vários comentaristas os depreciaram. Quando os professores e os seus sindicatos disseram que o modelo de avaliação do desempenho era inexequível, para além de inaceitável, o primeiro-ministro veio à liça, mentiu e lançou lama sobre os professores. Quando os 100.000 saíram à rua, o país interrogou-se. Quando a plataforma sindical assinou o memorando para salvar as escolas e o caos em que o fim do ano lectivo de então estava mergulhado, a ministra salvou-se. Quando a ministra respondeu agora, cínica e autista, aos 120.000 que lhe disseram não, condenou-se. Não pode ter segunda oportunidade.

O país está hoje esclarecido. Foram três anos de tempo perdido, de retrocesso, de injustiças, de atropelos à lei e a aquisições civilizacionais básicas. É tempo de fazer o que tem que ser feito e não ceder. As falsas vestais já se movem, seráficas, em beatíficos
apelos à paz. Mas quem fez a guerra e a perdeu é que tem que ceder. Não deve ceder a força da razão. Deve ceder a razão da força.

Os professores não devem ter medo das ameaças. É complicada a situação que se criou? Sócrates está numa encruzilhada? Pois que se saia dela sem que os professores lhe abram o trilho da retirada. A execução deste modelo de avaliação do desempenho tem que ser suspensa e o nado enterrado.

Ouvi Cavaco Silva, na abertura do ano lectivo da Escola Naval, dizer: "O meu apelo é este: que cada um faça um esforço para que a tranquilidade e a serenidade regressem às escolas. Pelo menos para desanuviar esta situação que existe de alguma tensão no sector."

A inflexibilidade do primeiro-ministro e a bonomia do apelo à "serenidade de todos" devem-se entender nas reuniões da boa coexistência institucional de Belém. Mas não devem influenciar a determinação dos professores e dos seus sindicatos. A contenção que o presidente da República advoga é por vezes difícil de entender. Por exemplo, e para não nos afastarmos no tempo, independentemente da razão que julgo assistir-lhe, não foi contido no caso do estatuto dos Açores, que motivou até uma comunicação ao país. Mas já foi magnanimemente contido quando Alberto João lhe fechou a porta da
Assembleia Regional e se remeteu a um silêncio ensurdecedor a propósito das diatribes que se seguiram à exibição do símbolo nazi.
Devem os professores reflectir sobre isto e preparar-se para os passinhos de lã que, em nome dos interesses do Estado, se começam a ensaiar.

Não pode haver segunda oportunidade. Capitula quem perdeu. Não capitula quem ganhou.

Santana Castilho

Professora que NUNCA FOI AVALIADA chega ao topo da Carreira Docente




Curriculum Vitae de Maria de Lurdes Rodrigues


Interessante é ver como, em Portugal, um Professor que NUNCA FOI AVALIADO chega ao topo da Carreira Docente (Ministra da Educação!) e se põe a disparar em todos os sentidos contra os Professores-não-avaliados.


Vejamos, a Dr.ª Maria de Lurdes tirou o antigo 5.º ano (actual 9.º ano) e ingressou no Magistério Primário (naquele tempo eram dois anos de curso). Deu aulas na Primária até se inscrever no ISCTE (com o 5ºano + 2 anos de Magistério Primário!).


No ISCTE, ao fim de 5 (CINCO) anos de estudos em curso nocturno (ou seja…tinha o 9º ano, mais 3 anos corresponde ao 12º e com mais 2 anos…), saiu com um DOUTORAMENTO que lhe permitiu dar aulas (?!) nesse ISCTE, por acaso onde o sr. engenheiro fez uma pós-graduação (mestrado?) a seguir à "licenciatura" da Universidade Independente. Digam lá que não lhe deu um certo jeito nunca ser PROFESSORA AVALIADA!


Mais recentemente, indo ao site do governo

http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Governos/Governos_Constitucionais/GC17/Composicao/Perfil/MariaLurdesRodrigues.htm

podemos comprovar a extensa "obra" desta senhora….


… A menos que eu esteja ceguinho, não vi nenhuma publicação relacionada com a Educação!!! No entanto, esta senhora é "perita" em matéria de educação. Além disso, dá para verificar que a senhora é um ver-se-te-avias a escrever ou co-escrever coisas (de engenharia, tecnologia, industria e afins…), mas fico a pensar, que tempo dedicava aos alunos do ISCTE… se é que realmente chegou a dar aulas a sério…


Att Senhores Professores Doutores Universitários
No site oficial do Governo é claramente demonstrada uma ilegalidade no percurso académico da Senhora Ministra.
Além do facto de se desconhecer o título da Tese de Doutoramento, não existem evidências de ter realizado nenhuma dissertação de Mestrado. Refere-se uma passagem directa da Licenciatura para o Doutoramento.
Partindo do pressuposto que o curriculum estará cronologicamente bem elaborado,como é possível "Coordenou projectos de investigação e grandes operações de inquérito e orientou teses de mestrado e doutoramento" antes do seu próprio Doutoramento?

Suspender colectivamente o processo de avaliação. Divulga

Agir colectivamente faz-nos dar o salto do jurídico para o político. É esse salto colectivo que devemos dar agora.


SUSPENDER COLECTIVAMENTE

O PROCESSO DE AVALIAÇÃO

Colegas,

Suspender o processo de avaliação em curso é uma decisão da maioria esmagadora dos professores e educadores. Uma vontade expressa de várias formas e, em particular, nas manifestações de 8 de Março e 8 de Novembro de 2008.

Já se deram muitos passos nesse sentido:

1. Os professores subscreveram documentos que entregaram aos conselhos pedagógicos e conselhos executivos;

2. As escolas dirigiram ao Ministério da Educação (ME) posições a exigir a suspensão;

3. As organizações sindicais apresentaram essa exigência ao ME e suspenderam a sua participação na Comissão Paritária;

4. A classe, na rua e em massa, afirmou publicamente a rejeição DESTE modelo de avaliação, exigindo OUTRO modelo que respeite a unidade da profissão, a qualidade do desempenho profissional e promova o aperfeiçoamento da escola pública.

5. Milhares de docentes recusaram já entregar os seus «objectivos individuais»;

Este é o momento de continuar este processo, levando todas as escolas a concretizar sem tibiezas a suspensão DESTE modelo de avaliação. Fazê-lo em segurança significa fazê-lo em unidade e em massa. A nossa melhor protecção é a acção colectiva.

Levar o Ministério da Educação (ME) a desistir DESTE modelo e a negociar OUTRO depende da acção forte e colectiva da maioria esmagadora dos docentes.

Nesta fase do processo, a acção de suspensão é política, não é jurídica. Depende da nossa recusa colectiva e solidária. Depende da unidade na acção. Agir juntos, protegendo-nos juntos:

- Em reunião geral ou nos departamentos curriculares, decidindo parar todas as actividades relacionadas com o processo de avaliação, a começar pela entrega dos "objectivos individuais".

Exige-se e aguarda-se por um OUTRO modelo. Estas formas de recusa exigem envolvimento colectivo, unindo e não dividindo a classe. Esta acção de recusa deve ficar na história da nossa profissão como uma exemplar forma de acção firme, determinada e solidária. Não há aqui espaço para individualismos. Em cada escola é preciso convergir para a acção colectiva e levá-la por diante com determinação e firmeza. E responder a todas as pressões e ameaças com serenidade, confiança colectiva, determinação e solidariedade. Somos todos professores. Somos todos responsáveis pelo futuro da nossa profissão e da escola pública portuguesa. Agimos solidariamente.

Este é o tempo de percorrer este caminho. Não se esperem soluções milagrosas de juristas. O processo é político e faz-se porque o interesse da qualidade do ensino e o respeito exigido à profissão o impõem.

Pode haver levantamentos de processos disciplinares quando a acção é de meia dúzia. Não haverá seguramente processos disciplinares quando a acção é de toda uma classe profissional.

Agir colectivamente faz-nos dar o salto do jurídico para o político. É esse salto colectivo que devemos dar agora.

Todos os professores e todas as escolas que avancem com a suspensão do processo de avaliação podem contar com o nosso apoio e com o apoio dos nossos serviços.

Enquanto educadores e professores, todos temos uma palavra a dizer. Com determinação, sentido de responsabilidade, ética profissional e confiança.

A Direcção do SPN


Soneto à maneira de Camões


Tão mesquinha e tão vil, tu que pariste
As normas do estatuto do docente,
Não tens nada de humano, não és gente,
Nada mais que injustiças produziste.

Se lá nesse poleiro aonde subiste
O estado do ensino tens presente,
Repara como és incompetente,
Como a classe docente destruíste.

Se pensas que esta gente está domada,
Te aceita a ti, ao Valter e ao Pedreira,
Estás perfeitamente equivocada:

Em breve encontraremos a maneira
De vos correr p'ra longe à cacetada,
Limpando a educação de tanta asneira!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Professores em Luta

Colegas,

não esqueçam: Sexta-feira, dia 28, 20.30 horas - Concentração de Professores / Educadores em Faro, Coreto do Jardim Manuel Bívar (junto à Marina de Faro)

BE quer demissão da ministra e propõe modelo alternativo de avaliação dos professores

Em conferência de imprensa realizada neste sábado, o Bloco de Esquerda apresentou um conjunto de medidas para responder à crise da edução, propondo a demissão da Ministra, a suspensão do processo de avaliação e do Estatuto da Carreira Docente, a anulação da separação entre os professores titulares e os restantes e um novo modelo de avaliação dos docentes. Estas propostas foram apresentadas para discussão na Assembleia da República, através de um projecto de resolução. Segue o texto integral da conferência de imprensa.

Propostas do Bloco de Esquerda para a resposta à crise da educação

1. Demissão da ministra.


2. Suspensão do regime de avaliação e negociação do Estatuto da Carreira Docente e do regime de avaliação.


3. Anulação da separação entre professores titulares e os restantes.


4. Um novo modelo de avaliação com calendário definido:

4.1. Neste ano lectivo de 2008-2009:

a) avaliação externa das escolas, cuja relatório seja divulgado até ao final do ano lectivo, para identificar as boas práticas e as melhores práticas no combate ao insucesso e na melhoria da cultura de escola;
b) as escolas elaboram um plano estratégico de promoção do sucesso educativo e combate ao abandono escolar, identificando metodologias, objectivos e metas.


4.2. No ano lectivo de 2009-2010:

a) as escolas procedem à sua autoavaliação, tornando públicas as conclusões, incluindo a comparação com as metas e recursos apresentados no início do ano.
b) Até ao final do ano lectivo de 2009/2010, o Ministério da Educação e todos os parceiros definem o modelo mais eficaz de avaliação individual de docentes.


4.3. A definição do modelo de avaliação individual de professores incluirá:

a) A avaliação interna e efectuada por pares, na fase da formação dos professores,
b) a avaliação externa com critérios objectivos uniformes.
c) a recusa de quotas de avaliação, para em contrapartida promover a qualidade e a avaliação objectiva.

Consulte o esquerda.net


MODELO DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DE PROFESSORES


Tal como o recebi...

(Reenviem para que os portugueses saibam como é a nossa avaliação)

MODELO DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DE PROFESSORES

AVALIADORES

Presidente do Conselho Executivo
Avalia:
- Assiduidade
- Grau de cumprimento do serviço distribuído
- Progresso dos resultados escolares dos alunos e redução das taxas de abandono tendo em conta o contexto socio-educativo
- Participação nas actividades da escola
- Acções de formação realizadas
- Exercício de outros cargos de natureza pedagógica
- Dinamização de projectos de investigação
- Apreciação dos encarregados de educação, desde que haja concordância do docente e nos termos a definir no regulamento da escola

Coordenador do Departamento Curricular:
Avalia a qualidade científico-pedagógica do docente com base nos seguintes parâmetros
- Preparação e organização das actividades lectivas
- Realização das actividades lectivas
- Relação Pedagógica com os alunos
- Processo de avaliação das aprendizagens dos alunos

FASES DA AVALIAÇÃO

1.ª fase
Objectivos e indicadores
- O Conselho Pedagógico da escola define os seus objectivos quanto ao progresso dos resultados escolares e redução das taxas de abandono, que são elementos de referência para a avaliação dos docentes.
- O Conselho Pedagógico da escola elabora os instrumentos de registo de informação e indicadores de medida que considere relevantes para a avaliação de desempenho.

2.ª fase
Objectivos individuais
- No início de cada ciclo de avaliação de dois anos, o professor avaliado fixa os seus objectivos individuais, por acordo com os avaliadores, tendo por referência os seguintes itens:
- Melhoria dos resultados escolares dos alunos
- Redução do abandono escolar
- Prestação de apoio à aprendizagem dos alunos incluindo aqueles com dificuldade de aprendizagem
- Participação nas estruturas de orientação educativa e dos órgãos de gestão da escola
- Relação com a comunidade;
- Formação contínua adequada ao cumprimento de um plano individual de desenvolvimento profissional do docente.
- Participação e dinamização de projectos
Nota: Na falta de acordo quanto aos objectivos prevalece a posição dos avaliadores

3.ª fase
Aulas observadas
- O coordenador de departamento curricular observa, pelo menos, três aulas do docente avaliado em cada ano escolar.
- O avaliado tem de entregar um plano de cada aula e um portfólio ou dossiê com as actividades desenvolvidas

4.ª fase
Auto-avaliação
- O professor avaliado preenche uma ficha de auto-avaliação, onde explicita o seu contributo para o cumprimento dos objectivos individuais fixados, em particular os relativos à melhoria das notas dos alunos
- Os professores têm de responder nas fichas de auto-avaliação a 13 questões (pré-escolar) e 14 questões (restantes ciclos de ensino)

5.ª fase
Fichas de Avaliação
- O presidente do conselho executivo e o coordenador do departamento curricular preenchem fichas próprias definidas pelo Ministério da Educação, nas quais são ponderados os parâmetros classificativos.
- Os avaliadores têm de preencher uma ficha com 20 itens cada, por cada professor avaliado
- O coordenador do departamento curricular preenche uma ficha com 20 itens, por cada professor avaliado
- O presidente do conselho executivo tem de preencher uma ficha com 20 itens, por cada professor avaliado
- As pontuações de cada ficha são expressas numa escala de 1 a 10.

6.ª fase
Aplicação das quotas máximas
- Em cada escola há uma comissão de coordenação da avaliação de desempenho formada pelo presidente do Conselho Pedagógico e quatro professores titulares do mesmo órgão, ao qual cabe validar as propostas de avaliação de Excelente e Muito Bom, aplicando as quotas máximas disponíveis.

7.ª fase
Entrevista individual
- Os avaliadores dão conhecimento ao avaliado da sua proposta de avaliação, a qual é apreciada de forma conjunta.

8.ª fase
Reunião Conjunta dos Avaliadores
- Os avaliadores reúnem-se para atribuição da avaliação final após análise conjunta dos factores considerados para a avaliação e auto-avaliação. Seguidamente é dado conhecimento ao avaliado da sua avaliação.

SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO
- Excelente, de 9 a 10 valores
- Muito Bom, de 8 a 8,9
- Bom, de 6,5 a 7,9
- Regular, de 5 a 6,4
- Insuficiente, de 1 a 4,9

EFEITOS DAS CLASSIFICAÇÕES
- Excelente durante dois períodos seguidos de avaliação reduz em quatro anos tempo de serviço para ser professor titular
- Excelente e Muito bom reduz em três anos tempo de serviço para ser professor titular
- Dois Muito bom reduz em dois anos tempo de serviço para ser professor titular
- Bom não altera a normal progressão na carreira
- Regular ou Insuficiente implica a não contagem do período para progressão na carreira
- Dois Insuficiente seguidos ou três intercalados implica afastamento da docência e reclassificação profissional.

(in Jornal 24 horas, acessível a todos os portugueses)


Diz-se tanto que os professores não querem ser avaliados… que estão todos é a ser manipulados pelos comunistas (será que ainda comem crianças ao pequeno-almoço, como se dizia quando cheguei a Portugal, em 1976?)… que todos os outros funcionários o são e de modo rigoroso… que no sector privado toda a gente presta contas e tudo funciona, etc e tal…

Pergunto: CONHECEM QUALQUER OUTRO SECTOR PROFISSIONAL QUE PASSE POR ESTE "HORROR", acima descrito? Digam-me qual... enviem-me o modelo de avaliação dos médicos, engenheiros, enfermeiros, jornalistas, ministros, economistas, gestores (do BPN, por exemplo), supervisores, carpinteiros, coveiros… seja lá o que for que seja IGUAL ao que querem fazer aos professores!!!

Digam-me que profissão tem de escrever SUMÁRIOS exaustivos do que faz em cada hora de trabalho (os enfermeiros, por exemplo, no fim do turno têm de escrever registos, mas depois não levam trabalho para casa)… que tem de ELABORAR portefólios completos de TODA a sua actividade… e que TEMPO é que resta para fazer aquilo para que existe, que, no caso dos professores, é (devia ser) PREPARAR E DAR AULAS!

Enviem-me, por exemplo, o modelo de avaliação que avaliou a ministra Maria de Lurdes Rodrigues enquanto foi professora… antes de ser socióloga… ou, enquanto tal, enquanto foi professora no ISCTE! Existe esse modelo… ou na altura ela era CONTRA o que agora FAZ?! Enviem-me o número de pessoas que trabalham no Ministério da Educação e que JÁ FORAM AVALIADAS! Não sabem?! Que tal investigarem? Hein? Dá muito trabalho? A Ministra vai responder como a colega da Saúde? Pois é... pois é…

E ainda há gente por aí a achar que os professores são derrotistas e que não querem ajudar o país a avançar?!… Tssssss… tsssss…..

Pois eu digo:

ASSIM NÃO SE PODE SER PROFESSOR! DEIXEM-NOS ENSINAR!


Professor com "tomates

Carta de um Professor aos Directores da TSF e DN

A propósito da entrevista de JOSÉ SÓCRATES

Ex.mo Sr. João Marcelino/Paulo Baldaia


Ontem entrei no carro e ouvi os últimos 15 minutos da entrevista ao nosso primeiro ministro, exactamente no momento em que estavam a falar de educação que era o que me interessava no momento. A custo, consegui ouvir até ao fim.

Envio-lhe o meu mais veemente lamento pela forma como a entrevista, ou o que lhe queiram chamar, foi conduzida porquanto foi permitido ao Sr. 1º ministro dizer o maior chorrilho de mentiras sem que alguma vez tivesse sido corrigido. Deixaram-no passar mais uma mensagem propagandística que peca pela verdade tal como ele nos tem habituado a ouvir a começar pelo seu processo de habilitações literárias.

Os Srs. jornalistas TINHAM a OBRIGAÇÃO de se documentarem melhor para fazer uma entrevista dessas. Mais pareceu uma entrevista de "faz favor de dizer" com questões previamente combinadas porque os entrevistadores eram pessoas experientes e deviam saber bem o que lá estavam a fazer. Só pode ter sido.Sócrates teve a oportunidade de explicar a sua educação à sua maneira e o resto foi servido em bandeja de ouro.

O meu nome é Francisco Teixeira Homem, sou professor na Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima em Aveiro, tenho 34 anos de serviço.

Tenho ainda uma licenciatura de 5 anos que é verdadeira e rigorosa. Sou do tempo em que o estágio pedagógico era de 2 anos. Fiz 1 mestrado e a parte curricular de um 2º mestrado no tempo em que os mestrados eram 2 anos. Tirei o doutoramento no tempo em que eram de 5 anos. Os investimentos na minha carreira e profissão foram pagos por mim e pelo sacrifício da minha família. Progredi na carreira com o cumprimento rigoroso de todos os créditos e subi ao 8º escalão com provas públicas efectuadas em Coimbra nas instalações da Direcção Regional de Educação do Centro. Não progredi com benesses até chegar ao 10º escalão onde tenho a minha carreira congelada e a ganhar tanto como um licenciado.

Por acaso vou ser avaliado por uma professora que é do mesmo grupo que eu mas há casos de professores de História a avaliar os de Inglês, de Educação Física a avaliar os de Educação Visual ou Educação Especial, de Biologia a avaliar os de Matemática... enfim!!!!

Quando um professor destes vai assistir a uma aula dos outros (e tem de o fazer 2 vezes) está a ser justo por mais que o queira?
Haverá honestidade neste processo?

Não me licenciei a um domingo com 26 das 31 cadeiras em falta dadas como equivalentes, nem com professores amigos ou reitores presos por falsificação de documentos, nem com a utilização de cartões do governo. A minha Universidade é pública, do Porto, e podem ser consultados todos os meus documentos. Não foi encerrada, como a UNI, só Deus sabe, VERDADEIRAMENTE porquê.

O Sr. JS mente quando diz que agora há o mérito de distinguir os professores excelentes dos outros. Uma pessoa cujo percurso académico cheio de falta de rigor, mérito e excelência não lhe oferece a mais pequena moralidade para pensar sequer nisso, quanto mais falar. Desculpe voltar a falar disto mas é uma VERDADE que anda a ser camuflada e continuamente escondida.

A criação INJUSTA do professor titular no ECD é a MAIOR FRAUDE que passou impune em Portugal. Os professores foram classificados APENAS pelos últimos 7 anos de profissão, não pelos conhecimentos mas pelos cargos exercidos. Imagina certamente o que eu com 34 anos de serviço deva ter prestado ao ensino como professor. Pois bem, 27 desses meus anos contaram ZERO. RIGOROSAMENTE... ZERO.

Aqueles anos em que quando mais jovem tinha capacidade para fazer e vontade para tudo, contaram NADA. Não sei quantos anos de serviço tem o Sr. João Marcelino/Paulo Baldaia mas diga-me como se sentiria se a sua classificação fosse feita apenas com base nos últimos 7 anos, não pelos seus conhecimentos e capacidade masAPENAS pelas funções que prestou. Há professores belíssimos que foram prejudicados por terem querido ensinar. Há escolas onde ficaram titulares professores com 86 pontos enquanto outras escolas professores com 130 pontos não o conseguiram ser.

UMA VERGONHA que a imprensa nunca soube (ou nunca quis) denunciar. A escola hoje deixou de ENSINAR. O próprio ministério deixou de ser o Ministério da Educação e passou a ser o Ministério da Certificação. Faça esta experiência.

Vá a uma escola e diga que se quer matricular para APRENDER. Para APRENDER!!!!

Não há como nem onde. Até com o sistema de créditos já acabaram. Mandam-no para os EFAs ou para as Novas Oportunidades. Veja o que isso é. O que lá se aprende.

Em quantos MESES se pode fazer ao mesmo tempo o 7º, 8º e 9º ano e depois o 10º, 11º e 12º ano. Acabaram com o "Ad Hoc", agora há o "mais 23". Compare-os.

Agora, com a apresentação do currículo e a entrevista, um candidato ao ensino universitário fica logo com 60%. Os "trocos" ficam depois para um exame muito mais SIMPLIFICADO.O Sr. JS falou nos cursos profissionais.

Vá a uma escola e veja o que é isso de cursos profissionais. A verdade. E já agora os CEFs. A pressão permanente para que os alunos passem sem saber apenas e só para uma avaliação estatística. As permanentes lamúrias da Sr.ª ministra nos custos de uma reprovação e no facilitismo em reprovar.

Agora na avaliação dos professores é contabilizado o n.º de alunos reprovados numa vergonhosa e clara afronta à perda de independência. Que culpa tenho eu que no início do ano me tenha calhado uma turma mal-educada e pouco estudiosa? Que culpa tenho eu que um aluno abandone a escola porque quer ir trabalhar ou não gosta de estudar ainda que tudo tenha feito com os pais para que tal não aconteça? PORQUÊ isso se reflecte na avaliação?

Já alguma vez pediu a uma escola as fichas de avaliação? Não acredito, desculpe mas não acredito que alguma vez as tenha visto. É IMPOSSÍVEL que aquilo possa ser seguido, IMPOSSÍVEL. Se não as conhece procure ver algumas.

Os professores o melhor é deixarem de dar aulas. A Cada escola tem as suas grelhas de avaliação. São 3 grelhas, qual delas a melhor, sempre elaboradas da forma mais incrível, injusta, desadequada, complexa, pouco credível e acima de tudo inexequível.

Isto não é uma brincadeira?

Os professores não têm família e direito ao tempo livre e lazer? JS falou igualmente no Inglês e na Educação Física das escolas primárias que já havia antes dele.

Pergunte quanto ganham esses professores e compare com o que ganha uma empregada doméstica, sem qualquer desprestígio para as empregadas domésticas.

Sr. João Marcelino/Paulo Baldaia, peço-lhe desculpa se me excedi. Penso que não. Acredito que com algumas destas "dicas", futuras entrevistas suas ao sr. JS serão diferentes. A verdade é que andamos de tal forma a ser maltratados e enxovalhados com tanta MENTIRA que após o programa da TSF que é uma rádio que oiço sempre, senti necessidade de "desentupir".

É estranho, muito estranho mesmo que a certas pessoas seja permitido fazer passar incolumemente certas mensagens. E o Sr. primeiro-ministro é uma delas. Usa e abusa.
Este foi o direito à minha INDIGNAÇÃO.

Queira aceitar os meus mais respeitosos cumprimentos

O professor Francisco Teixeira Homem


domingo, 23 de novembro de 2008

ENCONTRO NACIONAL DE ESCOLAS EM LUTA


ENCONTRO NACIONAL DE ESCOLAS EM LUTA

A APEDE e o MUP vêm anunciar uma iniciativa conjunta: a realização de um «Encontro Nacional de Escolas em Luta» para o próximo dia 6 de Dezembro, em Leiria, no Teatro José Lúcio da Silva. O Encontro terá início às 10h e prolongar-se-á até às 17h, com intervalo para o almoço.

Apelamos a que todas as escolas que estão a desenvolver processos de resistência, nomeadamente através da suspensão da avaliação do desempenho, escolham dois representantes para participarem nesse Encontro.


Colegas,

A VOSSA PARTICIPAÇÃO NO ENCONTRO NACIONAL DE ESCOLAS EM LUTA É FUNDAMENTAL, SE QUISERMOS APROVEITAR TOD
A A ENERGIA CRIADA EM TORNO DA LUTA CONTRA O MODELO DE AVALIAÇÃO PARA COMBATERMOS TAMBÉM O ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE. É aí que devemos concentrar, doravante, todos os nossos esforços. Precisamos, pois, de reflectir em conjunto sobre as formas de luta e as acções mais adequadas para derrubar, a partir das nossas escolas, o Estatuto da Carreira Docente. Esse é o principal objectivo do Encontro que queremos promover.

Inscrições e informações através do e-mail eneluta@gmail.com

As inscrições (gratuitas) dos participantes devem conter os seguintes elementos: nome, escola, contacto telefónico.

Publicada por ILÍDIO TRINDADE

In http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/

PASSA ESTA MENSAGEM A TODOS OS COLEGAS, PARA TERMOS O MAIOR NÚMERO DE ESCOLAS REPRESENTADAS!

sábado, 22 de novembro de 2008

O fenómeno!



Novembro 1, 2008

Não é o bebé Sócrates, mas o 1.º ministro seria assim em 1960

31 Outubro 2008 - 00h30

As palavras são do primeiro-ministro José Sócrates na extensa entrevista que concedeu no último fim-de-semana: "Sou, digamos assim, da geração Kennedy. Essa eleição representou já um momento histórico. Lembro-me do debate que houve na América quando, pela primeira vez, um católico se candidatou a presidente. O próprio Kennedy teve de vincar bem que nunca receberia ordens do Papa enquanto presidente dos EUA. Lembro-me bem do que isso significou."

Nos meios socialistas e não só estas palavras causaram espanto ou perplexidade. O caso não é para menos: se a biografia oficial está correcta, José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa nasceu no dia 6 de Setembro de 1957 em Vilar de Maçada, concelho de Alijó, distrito de Vila Real. E John F. Kennedy foi eleito presidente dos EUA em Novembro de 1960, com uma vantagem de 112 881 votos sobre o republicano Richard Nixon. Isto é, nesse tempo José Sócrates tinha três anos de idade. Perante estes factos, há quem entenda que o primeiro-minitro é um sobredotado. Mas há quem tenha outra explicação para este facto extraordinário. A certidão de nascimento pode ter sido adulterada por alguém ou o registo ter sido feito mais tarde e Sócrates ser mais velho do que pensa.


Que vergonha!!!




Descalabro no ensino em Portugal é notícia em França.

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Publicado em França, o texto que reproduzimos abaixo, traça o retrato
das lutas dos professores em Portugal analisando detalhadamente o
ataque que tem vindo a ser conduzido contra a escola pública pelo
governo Sócrates e a sua sinistra ministra Maria de Lurdes Rodrigues.

Desde o fecho de escolas às falhas no transporte escolar, do
desemprego docente até às reformas do ensino especial que deixam sem
apoio muitos milhares de alunos com necessidades educativas especiais,
o texto faz um retrato negro da educação em Portugal.

Foi publicado no «Classes en Lutte», jornal dos trabalhadores da
educação da Confédération Nationale du Travail (CNT-F)
http://www.cnt-f.org/fte/article.php3?id_article=2289


LUTTES AU PORTUGAL

Au Portugal, ces trois dernières années, le gouvernement Sócrates
(PS), et la ministre de l'éducation, Maria de Lurdes Rodrigues, ont
lancé plusieurs offensives contre l'école publique.

Les réformes ont provoqué une dégradation sans précédent de
l'enseignement, et créé un profond mal-être chez les professeurs . Le
8 mars 2008, 100 000 enseignants (un sur trois) vêtus de noir en signe
de deuil ont défilé dans les rues de Lisbonne. Ce fut le plus grand
mouvement de protestation des enseignants qui ait jamais eu lieu au
Portugal.

Cette manifestation a été le point culminant de semaines de lutte et
de contestation nées au sein même des écoles contre les nouvelles
modalités d'évaluation des enseignants, unanimement rejetées à cause
de leur contenu irrationel et de leurs objectifs purement économiques.
Ces modalités d'évaluation découlent du Statut de Carrière des
enseignants, que le gouvernement a imposé contre la volonté des
professeurs et qui a donné lieu a une énorme contestation.

Les centaines de rassemblements, manifestations, et "vigílias" qui ont
précédé la mega-manifestation furent très souvent conduites par des
groupes de professeurs qui s'étaient organisés à l'intérieur des
établissements. Beaucoup de rendez-vous ont circulé anonymement par
sms ou par internet. Ces mouvements de contestation de la base, nés en
dehors des structures syndicales enseignantes, ont mis la pression sur
les syndicats de professeurs.

Ce mécontentement est la réponse naturelle à des années de réformes
économiques qui ont gravement mis en cause la qualité du travail
enseignant, et qui ont contribué à la dégradation de l'école publique
au Portugal. Ces réformes ont mené à la fermeture de nombreuses écoles
, ont modifié la nature des programmes et ont réduit la participation
des enseignants aux instances dirigeantes des établissements.
L'enseignement spécialisé et l'enseignement artistique ont également
subi de graves attaques, qui ont sérieusement mis à mal les principes
de l'école pour tous ("inclusive"). Le plan qui est en marche vise au
désengagement progressif de l'État du secteur éducatif pour le
transférer aux municipalités et ouvrir ainsi la porte à une future
privatisation de l'enseignement. Ce plan, qui a débuté par la remise
aux collectivités locales de la gestion du parc scolaire, pour ensuite
être éventuellement confiée a l'Eglise, menace maintenant d'être
étendu aux travailleurs non-enseignants ainsi qu'aux professeurs eux-
mêmes qui courent le risque de changer de ministère de tutelle et de
perdre leurs droits . Un récent projet de loi ouvre la porte au
passage des professeurs sous la dépendance des municipalités. (1)

Au Portugal le réseau public d'enseignement aurait perdu entre 16 et
23 000 enseignants ces trois dernières années.(2) Ces réductions ne
sont pas causées par la diminution du nombre d'élèves, comme le
gouvernement a voulu le faire croire, mais plutôt à la fermeture
d'écoles et à l'augmentation des horaires de travail.

Le Plan de fermetures d'écoles mis en place dès l'entrée en fonctions
du gouvernement Sócrates prévoyait de fermer environ 4000 écoles
primaires jusqu'au terme de la législature en 2009 (3). Rien qu'au
début de l'année scolaire 2006/2007, 1500 écoles ont été fermées, la
fermeture de 900 écoles supplémentaires étant prévue pour l'année
suivante. Ces fermetures touchent surtout les zones de l'intérieur
nord et du centre du Portugal, déjà largement désertifiées et elles
vont naturellement accentuer cette tendance. Les élèves des écoles
primaires fermées sont aujourd'hui obligés de rester la journée
entière loin de leur domicile et perdent de longues heures dans les
transports. Le réseau de transports scolaires, dépendant des
municipalités, fonctionne avec de graves déficiences. Des enfants très
jeunes sont ainsi obligés d'utiliser les transports publics sans que
la surveillance adéquate ne soit garantie, ce qui a déjà provoqué des
morts.(4)

L'enseignement spécialisé (pour handicapés) est un autre secteur qui a
subi des assauts qui ont mis en danger les principes de l'école «
inclusive ». La disparition des Équipes de l'Éducation Spécialisée et
de leurs coordinations régionales a laissé les enseignants du secteur
isolés dans les écoles. Le gouvernement a imposé un plan de
restructuration qui prévoit uniquement un soutien aux handicapés
(déficients), laissant de côté des milliers d'élèves dyslexiques,
hyperactifs et ayant des problèmes de comportement et d'apprentissage.
Ceux-ci courent le risque de se perdre et d'être envoyés dans les
"circuits alternatifs" perdant ainsi toute possibilité de progresser a
l'intérieur du système éducatif.(5)(6)

L'enseignement artistique, qui était déjà le parent pauvre, n'a pas
non plus été épargné par les réformes. À l'école primaire, il a même
été retiré du programme obligatoire tout comme l'éducation physique.
Ces activités sont maintenant inclues dans les "prolongement
d'horaires" et laissées à des moniteurs sans qualification apropriée ,
engagés sous contract précaire et mal payés par les municipalités(7).

Le système éducatif Portugais se trouve donc dans une situation
réellement préoccupante. Le profond mal-être causé par les réformes du
gouvernement actuel et menées à bien par la ministre Maria de Lurdes
Rodrigues lui font pleinement mériter son surnom de " Sinistre
Ministre".



ADD - ATENCÃO NÃO PREENCHA

ATENÇÃO: NÃO REGISTE OS SEUS OBJECTIVOS INDIVIDUAIS ONLINE
[Não introduza quaisquer dados no aplicativo informático criado pea DGRHE. Pode incorrer numa situação ilícita!]

Caro/a Colega,


Tal como se esperava, o Ministério da Educação desenvolveu um aplicativo informático para que, online, cada professor preencha um formulário com a indicação dos seus objectivos individuais.

Ora, em lugar nenhum o ME (nem poderia fazê-lo) declara que é obrigatório este preenchimento, nem determina qualquer prazo.

Ou seja, deixa ao livre critério de cada um a decisão de colocar os seus objectivos individuais a um clique da DGRHE.

E porque é que o ME não o faz? Porque poderia incorrer em grave ilícito.

1.º - Nenhum professor ou educador é obrigado a registar, por este processo, os seus objectivos individuais. Tal, a fazer-se, só deve acontecer, nos termos da legislação em vigor, em entrevista com o seu avaliador, devendo ficar arquivado na escola, no processo respectivo;

2.º - Não pode ser imposto qualquer prazo, pois não há qualquer prazo para que os objectivos individuais sejam entregues. Nos termos da lei, apenas o processo de autoavaliação constitui obrigação do professor e isso nunca ocorreria neste momento.

Para além disso, nós, PROFESSORES, estamos em luta contra este modelo e, por isso, recusamo-nos a prosseguir com qualquer procedimento relacionado com a avaliação do desempenho. E isto é que é verdadeiramente importante!

Foi isso que dissemos em 8 de Novembro, 120.000 na rua. É isso que afirmamos em cada reunião do Pedagógico, de Departamento Curricular/Conselho de Docentes ou Geral de Escola, quando nos comprometemos a não o fazer. Foi isso que o Conselho das Escolas (órgão criado por Lurdes Rodrigues para fazer côro com ela) votou. É isso que, por todo o país, os conselhos executivos, nas reuniões promovidas pelo ME, estão a declarar.

Colega, não preencha esse formulário. Trata-se de um punhal apontado ao coração da luta, traiçoeiro e desonesto. Trata-se de uma chantagem emocional à qual temos de resistir.

A nossa tarefa, agora, é preparar as acções que estão agendadas:

25 a 28 de Novembro – MANIFESTAÇÕES DISTRITAIS (27 É NA REGIÃO DE LISBOA)
3 de Dezembro – GREVE GERAL NACIONAL DOS PROFESSORES E EDUCADORES
4 e 5 de Dezembro – VIGÍLIA DE 48 HORAS JUNTO AO ME
9 a 12 de Dezembro – GREVES REGIONAIS (NA ÁREA DA DREL É A 11 DE DEZEMBRO)
GREVE ÀS AULAS ASSISTIDAS (onde estão a ocorrer) - será entregue pré-aviso no final da semana, para que produza efeitos a partir da última semana de Novembro, Início de Dezembro.
19 de Janeiro – GREVE GERAL NACIONAL DOS PROFESSORES E EDUCADORES (ASSINALANDO DOIS ANOS DE VIGÊNCIA DO ACTUAL ECD)
Os Sindicatos vão, ainda, interpôr PROVIDÊNCIAS CAUTELARES em todas as situações ilegais que decorram da imposição de qualquer simplificação do modelo, de incompatibilidades entre avaliador e avaliado, etc.
Tendo em conta a gravidade da situação, não é posto fora de hipótese a realização de OUTROS PERÍODOS DE GREVE que poderão ocorer em períodos coincidentes com avaliações, no final do 1.º período.

Os professores não vão desarmar!
Agora, mais unidos do que nunca, temos condições para provar a razão a quem nunca quis admitir que a tinha perdido, há muito tempo!

COLEGA, DIVULGA ESTA INFORMAÇÃO PELOS TEUS AMIGOS PROFESSORES E PELOS COLEGAS DA TUA ESCOLA!


A melhor do dia... e de muitos dias que aí vêm.




'We have BARAK OBAMA, Stevie Wonder, Bob Hope, and Johnny Cash.'

Respondem os portugueses:

'We have José Socrates, No Wonder, No Hope, and No Cash.



sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Manif Chicks


O ovo

Vamos todos!!!

Os maus e os outros - Manuel Alegre

Ser professor

Avaliação de Desempenho e Manifestação em FARO, Dia 28, às 20.30H




Colegas, companheiros,


Penso que, nesta altura particularmente agitada das nossas vidas profissionais, é inútil reencaminhar-vos textos, notas de imprensa ou tomadas de posição que se podem encontrar no site da FENPROF ou dos seus Sindicatos.
De qualquer forma, gostaríamos de vos chamar a atenção para algumas questões até porque a situação nas diferentes escolas é bastante diversa, dependendo, em larga medida, da postura dos Presidentes dos Conselhos Executivos.
Em primeiro lugar dizer-vos que se torna necessário mobilizar os colegas, de forma a que cada um assuma as suas responsabilidades individuais no sentido de suspender claramente qualquer participação neste processo.
Como vimos, a Ministra terminou a sua ronda pelos vários intervenientes sem ter colhido o apoio de nenhum.
Hoje o Conselho de Ministros tentará eventualmente produzir em qualquer diploma que, simplificando processos, lhes permita continuar a afirmar que esta avaliação se faz.
Qualquer diploma será, no entanto, ilegal porque não negociado. Isto exigirá, não obstante da parte dos professores, nas escolas, de uma posição firme: só com alterações no E.C.D. se poderá produzir um modelo de Avaliação que seja aceite pelos professores.
Neste momento a única penalização que pode existir para os avaliados será a não contagem do tempo de serviço para progressão.
Chamamos a atenção para a carta aberta do Presidente do Sindicato dos Inspectores, na página Fenprof.
Mesmo para os contratados, não haverá renovação ou contratação fora do concurso de Fevereiro, que só contabiliza o tempo de serviço até 31 de Agosto de 2008 e a avaliação, mesmo a do ano lectivo anterior, não terá interferência a nenhum nível.
Por outro lado a não entrega dos Objectivos Individuais não impedirá a entrega posterior da ficha de auto avaliação, esse sim constituindo dever funcional. (D.L.2/2008)
Quanto à aplicação informática para os objectivos, só há uma coisa a fazer: não a utilizar. Ela é ilegal, porque pressupõe uma metodologia não contemplada em Legislação, Já foi denunciada junto da Comissão de Educação da AR que se comprometeu a resolver mais esta questão.
Também tivemos conhecimento de um mail que circula a pedir que os professores bloqueiem essa aplicação informática; nós aconselhamos a não o fazer, porque esse procedimento poderá bloquear, também, o vosso acesso na altura dos concursos.
Ninguém espera, no entanto, que a situação se arraste até lá. A sua resolução depende sempre da nossa acção nas Escolas e na rua.
Há que manter a unidade alcançada e a disponibilidade dos professores para a luta.
Apelamos desde já para a participação de todos no Plenário/Concentração que se realizará em Faro, no dia 28, Sexta-Feira, que contará com a presença do Secretario Geral da FENPROF, Mário Nogueira.
Por ultimo, perante quaisquer dúvidas ou questões que se vos forem colocando, contactem os dirigentes sindicais.
A luta será para continuar.

Contamos com vocês:
Dia 28 Novembro, às 20.30H
Jardim Manuel Bívar (Coreto)
(junto à Marina de Faro)
Faro




Saudações Sindicais

Rui Sousa

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

SIMPLEXICOMPLIFICAÇÃO TEIMOSA

Na conferência de imprensa da Sra. Ministra, após a realização do Conselho de Ministros Extraordinário, assistimos, apenas, à tentativa de recolha dos "cacos", fragmentos bem mais esboroados do que pensam os responsáveis da 5 de Outubro. Tratou-se de uma manobra política com o objectivo de deixar transparecer que se cedeu, sem ceder, ou que não se cedeu demonstrando as virtualidades simplex, que podem até complexificá-lo nalguns aspectos.

No que ao processo de avaliação diz respeito, não há outra solução que não seja a suspensão do modelo, na medida em que este continua a prever a "discriminação negativa" através do estabelecimento de quotas, só aparentemente alivia a carga burocrática e não serve os objectivos de avaliação voltada para a melhoria das práticas.
Tal como MLR afirmou, NADA de substancial foi alterado. Agora, com os ajustamentos feitos pelo ME para tentar acalmar os professores e as escolas em ano de eleições, só os professores que requererem a observação de aulas poderão aspirar à classificação de Muito Bom e de Excelente! Esquece, MLR de referir que as quotas se mantêm e que haverá professores avaliadores com menos habilitações a avaliar professores que investiram mais na carreira e que têm, inclusive, Doutoramentos. Esquece MLR de referir que, por esse país fora, há muitas escolas que não têm professores avaliadores da mesma área disciplinar e que, portanto, o seu ajustamento é pura falácia. Esquece MLR de referir que nenhum professor quer avaliar o colega do lado, pois não foi essa a sua vocação e orientação quando escolheu, simplesmente, ser professor! Esquece MLR de referir que na grande maioria das escolas, os avaliadores são os menos experientes e são os mais novos. Há ex-estagiários a avaliar os seus ex-orientadores! Há ex-alunos a avaliar os seus ex-professores! TODOS os professores têm a obrigação de se manter unidos e defender uma avaliação justa e imparcial em TODAS as escolas e não apenas em algumas! Esquece MLR de referir que os professores não querem a divisão da carreira em duas e que essa é a origem do grande clima de mal-estar sentido e vivido nas escolas! As alterações anunciadas não satisfazem as reivindicações dos professores, pelo que se mantém a exigência da suspensão imediata deste modelo de avaliação. A simplificação anunciada em nada altera a natureza do modelo, economicista e punitivo, tal como, aliás, foi referido pela Ministra da Educação! MLR insiste na divisão de professores tentando, agora, seduzir os avaliadores com a diminuição da carga horária e convidando-os, assim, a ficarem do seu lado! Quem são os avaliadores que aceitam dizer sim a MLR e não aos professores? Depois da união conseguida entre os professores, não devemos agora desperdiçar a nossa força, aceitar a divisão e deixar que alguns façam Entendimentos com MLR sejam eles, sindicatos ou, simplesmente, professores avaliadores e/ou Conselhos Executivos. Continuamos, por isso, todos a ter a obrigação de esclarecer o País e a Comunicação Social através de todos os meios de que dispomos! E, enquanto não houver justiça, temos o dever de resistir até ao último sopro das nossas forças!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Exemplo britânico EDUCAÇÃO

Exemplo Britânico

DIVULGUEM O MAIS POSSÍVEL... PARA VER SE A NOSSA MINISTRA LÊ ISTO E TOMA UMA ATITUDE EM VEZ DE UMA ÁGUA DAS PEDRAS:



O exemplo britânico. Os pais dos alunos com comportamentos violentos nas escolas britânicas vão passar a ser multados num valor que pode ir até aos 1450 euros. 'As intimidações verbais e físicas não podem continuar a ser toleradas nas nossas escolas, seja quais forem as motivações' sublinhou a Secretária de Estado para as Escolas. Disse também que ' as crianças têm de distinguir o bem e o mal e saber que haverá consequências se ultrapassarem a fronteira'. Acrescentou ainda que 'vão reforçar a autoridade dos professores, dando-lhes confiança e apoio para que tomem atitudes firmes face a todas formas de má conduta por parte dos alunos'. A governante garantiu que 'as novas regras transmitem aos pais uma mensagem bem clara para que percebam que a escola não vai tolerar que eles não assumam as suas responsabilidades em caso de comportamento violento dos seus filhos. Estas medidas serão sustentadas em ordens judiciais para que assumam os seus deveres de pais e em cursos de educação para os pais, com multas que podem chegar às mil libras se não cumprirem as decisões dos tribunais'. O Livro Branco dá ainda aos professores um direito 'claro' de submeter os alunos à disciplina e de usar a força de modo razoável para a obter, se necessário.


Em Portugal, como todos sabemos, o panorama é radicalmente diferente. Por cá, continua a vingar a teoria do coitadinho: há que desculpabilizar as crianças até ao limite do possível, pois considera-se que o aluno é intrinsecamente bem formado, o que o leva a assumir comportamentos desviantes são factores externos (contexto social e familiar) que ele coitado não consegue superar. Temos assim que o aluno raramente é penalizado e quando o é, os castigos ficam-se na sua maioria por penas ligeiras, não vá correr-se o risco de o menino/a sofrer traumas que o podem marcar para o resto da vida. As notícias sobre actos de vandalismo, de agressão, de indisciplina e de violência praticados em contexto escolar que, com progressiva frequência vamos conhecendo, deviam merecer da parte de quem tutela a educação, medidas mais enérgicas que infelizmente tardam em chegar.


Camões "Titular"

Última Hora - Objectivos Individuais online

ATENÇÃO: NÃO REGISTE OS SEUS OBJECTIVOS INDIVIDUAIS ONLINE

[Não introduza quaisquer dados no aplicativo informático criado pela DGRHE. Pode incorrer numa situação ilícita!]

Caro/a Colega,

Tal como se esperava, o Ministério da Educação desenvolveu um aplicativo informático para que, online, cada professor preencha um formulário com a indicação dos seus objectivos individuais.

Ora, em lugar nenhum o ME (nem poderia fazê-lo) declara que é obrigatório este preenchimento, nem determina qualquer prazo.

Ou seja, deixa ao livre critério de cada um a decisão de colocar os seus objectivos individuais a um clique da DGRHE.

E porque é que o ME não o faz? Porque poderia incorrer em grave ilícito.

1.º - Nenhum professor ou educador é obrigado a registar, por este processo, os seus objectivos individuais. Tal, a fazer-se, só deve acontecer, nos termos da legislação em vigor, em entrevista com o seu avaliador, devendo ficar arquivado na escola, no processo respectivo;

2.º - Não pode ser imposto qualquer prazo, pois não há qualquer prazo para que os objectivos individuais sejam entregues. Nos termos da lei, apenas o processo de autoavaliação constitui obrigação do professor e isso nunca ocorreria neste momento.

Para além disso, nós, PROFESSORES, estamos em luta contra este modelo e, por isso, cusamo-nos a prosseguir com qualquer procedimento relacionado com a avaliação do desempenho. E isto é que é verdadeiramente importante!

Foi isso que dissemos em 8 de Novembro, 120.000 na rua. É isso que afirmamos em cada reunião do Pedagógico, de Departamento Curricular/Conselho de Docentes ou Geral de Escola, quando nos comprometemos a não o fazer. Foi isso que o Conselho das Escolas (órgão criado por Lurdes Rodrigues para fazer côro com ela) votou. É isso que, por todo o país, os conselhos executivos, nas reuniões promovidas pelo ME, estão a declarar.

Colega, não preencha esse formulário. Trata-se de um punhal apontado ao coração da luta, traiçoeiro e desonesto. Trata-se de uma chantagem emocional à qual temos de resistir.

A nossa tarefa, agora, é preparar as acções que estão agendadas:

- 25 a 28 de Novembro ­ MANIFESTAÇÕES DISTRITAIS (28 É NA ZONA SUL)

- 3 de Dezembro ­ GREVE GERAL NACIONAL DOS PROFESSORES E EDUCADORES

- 4 e 5 de Dezembro ­ VIGÍLIA DE 48 HORAS JUNTO AO ME

- 9 a 12 de Dezembro ­ GREVES REGIONAIS (Nos Distritos de Portalegre, Évora, Beja e Faro é a 12 de Dezembro)

- GREVE ÀS AULAS ASSISTIDAS (onde estão a ocorrer) - será entregue pré-aviso no final da semana, para que produza efeitos a partir da última semana de Novembro, Início de Dezembro.

- 19 de Janeiro ­ GREVE GERAL NACIONAL DOS PROFESSORES E EDUCADORES (ASSINALANDO DOIS ANOS DE VIGÊNCIA DO ACTUAL ECD)

Os Sindicatos vão, ainda, interpôr PROVIDÊNCIAS CAUTELARES em todas as situações ilegais que decorram da imposição de qualquer simplificação do modelo, de incompatibilidades entre avaliador e avaliado, etc.

Tendo em conta a gravidade da situação, não é posto fora de hipótese a realização de OUTROS PERÍODOS DE GREVE que poderão ocorer em períodos coincidentes com avaliações, no final do 1.º período.

Os professores não vão desarmar!

Agora, mais unidos do que nunca, temos condições para provar a razão a quem nunca quis admitir que a tinha perdido, há muito tempo!

Cordiais Saudações Sindicais


A Questão Educativa: debate com Manuel Alegre, Rosário Gama, Paulo Guinote e António Nóvoa

Lançamento do n.2 da ops!, terça feira, 11 Novembro, 18h30, Hotel Altis, Lisboa
Debate: A Questão Educativa: do básico ao superior

Com Manuel Alegre, António Nóvoa, Rosário Gama, Paulo Guinote e Nuno David

Poderá a questão educativa custar a maioria absoluta ao PS? As políticas educativas, do básico ao superior, estão na ordem do dia. Enquanto a Ministra da Educação se desdobra em declarações e os sindicatos ameaçam com paralisação total, a ruptura total entre professores e governo parece estar à vista, inviabilizando qualquer resolução positiva da questão educativa e dos modelos de avaliação de docentes. Entretanto, as críticas à Ministra parecem crescer de forma insustentável, em diversos sectores da sociedade, inclusive de dentro do próprio PS. Pode um ministério, em conflito aberto com a esmagadora maioria dos professores, liderar a condução de qualquer política construtiva até ao fim da legislatura?

Em declarações recentes, Manuel Alegre afirma que a Escola Pública não pode trabalhar para as estatísticas. Para Alegre, a atitude da Ministra após a manifestação reflecte reduzida cultura democrática, mostrando-se chocado com as suas declarações da Ministra após uma manifestação que reuniu mais de cem mil professores. Rosário Gama, militante do PS e Presidente da Escola Secundária Infanta Dona Maria -- a escola pública melhor classificada nos rankings -- critica energicamente o modelo de avaliação e afirma que o governo confundiu a maioria absoluta com o poder absoluto. Entretanto, o blogue do professor Paulo Guinote -- um autêntico portal de políticas educativas e crítico das políticas da ministra -- torna-se o blogue mais visto da blogosfera.

Mas no plano do ensino superior os dias não são menos pacíficos. Enquanto antigos Reitores alertam para a ruptura financeira e criticam o modelo de financiamento das Universidade, Mariano Gago afirma que "Universidades têm maus gestores" (Publico, 11/11), indiciando uma estratégia de confrontação crescente com as Universidades e com o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas.

Existe na sociedade portuguesa uma "Questão Educativa"?

O estado e o futuro da educação em Portugal é o tema de debate e lançamento do número 2 da revista ops!, com Manuel Alegre, António Nóvoa, Rosário Gama e Paulo Guinote. Neste número, que conta com um editorial de Alegre dedicado à educação, inclui-se uma entrevista de Seabra Santos (Presidente do CRUP) sobre as políticas do governo para o ensino superior.

Escrevem neste número diversos professores, investigadores, actores institucionais e deputados, como Manuel Alegre, Rosário Gama, Paulo Guinote, Alberto Amaral, Elísio Estanque, Nuno David, Francisco Alegre Duarte, Almerindo Afonso, Jorge Martins, Ana Benavente, António Magalhães, José Castro Caldas, Licínio Lima, Luis Tito, Maria José Gama, Paulo Peixoto, Sérgio Pessoa, Pedro Tito Morais, Stuart Holland, Teresa Carla, Teresa Portugal, Carlos Afonso, e ainda vários depoimentos de professores.