terça-feira, 14 de outubro de 2008

Grande Acção Nacional

FENPROF exigirá à Ministra da Educação

a resolução dos problemas

. Se na reunião [com a Ministra da Educação] de terça-feira, dia 14, não tivermos respostas objectivas para os graves problemas que afectam os educadores e professores, haverá, certamente, um reforço da luta e uma grande acção nacional, de protesto, já no próximo mês de Novembro", garantiu Mário Nogueira na conferência de imprensa realizada ao fim da tarde desta sexta-feira, 10 de Outubro, em Lisboa.



A acção.. [a divulgar na próxima terça-feira]

· A FENPROF dinamizará, em Outubro e em parte de Novembro, reuniões e plenários, promoverá reuniões e plenários (distritais, concelhios, locais, de escola) com todos os professores interessados, destacando-se, naturalmente, a análise e o enriquecimento das propostas da FENPROF.

· A Federação promove um Abaixo-Assinado de exigência de revogação do "ECD do ME", já em circulação, para que seja o maior abaixo-assinado até hoje recolhido[http://www.fenprof.pt/].

· Neste primeiro período vai ser necessário uma grande acção de rua durante o mês de Novembro, envolvendo os professores de todo o País. As grandes acções devem somar, acrescentar, unir e por isso, levaremos estas propostas de acção aos outros sindicatos de professores da Plataforma Sindical. Essa reunião da Plataforma realizar-se-á às 14H30 de 2.ª feira, 13 de Outubro, em Lisboa.

· Porém, há uma reunião com a ministra da Educação em 14 de Outubro, 3.ª feira. Damos-lhe esta uma oportunidade para responder às questões já referidas e para que crie a possibilidade para que este clima se altere.

· Se da reunião com a Ministra não resultar na resolução dos problemas, então, de seguida e de imediato, anunciaremos o que faremos.


Conferência Nacional de Quadros

Decidimos que em 5 de Dezembro próximo a FENPROF realizará em Lisboa uma Conferência Nacional de Quadros, envolvendo dirigentes e delegados sindicais, onde, feito o balanço da situação, das acções e das lutas entretanto realizadas, aprovará uma estratégia de acção para o 2.º período lectivo. Contamos entregar no Ministério, nessa data, o Abaixo-Assinado contra o "ECD do ME". A manter-se a actual política para a Educação, teremos um ano muito complicado: nós, mas também, certamente, o Governo e esta equipa ministerial. A instabilidade profissional afecta os direitos socio-profissionais dos educadores e professores mas também prejudica os alunos e o conjunto da actividade nos estabelecimentos de ensino. Daqui renovamos o nosso grito de unidade e protesto: "Deixem-nos ser Professores!"

Um grande cansaço

Vive-se nas escolas portuguesas um clima de grande insatisfação e também de alguma desorientação. Há uma pressão sobre as escolas, sobre os órgãos executivos e pedagógicos, sobre os professores Há um cansaço acumulado em apenas cerca de três semanas, equivalente ao de um ano inteiro de trabalho, que está a provocar um desgaste enorme entre os educadores e os professores, que tem a ver com razões de vária ordem. Razões essas que nos levam a uma reunião com a Ministra da Educação, no próximo dia 14, onde defenderemos que sejam tomadas as medidas necessárias para que as escolas regressem à normalidade.

Horários de Trabalho

Acusamos o ME de desrespeitar o Entendimento e o quadro legal que resultou desse entendimento e a legislação em vigor. A DGRHE está a divulgar orientações que impõem ilegalidades. Fizemos uma listagem dessas ilegalidades que será entregue à Ministra da Educação. Também as escolas, muitas escolas, estão a incorrer em ilegalidades, resultado dessas orientações, mas não só.

A Inspecção Geral de Educação (IGE) está a fechar os olhos a todas essas ilegalidades. Alertámos a IGE para isso, solicitando rigor na verificação dos horários. Coisa que não aconteceu. Isto não é aceitável! A Ministra não respeita um entendimento político que resultou de uma negociação política. Na reunião com Lurdes Rodrigues exigiremos uma reunião de imediato, com um responsável político, para que isto seja alterado e este incumprimento seja corrigido.

Avaliação do Desempenho

Não há só problemas técnicos. Este é um grave problema político. O início da aplicação do processo, ainda na fase, apenas, de definição de objectivos, leva a concluir que o próprio desempenho dos professores pode estar a ser posto em causa. O que se exige dos professores está impedido pelo que é, já, a aplicação embrionária do modelo.

Este problema grave tem de ser resolvido. Precisamos também de saber o que o ME quer fazer às recomendações, apreciações, críticas do modelo de avaliação do desempenho. Se criou o Conselho Científico da Avaliação do Desempenho não foi só para acatar as recomendações que lhe são favoráveis. Por exemplo, quanto aos resultados escolares, o CCAD recusa a sua aplicação, que tem um peso de 6,5% da avaliação total, quando se sabe que a responsabilidade dos resultados não pode ser atribuída só aos professores. Isto é inaceitável!

Gestão das Escolas

Muitas escolas não conseguiram constituir listas e a situação está ainda por resolver. Independentemente disso, temos um parecer de um prestigiado constitucionalista Guilherme da Fonseca que refere que sete dos artigos do DL 75/2008 estão feridos de ilegalidade, fundamentalmente por causa da forma como o director é escolhido. Queremos saber se o ME aceita alterar os artigos ilegais, pois se não o fizer, iremos recorrer às instâncias que possam pedir a verificação da legalidade do diploma, designadamente a Assembleia da República.

Concursos
O projecto do ME, a ser aprovado, tornará ainda mais instável a profissão. Com focos novos de instabilidade. A estabilidade não resulta apenas do tempo de intervalo entre cada concurso. Tem a ver com outras coisas: por exemplo, os professores de Quadro de Escola passarem para quadros de âmbito geográfico maior (a nível de Agrupamento) ou o facto de os professores de uma Zona Pedagógica serem obrigados a concorrer a mais três zonas, sob ameaça de processo disciplinar, agrava a instabilidade, bem como a consideração da avaliação do desempenho para efeitos de graduação profissional, quando se sabe que a avaliação tem quotas, para além de viciar o concurso e a sua própria dinâmica. O ECD não permite que a avaliação do desempenho sirva para graduar professores. Isto é ilegal e inaceitável.

Aposentação
Iremos propor que, face ao evidente desgaste físico e psicológico dos professores, que leva a que muitos estejam a aposentar-se, às centenas, mesmo lesados na sua remuneração, sejam aprovadas medidas específicas e especiais. São centenas de professores atingiram o limite da paciência e da capacidade para desenvolveram a sua profissão.

Não é aceitável que o Secretário de Estado Valter Lemos venha dizer que os professores se vão embora porque já estavam para ir... Com as suas pressões e políticas é também ele muito responsável por esta situação.

Propomos um debate que conduza a um processo negocial, com regras específicas para a aposentação dos professores e que contemplem, também, condições especiais de exercício profissional nos últimos anos de serviço nas escolas.

Escolaridade de 12 anos na gaveta

Por fim, iremos tentar perceber porque é que este Governo desiste de uma das suas bandeiras e uma necessidade do País, que é o da escolaridade obrigatória alargada até ao 12.º ano. Isto é sintoma da incapacidade e principalmente do fracasso deste Governo também em matéria de políticas educativas.


Saudações
António Pereira

ESCÂNDALO




Com o 9.º ano, 50 anos de idade e refoma de mais de € 3.000 euros...

GRANDE ESCÂNDALO


O Sr. Presidente da República não deve conhecer esta. Será que alguém lha pode enviar?

Espalhem esta mensagem para as pessoas saberem a verdade.


Apesar de ter apenas 50 anos de idade e de gozar de plena saúde, o socialista Vasco Franco, número dois do PS na Câmara de Lisboa durante as presidências de Jorge Sampaio e de João Soares, está já reformado.

A pensão mensal que lhe foi atribuída ascende a € 3.035 euros (608 contos), um valor bastante acima do seu vencimento como vereador.

A generosidade estatal decorre da categoria com que foi aposentado - técnico superior de 1ª classe, segundo o «Diário da República» -apesar de as suas habilitações iterárias se ficarem pelo antigo Curso Geral do Comércio, equivalente ao actual 9º ano de escolaridade.

A contagem do tempo de serviço de Vasco Franco é outro privilégio raro, num país que pondera elevar a idade de reforma para os 68 anos, para evitar a ruptura da Segurança Social.

O dirigente socialista entrou para os quadros do Ministério da Administração Interna em 1972, e dos 30 anos passados só ali cumpriu sete de dedicação exclusiva; três foram para o serviço militar e os restantes 20 na vereação da Câmara de Lisboa, doze dos quais a tempo inteiro.

Vasco Franco diz que é tudo legal e que a lei o autoriza a contar a dobrar 10 dos 12 anos como vereador a tempo inteiro.

Triplicar o salário - Já depois de ter entregue o pedido de reforma, Vasco Franco foi convidado para administrador da Sanest, com um

ordenado líquido de € 4.000 euros mensais (800 contos). Trata-se de uma sociedade de capitais públicos, comparticipada pelas Câmaras da
Amadora, Cascais, Oeiras e Sintra e pela empresa Águas de Portugal, que gere o sistema de saneamento da Costa do Estoril.


O convite partiu do reeleito presidente da Câmara da Amadora, Joaquim Raposo, cuja mulher é secretária de Vasco Franco na Câmara de Lisboa. O contrato, iniciado em Abril, vigora por um período de 18 meses.

A acumulação de vencimentos foi autorizada pelo Governo mas, nos termos do acordo, o salário de administrador é reduzido em 50% - para € 2.000 euros - a partir de Julho, mês em que se inicia a reforma, disse ao Expresso Vasco Franco.

Não se ficam, no entanto, por aqui os contributos da fazenda pública para o bolo salarial do dirigente socialista reformado. A somar aos mais de € 5.000 euros da reforma e do lugar de administrador, Vasco Franco recebe ainda mais € 900 euros de outra reforma, por ter sido ferido em combate em Moçambique já depois do 25 de Abril (?????), e cerca de € 250 euros em senhas de presença pela actuação como vereador sem pelouro.

Contas feitas, o novo reformado triplicou o salário que auferia no activo, ganhando agora mais de 1200 contos limpos. Além de carro, motorista, secretária, assessores e telemóvel.


IPhoda-se

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Governo enviou conta do Magalhães às autarquias


Governo enviou conta do Magalhães às autarquias.

No Jornal de Notícias de 10/10/2008: "O Governo está a tentar impor às autarquias o pagamento dos modems e das anuidades da Internet dos Magalhães, mas os municípios rejeitam qualquer responsabilidade e já avisaram que não pagam.

Em princípio, a colaboração com o program a "e.escolinhas" seria voluntária, mas o Governo está enviar às autarquias - quer tenham concordado, quer não - cartas timbradas para que estas assumam os encargos anuais relativos aos computadores que forem entregues no seu território. Até agora, já foram enviadas cartas pelas Direcções Regionais da Educação do Norte e da Zona Centro a pedir o pagamento de 45 euros pelo modem e 250 euros pela assinatura anual da ligação em banda larga à Internet.

A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) confirmou à TSF que há autarquias que estão a ser notificadas para pagarem a factura total ou parcial da Internet dos computadores. Após reunir de emergência na passada quarta-feira, o Conselho Directivo da ANMP decidiu não assumir qualquer responsabilidade ou encargos, notificando todas as autarquias para não pagarem as facturas.

Para as autarquias, são os pais que devem suportar esse encargo, sendo que aqueles que não tiverem condições económicas para tal devem recorrer ao Governo e não às câmaras. A ANMP enviou, ainda, um pedido de esclarecimentos urgente ao Ministério da Educação sobre toda esta situação. (...)"

Ver Artigo Completo (Jornal de Notícias)

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Comentário: O Ministério da Educação fica com os "louros" do Magalhães, e as Câmaras Municipais pagam a factura. Esta até dá vontade de rir! E dos que se riem com mais vontade, certamente que as operadoras móveis estão em primeiro lugar. Basta pensar que as Câmaras terão de pagar 45 euros por cada modem e cerca de 250 euros de acesso anual à internet, para ficarmos com uma ideia do "volume" deste negócio. Não vamos ouvir falar de recessão nas operadoras móveis... isso é certinho.
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Tomar posição


O Movimento Escola Pública considera que o modelo de avaliação de professores imposto pelo ME é politicamente perverso e tecnicamente incompetente e, por não servir a qualidade da escola pública, deve cair. Com o objectivo de bloquear este método de "avaliação" (até termos um modelo alternativo), pretendemos recolher a opinião de todos os professores do país sobre a forma mais eficaz de o fazer. Após esta fase, divulgaremos os resultados, a fim de tomarmos uma posição conjunta. PARTICIPA!

Assim...além da necessidade óbvia de os professores voltarem para a rua, fazendo ouvir a sua voz....Qual consideras ser a medida mais eficaz, dentro das escolas, para bloquear este sistema de avaliação?

a) tomar posições de grupo, departamento, escola, rejeitando o modelo de avaliação;
b) ultrapassar as quotas, solicitando Muito Bons e Excelentes, e bloqueando o processo interno de avaliação;d) tod@s @s avaliandos apontam objectivos iguais;
d) recusar, com fundamentação, @ avaliador/a proposto
e) recusar preencher o parâmetro referente aos resultados dos alunos na avaliação de desempenho
f) Outra. Diz qual comentando este post

Responde na sondagem que está no topo do blogue, à direita. Se consideras que há uma opção melhor do que qualquer destas, indica-a num comentário a este post.

Como entrar em Medicina sem nunca ter posto os pés num a escola secundaria....:)

É mais uma história de sucesso do Programa Novas Oportunidades, o tal programa tão elogiado pelo primeiro-ministro. Um programa que conduzirá Portugal ao primeiro lugar mundial nas estatísticas sobre Educação. Agora, ficamos a saber que Pedro Póvoa, atleta de Taekwondo, vai entrar em Medicina sem nunca ter posto os pés numa escola secundária. Desta forma, o Governo manda uma mensagem a todos os jovens portugueses: não é preciso estudar Biologia nem Química para entrar em Medicina. Nem é preciso frequentar o ensino secundário durante 3 anos. Bastam 6 meses no Nova Oportunidades. E a Ordem dos Médicos fica calada? Está revoltado? Não vale a pena revoltar-se. Não queira ser apelidado de 'pessimista de serviço'!

Já se sabia que o Nova Oportunidades está a dar diplomas do ensino secundário à velocidade da luz. Ficamos agora a saber que há quem veja nele o caminho mais curto para ser médico. Já tinhamos engenheiros civis sem Matemática e Física do secundário, economistas sem Matemática e linguistas sem Latim. Agora passamos a ter médicos que tiraram o 12º ano em 6 meses. Estudar Biologia? Para quê? Química? Não é preciso! Matemática? É chato!


Conceição Castro Ramos aposentou-se



Diário de Notícias
Sábado, 4 de Outubro de 2008
A presidente do Conselho Científico para a Avaliação dos Professores
(CCAP), estrutura que supervisiona todo o processo de análise e
classificação do desempenho, aposentou-se. Uma decisão surpreendente,
por acontecer precisamente numa altura em que as escolas estão a
generalizar a avaliação a todos os 140 mil profissionais da área.
Continua em:
Porque terá sido???

Pedido de demissão do cargo de avaliador

Boa noite colegas

Envio em anexo uma proposta para a qual peço sugestões de alteração ou comentários. Podem reenviar a quem entenderem. Todos os contributos são bem-vindos.
Saúde e bom trabalho
Manuel Beirão

ESCOLA SECUNDÁRIA DE CAMÕES

DEMISSÃO DO CARGO DE AVALIADOR – 2008/09

Considerando que:

1. O processo de avaliação dos professores definido pelo Ministério da Educação está, por enquanto, completamente e sistematicamente burocratizado, incompleto e confuso;

2. Os órgãos da escola têm, compreensivelmente, muita dificuldade em definir parâmetros previstos na lei indispensáveis para a implementação do processo;

3. O trabalho e o ambiente escolares estão a ser totalmente contaminados pelos problemas burocráticos criados por este modelo;

4. A quantidade de papéis, reuniões, discussões, etc. que os professores são obrigados a ler e a fazer não permite desempenhar a tarefa fundamental do professor que é ENSINAR;

Os professores abaixo assinados vêm apresentar ao Conselho Pedagógico, ao Conselho Executivo e ao Ministério da Educação a sua demissão do cargo de avaliadores para o qual foram indicados.

Lisboa, 2 de Outubro de 2008

Manuel Beirão dos Reis (Departamento de Filosofia)

MUDANÇAS NOS CONCURSOS - SUAS CONSEQUÊNCIAS

MUITO IMPORTANTE! MUDANÇAS NOS CONCURSOS - SUAS CONSEQUÊNCIAS

O ME está a preparar legislação que vai mudar radicalmente todo o processo de colocações. Essas mudanças vão afectar todos os professores, tanto os contratados como os do QZP ou do QE. Ora veja:

Criação de bolsa de recrutamento:
Aqui permanecerão todos os professores por colocar (QE, QZP, QA, Candidatos a Contrato) entre 31 de Agosto e 31 de Dezembro. É constituída anualmente.

Para que serve a bolsa?
Serve para substituir as actuais colocações cíclicas e é onde as escolas irão procurar professores para suprir necessidades transitórias.

Quem é colocado?
No primeiro momento (31 de Agosto) - São colocados os docentes:
1. de QA/QE sem componente lectiva;
2. de QZP sem provimento em QA/QE (não conseguiram transitar para um QA/QE)
3. que concorrem a Destacamento por Condições Específicas (DCE)
4. que concorrem a Destacamento para Aproximação à Residência (DAR)
candidatos a contratação.
No segundo momento (entre 1 de Setembro e 31 de Dezembro) - São colocados os docentes:
i. de QA/QE sem componente lectiva (não colocados no primeiro momento)
ii. de QZP sem provimento em QA/QE (não conseguiram transitar para um QA/QE e também não foram colocados no primeiro momento)
iii. candidatos a contratação

Como são colocados os professores desta bolsa?

No primeiro momento (31 de Agosto) - existe uma colocação nacional, realizada pela DGRHE, de acordo com as preferências manifestadas pelos candidatos.

No segundo momento (entre 1 de Setembro e 31 de Dezembro) - as escolas acedem directamente à bolsa de recrutamento, através de uma aplicação electrónica. Aí introduzem os elementos necessários à caracterização da sua necessidade de professor (grupo de recrutamento, horário e tempo previsível de contrato). A aplicação indica, de imediato, o docente que é colocado, de acordo com a sua graduação e as preferências manifestadas.
NOTA: No entanto, esse professor pode ser colocado numa preferência qualquer, mesmo que não caiba nas suas primeiras opções. Ou seja, no segundo ou no minuto seguinte outra escola poderá introduzir opções mais favoráveis para um docente já colocado. No entanto, nada haverá a fazer.

Notificação da colocação do professor:
A notificação dos professores colocados através desta Bolsa de Recrutamento é feita no momento em que a escola toma conhecimento de qual o professor colocado. Este é informado através do seu endereço de correio electrónico pessoal (indicado no momento da candidatura).
NOTA: Não há, neste 2.º momento, publicitação de quaisquer listas de colocados.

Consequências das alterações para os actuais quadros de escola e para os docentes que pertençam a um QE no momento da transição:

No caso de pertencer a um QE de uma escola que está integrada em Agrupamento, transita de imediato para o Quadro desse Agrupamento;
Os docentes colocados numa escola por força da extinção/fusão de escola(s) ou reestruturação de rede de estabelecimentos de educação e ensino são integrados nos Quadros de Agrupamento ou de Escola Não Agrupada em que se encontram (esta será uma medida transitória que só se aplicará este ano);

Consequências para os docentes que pertencem a um QZP no momento da transição:

São obrigados a concorrer ao Concurso de Quadros de Agrupamento ou de Escolas Não Agrupadas;
NOTA: A obrigatoriedade é de concorrerem a um mínimo de 4 das actuais Zonas Pedagógicas, o que levará a que muitos docentes só consigam integrar um quadro muito distante da actual área possível para a sua colocação voluntária.
Se não forem colocados em QA ou QE, mantêm-se como QZP e integram a Bolsa de Recrutamento;
NOTA: Poderá haver docentes com melhor graduação a obterem uma colocação em QA muito mais distante do que aquela que poderão obter os docentes menos graduados na bolsa de recrutamento, mas com os mesmo direitos profissionais.
NOTA IMPORTANTE: os lugares que permanecem de QZP passam a ser negativos e extinguem-se quando os docentes que os ocupam forem colocados em QA ou em QE.

Periodicidade das colocações, situação do docente e duração da colocação:


1. QA/QE s/ componente lectiva: 4 ANOS
2. QZP que não obteve lugar em QA/QE: 4 ANOS
3. DCE: 4 ANOS
4. DAR (QA/QE): 4 ANOS
5. CONTRATAÇÃO: Colocação Anual (*)
(*) Podem renovar até limite de 4 anos

Quando não se mantiver a necessidade, o docente integra a Bolsa de Recrutamento

Condições para a renovação do contrato:
1. Desde que não haja, em Bolsa de Recrutamento, docentes do QE/QA ou QZP, do mesmo grupo de recrutamento e que tenham manifestado preferência por esse agrupamento ou escola não agrupada;

2. Colocação em horário completo, com efeito a 1 de Setembro;

3. Manutenção de horário lectivo completo;

4. Última Avaliação do Desempenho, no mínimo, de Bom;

5. Parecer positivo do órgão de gestão.

Critérios de graduação:


[O Ministério da Educação introduz uma nova variável nos critérios de graduação e que está directamente relacionada com a avaliação do desempenho, apesar de no ECD (imposto pelo ME) não estar previsto este efeito]
1. Classificação profissional
2. Tempo de serviço
3. Última avaliação do desempenho:
- Excelente: + 5 valores
- Muito Bom: + 3 valores
- Bom: + 2 valores
- Outras situações: + 0 valores

Calendários dos concursos e colocações:


1. Novembro 2008 - levantamento de vagas

2. Janeiro 2009 - preparação do aviso de abertura

3. Fevereiro 2009 - abertura do concurso

4. Junho 2009 - colocações resultantes dos concursos de quadros e de ingresso

5. 31 Agosto 2009 - colocação nacional da bolsa de recrutamento

6. Setembro a Dezembro 2009 - acesso directo das escolas à bolsa de recrutamento

7. Janeiro a Junho 2010 - contratação de escola (DL 35)

Blog sobre avaliação de professores, avaliação de escolas e materiais para todas as áreas curriculares


Tempo de Serviço Congelado


A contagem do tempo de serviço 'congelado'
Entre 30 de Agosto de 2005 e 31 de Dezembro de 2007 os docentes viram-se impedidos de progredir nos escalões da carreira por via do chamado 'congelamento do tempo de serviço'. Tal congelamento não foi mais do que o roubo de 28 meses de tempo de serviço prestado efectivamente pela generalidade dos docentes, para efeitos de progressão na carreira, situação que se mantém para os docentes do ensino superior e para os de ministérios que ainda não adaptaram as regras do novo ECD. Tal situação é manifestamente injusta e tem de ser combatida em todos os planos.
Na Região Autónoma dos Açores os docentes alcançaram o direito a que esse tempo de serviço lhes seja integralmente contado. Esta é uma medida que temos de conquistar para todos os docentes.

E querem que eu dê aulas???


Faço projectos, planos, planificações;
Sou membro de assembleias, conselhos, reuniões;
Escrevo actas, relatórios e relações;
Faço inventários, requerimentos e requisições;
Escrevo actas, faço contactos e comunicações;
Consulto ordens de serviço, circulares, normativos e legislações;
Preencho impressos, grelhas, fichas e observações;
Faço regimentos, regulamentos, projectos, planos, planificações;
Faço cópias de tudo, dossiers, arquivos e encadernações;
Participo em actividades, eventos, festividades e acções;
Faço balanços, balancetes e tiro conclusões;
Apresento, relato, critico e envolvo-me em auto-avaliações;
Defino estratégias, critérios, objectivos e consecuções;
Leio, corrijo, aprovo, releio múltiplas redacções;
Informo-me, investigo, estudo, frequento formações;
Redijo ordens, participações e autorizações;
Lavro actas, escrevo, participo em reuniões;
E mais actas, planos, projectos e avaliações;
E reuniões e reuniões e mais reuniões!...

E depois ouço,
alunos, pais, coordenadores, directores, inspectores,
observadores, secretários de estado, a ministra
e, como se não bastasse, outros professores,
e a ministra!...

Elaboro, verifico, analiso, avalio, aprovo;
Assino, rubrico, sumario, sintetizo, informo;
Averiguo, estudo, consulto, concluo,
Coisas curriculares, disciplinares, departamentais,
Educativas, pedagógicas, comportamentais,
De comunidade, de grupo, de turma, individuais,
Particulares, sigilosas, públicas, gerais,
Internas, externas, locais, nacionais,
Anuais, mensais, semanais, diárias e ainda querem mais?

- E...

Querem que eu dê aulas!?...


EU BEM QUERIA PODER CONTINUAR A SER PROFESSOR !!!

MAS... acreditem que burocrata JAMAIS O SEREI !!!

Pelo direito à liberdade de SER !!!

Imaginem...por Mário Crespo

Imaginem
00h30m


Imaginem que todos os gestores públicos das setenta e sete empresas do
Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados.


Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade.
Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação.


Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais
baratos e que reduziam as suas dotações de combustíve em dez por cento.


Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento
também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões
de crédito das empresas. Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado
para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram
usados em funções do Estado.


Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e
passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público. Imaginem que
gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e
não se quer reformar. Imaginem que os gestores públicos do passado, que são
os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam
uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões.
Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam,
todos, muito acima dos mil contos por mês.


Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por
consciência. Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas
públicas. Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se
criavam. Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas
creches e nos lares. Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para
reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de
saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por
uma operação às cataratas.


Imaginem remédios dez por cento mais baratos. Imaginem dentistas incluídos
no serviço nacional de saúde. Imaginem a segurança que os municípios podiam
comprar com esses dinheiros. Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem
paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada. Imaginem as pensões
que se podiam actualizar. Imaginem todo esse dinheiro bem gerido. Imaginem
IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à
velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.


Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar
dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura
de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete
empresas públicas em Portugal. Imaginem que a histórica decisão de Fernando
Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente
dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.


Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão
prejuízo. Imaginem que País podíamos ser se o fizéssemos. Imaginem que País
seremos se não o fizermos.


Justiça em Portugal





O país das telenovelas e do futebol!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

- Processo Casa Pia: nada

- Processo Apito Dourado: nada

- Assassinatos de seguranças na noite: nada

- Caso Maddie: nada (com direito a humilhaçãozinha no estrangeiro...)

- Caso Freeport: nada

- Caso dos sobreiros PP: nada

- Caso BCP: nada

- Caso Vale e Azevedo: nada

- Operação Furacão: nada

Mas soube-se prender um jovem que fez um download de música ...
- YEAAAAAAAAH!!...

Primeiro português condenado à prisão por pirataria musical na internet!...

O indivíduo poderá passar entre 60 a 90 dias atrás das grades por ter
feito o download e partilhado música ilegalmente!...





Festa de fim de falência

Executivos da AIG festejam fim de falência em "resort" de luxo.
A Casa Branca classificou, esta quarta-feira, de "repugnante" a 
atitude de executivos de topo da AIG/Life que, para comemorar a 
exorcização do fantasma da falência, esbanjaram centenas de milhar
de dólares num luxuoso "resort" californiano.
A seguradora American International Group Inc. - AIG foi salva 
"in extremis" da falência através de uma injecção de 85 mil milhões
de dólares (62 mil milhões de euros) aprovada pela administração do
 presidente George W. Bush.
De acordo com um inquérito parlamentar em curso, os executivos em 
causa - que não do sector financeiro da seguradora, alegadamente 
responsáveis pelo descalabro - esbanjaram 440 mil dólares 
(320 mil euros) no "resort", em banquetes, spa e partidas de golfe.
"É repugnante", declarou indignada Dana Perino, porta-voz da Casa Branca.
A AIG/Life pagou todos os gastos a estes executivos no "resort" 
Saint Regis, a sul de Los Angeles, na Califórnia.
Da despesa global, 23.380 dólares (17 mil euros) foram para 
tratamentos vários no spa, de acordo com facturas na posse da 
comissão parlamentar que conduz a investigação.   
"O presidente George W.Bush não avançou com a mega injecção de 
capital na seguradora para beneficiar executivos de topo", 
sublinhou Dana Perino. E concluiu: "Foi antes para proteger o 
cidadão comum" de uma falência com consequências imprevisíveis para 
o seu quotidiano.   A porta-voz nada adiantou sobre as eventuais 
sanções que poderão enfrentar a seguradora e os executivos 
denunciados.             

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Rankings e xanax - Bem visto...





Daniel Oliveira Expresso, 13 de Setembro
Rankings e xanax
Esta semana evite a companhia de professores. Falar com qualquer um deles pode deixá-lo em mau estado. Vivem, nos dias que correm, em depressão colectiva. A sucessão de reformas, contra-reformas e contra-contra-reformas, a destruição do que se foi fazendo de bom - do ensino especial ao ensino artístico -, a incompetência desta equipa ministerial e o linchamento público de uma classe inteira tem os resultados à vista: as aulas recomeçam com professores tão motivados como um vegetariano perante um bife na pedra.

Sabem que os espera apenas uma novidade: a avaliação do seu desempenho. E é, ao que parece, tudo o que interessa a toda a gente: a avaliação dos professores, a avaliação dos alunos, a avaliação das escolas, a avaliação do sistema educativo português.
Tenho uma coisa um pouco fora do comum para dizer sobre o assunto: a escola serve para ensinar e aprender. Se isto falha, os exames, as avaliações e os 'rankings' são irrelevantes. Talvez não fosse má ideia, enquanto se avaliam os professores, dar-lhes tempo para eles fazerem aquilo para que lhes pagamos em vez de os soterrar em burocracia. Enquanto se exigem mais e mais exames, garantir que os miúdos aprendem com algum gosto qualquer coisa entre cada um deles.
Enquanto se fazem 'rankings', conseguir que a escola seja um lugar de onde não se quer fugir. E enquanto se culpam os professores pelo atraso cultural do país, perder um segundo a ouvir o que eles têm para dizer. Agora que já os deixámos agarrados ao Xanax, acham que é possível gastar algumas energias a dar-lhes razões para gostarem do que fazem? Se não for por melhor razão, só para desanuviar o ambiente nos edifícios onde os nossos filhos passam uma boa parte do dia.




A Simpflificação - Primeiro Passo

Já se diz por aí, nos mentideros, que ontem reuniu o Conselho das Escolas com toda a equipa ministerial: a Maria de Lurdes Rodrigues, o Valter "Excesso Grave de Faltas" Lemos e o Jorge "Sinistro" Pedreira. Ainda não tive confirmação se o Ingº esteve presente. Pode ser que ...mais logo.
Ao que me sopraram, a grande novidade da sessão de "informações" (até no Magalhães se falou) foi sobre a avaliação dos professores.
Parace que vai ser centralizada através de uma aplicação na internet. Vai fazer-se tudo online?!?!
Estavam os professores preocupados com as metas, os objectivos mínimos e as notas máximas... Calma! Ainda têm tempo. Aguardem pela aplicação...
Pensavam eles, erradamente, que se ia manter o modelo de avaliação;
Culpabilizavam os sindicatos por se terem comprometido com um mau acordo...
Nada disso!
A Ministra da Educação, afinal não é assim tão má para os professores.
No momento em que todos estavam a desesperar com as grelhas, os objectivos e todas as outras fatalidades , repito, fatalidades, a ilustre Ministra da Educação de Portugal foi ao Parlamento das Escolas anunciar um modelo simplificado: A Avaliação pela Internet!

Modelo simplificado de Avaliação de Desempenho Docente Pela Internet
2008/2009

Há uma "aplicação" centralizada na DGRHE para se aplicar o modelo
Os professores inscrevem-se na "aplicação" tal qual para os concursos, com login e password
É-lhes colocado um chip informático de identificação
Os avaliadores, já chipados na qualidade de avaliados, avaliam também pela internet
A Big Mother controla todo o processo, verificando da legalidade, das notas que cada um dá e que cada um obtém, dos objectivos e tudo o mais...
No fim do processo, imprimem-se as fichas e... já está.
A menos que haja surpresas, não demorará muito a que os professores estejam todos com um bonita trelinha (electrónica, claro) nos seus ilustres pescoços.

Reitor

www.educacaosa.blogspot.com/2008/10/simpflificao-primeiro-passo.html

Ver
www.educar.wordpress.com/2008/10/07/o-ultra-simplex-tecnologico-a-caminho/

Divulgue!


quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Deputados a professor titular


Divulgar este mail aos vossos contactos...

Deputados a professor titular


Pois é colegas:
Para quem não tem memória curta e ouviu a ministra dizer que os professores titulares eram necessários, eram professores que eram a base das nossas escolas, os professores com mais experiência no terreno, os k tinham muito a ensinar aos outros...ahahahahaha!!!!
Essa parte nós ainda podíamos pensar que era ingenuidade da ministra coitada!!!
Vive num mundo à parte...pensava que se calhar era assim...
Mas agora o k me dizem deste concurso para titulares extraordinário???
Vejam só quem pode concorrer...
Vejam são as bases da escola....
São os professores com mais experiência....só k nem sequer estão na escola para o provar e nem precisam,,, porque se criou um concurso especial para eles, coitadinhos destacados noutros sítios e que já nem sabem o k é uma escola há décadas....
Que vergonha!
E os sindicalistas que atacavam o governo? Será que vão resistir e não concorrer? A ver vamos!!!!
E assim vai o país,,,,e a educação...e a motivação dos nossos professores é sem dúvida cada vez maior, aliás só pode ser!!!!





Deputados a prof. titular


Divulguem este mail para os vossos contactos

Os deputados do PS estão contra nós, mas querem ser titulares sem
porem os pés na escola.

Que VERGONHA!

Retirado da Ordem Trabalhos hoje Ministerio da Educação / Plataforma:

Ponto 8. Acesso à categoria de Professor Titular para os Professores
em exercício de funções ou actividades de interesse público,
designadamente, enquanto Deputados à Assembleia da República e ao
Parlamento Europeu,Autarcas, Dirigentes da Administração Pública,
Dirigentes de Associações Sindicais e Profissionais.

Agora é que não percebo nada! Mas agora já se pode 'atingir o topo'...
mesmo estando 'fora' da escola?

Todas as mudanças que o ME quis fazer não foram para acabar com 'isso'?

Não ia ser titular apenas quem provasse, 'no terreno', a sua excelência?

Dizem uma coisa, fazem outra... a toda a hora!

Depois de se terem 'esquecido' dos que antes estiveram nessas funções,
no primeiro concurso....: mais um concurso extraordinário? ou só conta
daqui para a frente? E os «tristes» que ficaram para trás?

Tem que ser o tribunal a dar-lhes razão?

O novo 4º escalão será, provavelmente, para os

'Professores-titulares-avaliadores'.

Deste modo, cria um 'estatuto' diferente para quem é avaliador e foge
às incompatibilidades de avaliador e avaliado concorrerem às mesmas
cotas.

Quantos chegaram a titular por haver uma vaga na escola e não ter mais
ninguém a concorrer, no entanto escolas houve em que colegas com quase
o dobro dos pontos não acederam a PT porque não havia vaga, e com isto
só quero dizer e afirmar da injustiça desta peça, monstruosamente montada
e maquiavelicamente posta em prática que é a dos professores
titulares.

Esta proposta do PM é inaceitável.

Espero que professores e sindicatos estejam bem conscientes desta
proposta que é verdadeiramente ofensiva, para não dizer outra coisa!

Tenhamos dignidade e não nos deixemos vender.

Esta é das propostas mais repugnantes jamais feitas por um governo.

Oferecem tachos a sindicalistas, boys e girls das direcções gerais dos
vários ministérios e há uma tentativa de oferecer aos professores
avaliadores um 'acesso' ao 4º escalão de titular.

*Chegamos ao limite da indecência e a resposta só pode ser uma*:
revisão do ECD, anulação da divisão da carreira e combate total a esta
avaliação.
via e-mail

Jorge Pedreira desvenda mistério da avaliação de professores



Jorge Pedreira admitiu o óbvio: a Avaliação do Desempenho não tem por
objectivo cimeiro aumentar a qualidade da oferta educativa das escolas
e, muito menos, promover o desenvolvimento profissional dos docentes.
Nas palavras do Secretário de Estado (que é Jorge mas que de educação
nada percebe) apenas visa contribuir para a redução do défice público.
-- Eureka!



O enigma da má-fé ministerial fica finalmente revelado.


No fórum da 'TSF' da manhã de hoje, Pedreira, justificou os motivos
pelos quais o ME discorda da proposta de António Vitorino em adiar a
avaliação e testar-se o modelo preconizado pelo M.E. em escolas piloto
durante um ou dois anos.


Pedreira (o Jorge, que até é secretário da ministra Lurdes), confessou
o politicamente inconfessável: '*Terá de haver avaliação para que os
professores possam progredir na carreira e assim possam vir beneficiar
de acréscimos salariais*' (sic).


Ou seja, aquilo que hoje se discute no mundo ocidental (democrático e
desenvolvido, como rotula mas desconhece a 'primeira ministra'), gira
em torno da dicotomia de se saber se a avaliação do desempenho docente
serve propósitos de requalificação educativa (se para isso
directamente contribui) ou se visa simplesmente constituir-se em mais
um instrumento de redução do défice público.


Nesta matéria, Pedreira (o tal que é Jorge e ao mesmo tempo teima em
ser secretário da ministra que também parece oriunda de uma pedreira),
foi claro: *Importa conter a despesa do Estado com a massa salarial
dos docentes *; o resto (a qualidade das escolas e do desempenho dos
professores) é tanga(!!!).


Percebe-se, assim, porque motivo este modelo de avaliação plagia
aquele que singra na Roménia, no Chile ou na Colômbia. Países aos
quais a OCDE, o FMI, o *New Public Management* americano, impôs: *a
desqualificação da escola pública em nome da contenção da despesa
pública*; Percebe-se, assim, porque razão a ministra Maria de Lurdes
(que tem um secretário que, como ela, também é pedreira) invoque a
Finlândia para revelar dados estatísticos de sucesso escolar e a
ignore em matéria de avaliação do desempenho docente.

Percebo a ministra pedreira: não se pode referenciar aquilo que não existe.


A Finlândia, com efeito, não tem em vigor qualquer sistema ou modelo
formal e oficial de avaliação do desempenho dos professores!


Agradeço à pedreira intelectual que grassa no governo de Sócrates (que
por acaso não é pedreiro -- até é engenheiro), finalmente nos ter
brindado com tão eloquente esclarecimento. Cito-os:

*A avaliação dos Docentes é mais um adicional instrumento legislativo
para combater o défice público (!).


Obrigado, Srs. Pedreiras, pela clarificação do óbvio.

*P. S. - Passem palavra e não queremos acordos!!!*

Cirurgiões ...

Cinco cirurgiões discutiam sobre quais os melhores pacientes numa sala de operações
Dizia o primeiro:
- Gosto de operar contabilistas porque, quando os abres, todos os órgãosestão numerados e ordenados.
O segundo retorquiu:
- Sim, mas melhor são os electricistas porque todos os órgãos estão codificados por cores. Não há qualquer risco de engano.
Ao que respondeu o terceiro:
- Qual quê!!! Os melhores são os bibliotecários. Dentro deles tudo está ordenado alfabeticamente.
O quarto cirurgião opinou:
- Não há como os mecânicos. Eles até já transportam uma reserva dos órgãos que são necessários substituir.
Finalmente, disse o quinto:
- Deixem-me discordar de todos vocês, meus caros companheiros mas, em minha opinião, os melhores pacientes para operar são os políticos. Não têm coração, não têm estômago nem tomates. Além disso, pode-se-lhes trocar o cérebro com o cú que ninguém dá conta de nada ...

Reencaminhem para atingir os 140 000 mil professores e educadores

>
> ________________________________
>
> > E daqui não levam NADA!!!!
> Não é uma questão de política. É uma questão de MORAL e de resperiot por NÓS.
> > Reencaminhem para atingir os 140 000 mil professores e educadores
> >
> > A DERROTA DAS MAIORIAS
> >
> > O governo governa com a maioria e não com as manifestações da Rua, diz o Sr.
> > Primeiro Ministro. É verdade, se o PS não tivesse a maioria, o Governo nunca
> > teria tido a coragem de insultar os professores, nem de aprovar o novo estatuto
> > da carreira docente, que é um insulto a quem presta tão nobre serviço à Nação.
> >
> > Já foi votada no Parlamente por três vezes a suspensão do novo
> > estatuto da carreira
> >
> > docente e das três o PS votou contra suspensão.
> > As maiorias só favorecem os poderosos, as classes trabalhadoras que produzem
> > riqueza saem sempre a perder. É fácil para quem tem vencimentos chorudos vir
> > à televisão pedir para que apertemos o cinto.
> >
> >
> > Colegas, chegou o momento de ajustar contas com o PS. Se este partido tivesse
> > menos de 1% do votos expressos nas últimas eleições, não teria a maioria e
> > nunca teria tido a coragem de promover esta enorme afronta aos professores.
> > Somos 150.000, o equivalente a 3% dos votos nacionais expressos. Se nas
> > próximas eleições, que são dentro de um ano, todos os professores votarem em
> > massa em todos os partidos excepto no PS, este partido nunca mais volta a ter a
> > maioria e será a oportunidade soberana de devolver ao Sr. Sócrates as
> > amêndoas amargas que ofereceu aos professores.
> >
> >
> > Colegas, quem foi capaz de ir do Minho, Trás-os-Montes, Algarve, Madeira e
> > Açores a Lisboa, também consegue nas próximas legislativas dirigir-se à sua
> > assembleia de voto e votar a derrota do PS.
> > Em Portugal há partidos para todos os gostos, quer à direita quer à esquerda
> > do PS, é só escolher, maiorias nunca mais.
> > Os professores, para além de terem a capacidade de retirarem a maioria ao PS,
> > têm a capacidade de o derrotar, basta para isso que os professores convençam
> > metade dos maridos ou mulheres, metade dos seus filhos maiores, metade dos
> > seus pais e um vizinho a não votar PS, e já são mais de 500.000, foram os votos
> > que o PS teve a mais que a oposição.
> >
> >
> > Os professores estão pela primeira vez unidos, esta união é para continuar, e
> > têm uma ferramenta poderosa ao seu alcance, a Internet, que nos põe em
> > contacto permanente uns com os outros.
> >
> >
> > Senão vejamos, esta mensagem vai ser enviada a cinco colegas. Se cada um
> > dos colegas enviar a mais cinco dá 25. Se estes enviarem a mais cinco dá 125.
> >
> > Se estes enviarem a mais cinco dá 625. Se estes enviarem a mais cinco dá 3.125.
> > Se estes enviarem a mais cinco dá 15.625. Se estes enviarem a mais cinco
> > dá 78.125. se este enviarem a mais cinco dá 390.625, isto é, o dobro dos
> > professores que há em Portugal.
> >
> > À sétima vez que esta mensagem for reenviada todos os colegas ficarão a saber
> >
> > a informação que ela contém.
> >
> > Começou oficialmente a campanha eleitoral dos professores contra o PS:
> >
> > 'VOTA À DIREITA OU À ESQUERDA! NÃO VOTES PS!
> >
> >

Como é a análise do nosso pais



E Infelizmente e é mesmo uma muito boa análise........




Portugal visto de Espanha. AS VERDADES OCULTAS EM PORTUGAL

LISBOA, 21 sep (IPS) - Indicadores económicos y sociales periódicamente
divulgados por la Unión Europea (UE) colocan a Portugal en niveles de
pobreza e injusticia social inadmisibles para un país que integra desde 1986
el 'club de los ricos' del continente.
Pero el golpe de gracia lo dio la evaluación de la Organización para la
Cooperación y el Desarrollo Económicos (OCDE): en los próximos años Portugal
se distanciará aún más de los países avanzados.
La productividad más baja de la UE, la escasa innovación y vitalidad del
sector empresarial, educación y formación profesional deficientes, mal uso
de fondos públicos, con gastos excesivos y resultados magros son los datos
señalados por el informe anual sobre Portugal de la OCDE, que reúne a 30
países industriales.
A diferencia de España, Grecia e Irlanda (que hicieron también parte del
'grupo de los pobres' de la UE), Portugal no supo aprovechar para su
desarrollo los cuantiosos fondos comunitarios que fluyeron sin cesar desde
Bruselas durante casi dos décadas, coinciden analistas políticos y
económicos.
En 1986, Madrid y Lisboa ingresaron a la entonces Comunidad Económica
Europea con índices similares de desarrollo relativo, y sólo una década
atrás, Portugal ocupaba un lugar superior al de Grecia e Irlanda en el
ranking de la UE. Pero en 2001, fue cómodamente superado por esos dos
países, mientras España ya se ubica a poca distancia del promedio del
bloque.
'La convergencia de la economía portuguesa con las más avanzadas de la OCE
pareció detenerse en los últimos años, dejando una brecha significativa en
los ingresos por persona', afirma la organización.
En el sector privado, 'los bienes de capital no siempre se utilizan o se
ubican con eficacia y las nuevas tecnologías no son rápidamente adoptadas',
afirma la OCDE.
'La fuerza laboral portuguesa cuenta con menos educación formal que los
trabajadores de otros países de la UE, inclusive los de los nuevos miembros
de Europa central y oriental', señala el documento.
Todos los análisis sobre las cifras invertidas coinciden en que el problema
central no está en los montos, sino en los métodos para distribuirlos.
Portugal gasta más que la gran mayoría de los países de la UE en
remuneración de empleados públicos respecto de su producto interno bruto,
pero no logra mejorar significativamente la calidad y eficiencia de los
servicios.
Con más profesores por cantidad de alumnos que la mayor parte de los
miembros de la OCDE, tampoco consigue dar una educación y formación
profesional competitivas con el resto de los países industrializados.
En los últimos 18 años, Portugal fue el país que recibió más beneficios por
habitante en asistencia comunitaria
. Sin embargo, tras nueve años de
acercarse a los niveles de la UE, en 1995 comenzó a caer y las perspectivas
hoy indican mayor distancia.
Dónde fueron a parar los fondos comunitarios?, es la pregunta insistente en
debates televisados y en columnas de opinión de los principales periódicos
del país. La respuesta más frecuente es que el dinero engordó la billetera
de quienes ya tenían más.
Los números indican que Portugal es el país de la UE con mayor desigualdad
social y con los salarios mínimos y medios más bajos del bloque, al menos
hasta el 1 de mayo, cuando éste se amplió de 15 a 25 naciones
.
También es el país del bloque en el que los administradores de empresas
públicas tienen los sueldos más altos
.
El argumento más frecuente de los ejecutivos indica que 'el mercado decide
los salarios'. Consultado por IPS, el ex ministro de Obras Públicas
(1995-2002) y actual diputado socialista João Cravinho desmintió esta
teoría. 'Son los propios administradores quienes fijan sus salarios,
cargando las culpas al mercado', dijo
.
En las empresas privadas con participación estatal o en las estatales con
accionistas minoritarios privados, 'los ejecutivos fijan sus sueldos
astronómicos (algunos llegan a los 90.000 dólares mensuales, incluyendo
bonos y regalías) con la complicidad de los accionistas de referencia',
explicó Cravinho.
Estos mismos grandes accionistas, 'son a la vez altos ejecutivos, y todo
este sistema, en el fondo, es en desmedro del pequeño accionista, que ve
como una gruesa tajada de los lucros va a parar a cuentas bancarias de los
directivos', lamentó el ex ministro.
La crisis económica que estancó el crecimiento portugués en los últimos dos
años 'está siendo pagada por las clases menos favorecidas', dijo.
Esta situación de desigualdad aflora cada día con los ejemplos más variados.
El último es el de la crisis del sector automotriz.
Los comerciantes se quejan de una caída de casi 20 por ciento en las ventas
de automóviles de baja cilindrada, con precios de entre 15.000 y 20.000
dólares.
Pero los representantes de marcas de lujo como Ferrari, Porsche,
Lamborghini, Maserati y Lotus (vehículos que valen más de 200.000 dólares),
lamentan no dar abasto a todos los pedidos, ante un aumento de 36 por ciento
en la demanda. Estudios sobre la tradicional industria textil lusa, que fue
una de las más modernas y de más calidad del mundo, demuestran su
estancamiento, pues sus empresarios no realizaron los necesarios ajustes
para actualizarla.
Pero la zona norte donde se concentra el sector textil, tiene más autos
Ferrari por metro cuadrado que Italia
.
Un ejecutivo español de la informática, Javier Felipe, dijo a IPS que según
su experiencia con empresarios portugueses, éstos 'están más interesados en
la imagen que proyectan que en el resultado de su trabajo'
.
Para muchos 'es más importante el automóvil que conducen, el tipo de tarjeta
de crédito que pueden lucir al pagar una cuenta o el modelo del teléfono
celular, que la eficiencia de su gestión', dijo Felipe
, aclarando que hay
excepciones.
Todo esto va modelando una mentalidad que, a fin de cuentas, afecta al
desarrollo de un país', opinó.
La evasión fiscal impune es otro aspecto que ha castrado inversiones del
sector público con potenciales efectos positivos en la superación de la
crisis económica y el desempleo, que este año llegó a 7,3 por ciento de la
población económicamente activa.
Los únicos contribuyentes a cabalidad de las arcas del Estado son los
trabajadores contratados, que descuentan en la fuente laboral. En los
últimos dos años, el gobierno decidió cargar la mano fiscal sobre esas
cabezas, manteniendo situaciones 'obscenas' y 'escandalosas', según el
economista y comentarista de televisión Antonio Pérez Metello.
'En lugar de anunciar progresos en la recuperación de los impuestos de
aquellos que continúan riéndose en la cara del fisco, el gobierno
(conservador) decide sacar una tajada aun mayor de esos que ya pagan lo que
es debido, y deja incólume la nebulosa de los fugitivos fiscales, sin
coherencia ideológica, sin visión de futuro', criticó Metello.
La prueba está explicada en una columna de opinión de José Vitor Malheiros,
aparecida este martes en el diario Público de Lisboa, que fustiga la falta
de honestidad en la declaración de impuestos de los lamados profesionales
liberales.
Según esos documentos entregados al fisco, médicos y dentistas declararons), los arquitectos d
ingresos anuales promedio de 17.680 euros (21.750 dólares), los abogados de
10.864 (13.365 dólaree 9.277 (11.410 dólares) y los
ingenieros de 8.382 (10.310 dólares).
Estos números indican que por cada seis euros que pagan al fisco, 'le roban
nueve a la comunidad', pues estos profesionales no dependientes deberían
contribuir con 15 por ciento del total del impuesto al ingreso por trabajo
singular y sólo tributan seis por ciento, dijo Malheiros
.
Con la devolución de impuestos al cerrar un ejercicio fiscal, éstos 'roban
más de lo que pagan, como si un carnicero nos vendiese 400 gramos de bife y
nos hiciese pagar un kilogramo, y existen 180.000 de estos profesionales
liberales que, en promedio, nos roban 600 gramos por kilo', comentó con
sarcasmo.
Si un país 'permite que un profesional liberal con dos casas y dos
automóviles de lujo declare ingresos de 600 euros (738 dólares) por mes, año
tras año
, sin ser cuestionado en lo más mínimo por el fisco, y encima recibe
un subsidio del Estado para ayudar a pagar el colegio privado de sus hijos,
significa que el sistema no tiene ninguna moralidad', sentenció.








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Títulos enigmáticos



Títulos enigmáticos

Dois títulos enigmáticos da primeira página do último Expresso;
Primeiro: "Gago fecha Moderna"
E por que não "Surdo abre Antiga" ou "Coxo inaugura Contemporânea"?
Segundo: "C. Santos não quer vender Mercedes a ciganos"
E por que não: "B. Lopes não quer vender BMW a pretos"? ou "J. Silva não quer vender Audis a chinocas"?

Poema sobre o computador 'Migalhães'

Lá vem pelo avelar
O filho do Zé João
Vem do centro escolar
Cansado de palmilhar
A caminho da povoação

Não há médico na aldeia
E a antiga escola fechou
Não tem carne para a ceia
Nem petróleo para a candeia
Porque o dinheiro acabou

O seu pai foi para França
Trabalhar na construção
E a mãe desta criança
Trabalha na vizinhança
Lavando pratos e chão

Mas o puto vem contente
Com o Migalhães na mão
E passa por toda a gente
Em alegria aparente
De quem já sabe a lição

Um senhor muito invulgar
Que chegou com mais senhores
Veio para visitar
O novo centro escolar
E dar os computadores

E lá vem o Joãozinho
No seu contínuo vaivém
Calcorreando o caminho
Desesperando sozinho
À espera da sua mãe

Neste país de papões
A troco de dois vinténs
Agravam-se as disfunções
O rico ganha milhões
E o pobre Migalhães!!!

O cérebro de Valter Lemos merecia ser estudado!


Valter Lemos desvaloriza aposentações entre os professores

O secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, desvalorizou hoje as aposentações entre os professores, atribuindo o facto de quatro mil docentes terem pedido a aposentação nos últimos dez meses (o dobro do ano passado) às alterações na lei da reforma.

"A idade da reforma aumentou e, naturalmente, mais pessoas pediram a aposentação, mas isso aconteceu em todas as profissões", declarou, falando aos jornalistas na Fundação de Serralves, no Porto, onde participou no Encontro Nacional de Professores.

Considerando que a notícia avançada pelo "Jornal de Notícias" é "uma manipulação dos números", o representante do Governo qualificou como ilegítima qualquer associação entre a duplicação dos pedidos de aposentação e a desmotivação dos professores. "Não acho nada que os professores tenham falta de motivação, bem pelo contrário: os resultados escolares em Portugal melhoraram e muito e isso deve-se ao trabalho dos professores", afirmou, insistindo que as aposentações também aumentaram entre "médicos, enfermeiros, juízes e advogados". (Natália Faria)

Este secretário de Estado é um portento em matéria de lógica e argumentação. Um tipo não sabe mesmo se não será ele o verdadeiro Zé Carlos que faltou um pouco ao primeiro programa dos Gato Fedorento para a Sic.

Vejamos:

· As pessoas reformam-se mais cedo porque a idade da aposentação aumenta. Tem toda a lógica. Aliás, quando um Governo aumenta a idade da aposentação é para que as pessoas se reformem mais cedo. Julgo que é óbvio, evidente e transparente. É que mesmo que se argumente que, do ponto de vista do ME, as aposentações são benéficas em termos orçamentais, do lado do pagamento das prestações sociais não é tanto assim. MAs…

· Depois temos o facto da notícia ser, aparentemente, uma «manipulação dos números». Vindo de quem vem só podemos considerar isto um exercício sublime de amnésia ou auto-ironia. Quem costuma atirar números para o ar sem grande fundamento e de forma selectiva é exactamente o ME (caso da assiduidade dos docentes, da cobertura dos gastos pela ASE): Mas se o SE Lemos ainda demonstrasse onde se encontra a manipulação poderíamos compreende-lo. Como apenas a enuncia, de nada adianta. Eu posso dizer que os gatos com quatro patas são todos resultado de uma manipulação genética que, sem a devida demonstração, isso não se transforma numa verdade.

· Mas o que é sempre interessante é que, apesar de ser uma manipulação, Valter Lemos dá por adquirido esse aumento das aposentações, apenas achando que também ocorre em outras profissões. Pena que, de novo, lhe tenha falhado a demonstração de aumento equivalente de aposentações entre médicos, juízes e advogados. Entre os enfermeiros, até acredito.

· Por fim, embora achando que os dados são manipulados, Valter Lemos não associa o inexistente aumento de aposentações com a «desmotivação dos docentes». pelo contrário acha-os motivados, pois até os alunos têm vindo a ter melhores notas. Arre… que o senhor excelentíssimo secretário de estado realmente tem umas circunvoluções cerebrais que me deixam abismado. Qual cérebro de Lenine, qual cérebro de Darwin. Este cérebro é que merece ser estudado em detalhe quando essa oportunidade se apresentar. É que o génio, em modelo supra, mora aqui. Numa embalagem improvável. Mas é mesmo aqui.



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Demissão do cargo de avaliador



ESCOLA SECUNDÁRIA DE CAMÕES

DEMISSÃO DO CARGO DE AVALIADOR – 2008/09

Considerando que:

1. O processo de avaliação dos professores definido pelo Ministério da Educação está, por enquanto, completamente e sistematicamente burocratizado, incompleto e confuso;

2. Os órgãos da escola têm, compreensivelmente, muita dificuldade em definir parâmetros previstos na lei indispensáveis para a implementação do processo;

3. O trabalho e o ambiente escolares estão a ser totalmente contaminados pelos problemas burocráticos criados por este modelo;

4. A quantidade de papéis, reuniões, discussões, etc. que os professores são obrigados a ler e a fazer não permite desempenhar a tarefa fundamental do professor que é ENSINAR;

Os professores abaixo assinados vêm apresentar ao Conselho Pedagógico, ao Conselho Executivo e ao Ministério da Educação a sua demissão do cargo de avaliadores para o qual foram indicados.

Lisboa, 2 de Outubro de 2008

Manuel Beirão dos Reis (Departamento de Filosofia)

Gostaria que fosse acrescentado o seguinte:

5-Nunca,em toda a nossa carreira, vislumbrámos a hipótese de sermos avaliadores dos nossos colegas, daqueles com quem privamos diariamente, muitos deles com vinte ou mais anos de serviço. Esta situação acarreta problemas éticos muitas vezes incontornáveis e /ou de difícil resolução, pondo em causa o bom ambiente de trabalho, o que já sucede em vários estabelecimentos de ensino.


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15 de Novembro - Todos a Lisboa!!!

Caros Colegas Professores

Todos à manifestação nacional no dia 15 de Novembro contra o modelo de avaliação atomista, complicado e burocrático, imposto pelo Ministério aos professores.

Por uma avaliação simples, holista e produtiva, que não confunda o acto de avaliar com o de formar!

Este modelo de avaliação, imposto pelo Ministério, é perverso e contraprodutivo. O legislador, desconhecendo a realidade e a prática do ensino, assim como o contexto em que se desenrola, decretou medidas que aparentemente são muito justas e racionais mas que, por efeito de composição, levadas a cabo por um conjunto enorme de pessoas, produzem efeitos contrários ao esperado e, por isso, se revelam absurdas quando postas em prática.

Jean-Pierre Dupuy, o maior filósofo francês vivo, inspirado nos trabalhos de Ivan Illich, demonstrou que a contraprodutividade do trabalho resulta, na maior parte das vezes, desta mentalidade tecnocrática, utilitarista e consequencialista, que procura sempre e sempre mais meios para atingir os fins. De tanta preocupação com os meios, o trabalho perde-se nas "técnicas" e nos "instrumentos", nos "recursos", na "preparação" e nas "estratégias" e, quanto ao fim propriamente dito, esse fica esquecido ou não é atingido por causa do desperdício de tempo nos meios. Vou dar um exemplo simples dos transportes. Imaginem que toda a população de um determinado território se convence, por efeito mimético, que o automóvel é o meio mais racional, muito mais rápido e confortável para fazer as suas deslocações do que os transportes públicos. Todos, fazendo o mesmo e às mesmas horas, entopem as ruas e estradas e ninguém anda: demora-se muito mais tempo do que andar de bicicleta ou até mesmo a pé. Conclusão: uma decisão aparentemente racional, inteligente e correcta revelou-se absurda e contraprodutiva, perversa.

O mesmo se passará e já se passa com este modelo de avaliação: ele insiste tanto nos "meios" para o ensino, nas "estratégias", nas "preparações" e "planificações", nos "recursos" e nas "técnicas" que o fim (o ensino e a aprendizagem) ficará num lugar muito secundário o que, como tem sucedido, se irá provar nas provas internacionais dos nossos estudantes. Os professores vão gastar muito mais tempo do horário normal de trabalho por semana (35 horas) a dizer e a explicar o que vão fazer e, depois, a explicar o que fizeram e como o fizeram do que a ensinar e a ajudar os alunos a prender. Daí resultará uma enorme contraprodutividade que os resultados dos exames não conseguirá disfarçar.

E porque sucede assim? Porque o modelo é extremamente complicado: confunde o acto de avaliar com o acto de formar. Embora toda a avaliação deva ter implicações na formação contínua do professor, avaliar e formar devem ser actos distintos, o que não se verifica. Com este modelo, será legítimo perguntar se o trabalho dos orientadores de estágio foi em vão já que tudo o que se fez antes está posto em causa! Mais, os próprios orientadores serão avaliados/formados pelos seus avaliadores, pondo em causa o trabalho com os seus formandos!!! Há aqui qualquer coisa de muito perverso e absurdo, para já não falar no facto de um licenciado poder avaliar/formar um doutorado!

A avaliação do professor deve incidir apenas sobre 4 factores gerais: a progressão dos seus alunos que se mede pela comparação dos resultados médios entre uma avaliação diagnóstica exaustiva e completa à partida e uma avaliação sumativa aferida à chegada, podendo professor retirar uma ou outra turma cuja motivação para os estudos é abaixo de zero, pela pontualidade/assiduidade como funcionário do Estado, pela sua formação e estudos/publicações no domínio científico e pedagógico, pela participação na vida cultural da escola. O resto é pura perda de tempo e demagogia. Os professores sabem como dar aulas, o que sucede é que muitas vezes não têm os meios humanos (alunos e pais), organizacionais (complicação burocrática e gestão centralizada) e condições materiais para o poder fazer com qualidade. Quantas salas estão equipadas com projecção multimédia?!

Temos que dar um empurrão definitivo a este monstro absurdo mascarado de pedagogia científica!

Zeferino Lopes, Prof. e Dout. em Filosofia na Escola Secundária de Penafiel em 29 de Setembro de 2008.

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sábado, 4 de outubro de 2008

Professores do Agrupamento de Ourique: exigem a suspensão da avaliação de desempenho

Professores do Agrupamento de Ourique deixam-se de lamúrias e passam à acção: exigem a suspensão da avaliação de desempenho

MOÇÃO

(Documento aprovado em reunião geral de professores do Agrupamento de Ourique, realizada a 29/09/08)
Considerando que:
1 – O actual Modelo de Avaliação do Desempenho ao impor quotas para as menções de "Excelente" e "Muito Bom" desvirtua qualquer intuito que lhe pudesse estar subjacente de premiar os melhores professores e, por essa via, induzir à melhoria da qualidade do ensino.
2 - Assim, e como se torna claro para todos, tal Modelo de Avaliação só decorre duma estrita preocupação economicista a qual se traduz no afastamento do topo da carreira de cerca de 75% dos professores, independentemente dos seus conhecimentos, capacidades e competências.
3 – Se o Decreto regulamentar nº 2/2008 de 10 de Janeiro é mau em termos de ordenamento e regulamentação duma Avaliação de desempenho justa, imparcial, exequível e indutora de melhores práticas docentes – o que os professores deste Agrupamento aceitam e desejam –, pior é, sem dúvida, o conjunto das "Fichas de Avaliação do Desempenho" emanadas pelo Ministério da Educação destinadas à avaliação dos professores quer pelo Presidente do Conselho Directivo, quer pelos Coordenadores de Departamento.
4 - A obrigatoriedade em respeitar estas fichas no sentido de as operacionalizar para que possam medir desempenhos, nomeadamente a ficha de avaliação a ser efectuada pelo Presidente do Conselho Executivo, torna, pura e simplesmente, impossível a concretização de qualquer avaliação que se queira objectiva.
5 – Se a primeira responsabilidade dos professores é para com os seus alunos e se a sua principal tarefa é ensinar, como todos concordarão, a começar pelos pais dos alunos, estranho seria se os docentes deste Agrupamento aceitassem desviar a sua atenção, os seus conhecimentos, o seu empenho e a sua inteligência das actividades de ensino/aprendizagem para as focalizarem na operacionalização de fichas de avaliação que por defeito intrínseco não são passíveis de operacionalizar.
Os professores do Agrupamento Vertical de Ourique reunidos em Reunião Geral de Professores realizada a 29 de Setembro de 2008, pelas 17.30h, na Escola EB2,3/S de Ourique, sugerem ao Conselho Pedagógico a interrupção da aplicação do actual Modelo de Avaliação do Desempenho, até dia 30 de Outubro do corrente ano, para que o Ministério da Educação possa dar resposta a um conjunto de dúvidas, as quais impedem o Agrupamento de continuar a avançar com a regulação e a aplicação do citado Modelo de Avaliação.


Comentário
Sócrates e MLR não respeitam quem recua. Só a luta na rua lhes mete medo. O medo da impopularidade. O medo da perda de autoridade. Falta-lhes cultura clássica para serem sensíveis aos argumentos, aos factos e à discussão racional. Os professores têm de bater onde lhes dói mais: na rua. Não uma vez nem apenas duas: tantas quantas forem necessárias. Em Lisboa, mas também no Porto e em Braga...e...em todo o lado onde haja escolas e professores humilhados e esmagados pela burocracia e papelada.

Ramiro Marques

www.profblog.org/2008/10/professores-do-agrupamento-de-ourique.html

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