1. Os que têm vocação para comissários políticos. Aqueles que têm duas caras. Que andaram a bajular os professores para serem eleitos e, uma vez no poder, se passaram para o lado do inimigo dos professores. Esses começaram a salivar com a publicação do decreto regulamentar 1-B/2009, o tal diploma que fixa os suplementos remuneratórios e os prémios de desempenho. São esses que começaram a lançar sobre os professores, no dia 6/1, ordens de serviço sobre a calendarização da avaliação de desempenho, sem esperarem pelos 10 dias úteis que a lei prevê. Esses são o inimigo que entrou dentro da casa dos professores. São o pior inimigo. O inimigo que fica. Que permanece. Esses devem ser tratados como se tratam os inimigos. Com distanciamento. Sem amizade nem simpatia.
2. Os medrosos. Não concordam com esta avaliação de desempenho, reconhecem que as políticas de MLR e de Sócrates estão a destruir a escola e desfiguraram a profissão docente, mas têm medo de agir. Esses PCEs não são inimigos dos professores. Têm de ser tratados com compaixão e com paciência. Muitos deles, pressionados pelos professores, tomam decisões favoráveis à luta contra a avaliação burocrática de desempenho.
3. E há os PCEs que são democratas e corajosos. Que se colocaram ao lado dos professores. Que não têm medo e que dão a cara. O exemplo máximo é a PCE da Escola Scundária Infanta Dona Maria. Mas há muitos mais. A Benilde e tantos outros. Esses merecem a nossa admiração. Ficarão para a história deste período como os resistentes. São esses que irão estar, em Santarém, no dia 10 de Janeiro. Poderão não ser muitos, mas são bons. E merecem o nosso aplauso.
Publicada por Ramiro Marques
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