terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Avaliação - suspensão é a nossa arma

Suspensão é, no momento, a principal arma dos professores contra este modelo de avaliação

O Sindicato dos Professores do Norte, em reforço do que já foi feito pela Plataforma Sindical dos Professores, denuncia o facto de, em algumas escolas, estar a ser exigido aos professores que assinem declarações em como recusam ser avaliados, ou preencham formulários e apresentem requerimentos para que se lhes aplique um regime de avaliação que não está em vigor.

Muitos colegas têm questionado o facto de "agora" haver uma Lei (o tal SIMPLEX) e por isso, "agora temos todos que cumprir".

Sobre esta questão pode haver duas maneiras de entender a questão:

1) O SPN alerta os docentes para a ilegalidade destes procedimentos e lembra que:

- o Decreto Regulamentar foi aprovado pelo Governo no dia 17 de Dezembro, ;

- já foi objecto de promulgação pelo Senhor Presidente da República;

- de seguida, é necessário que seja publicado em Diário da República;

- havendo matéria, poderão, ainda, ser interpostas acções nos Tribunais que suspendam a aplicação do novo quadro legal;

- aguarda-se, também, a votação, na Assembleia da República, das Propostas de Lei que visam suspender, este ano, a avaliação de desempenho e substituir o modelo do ME por uma solução transitória.

2) A avaliação do desempenho está, DE FACTO, publicada em LEI. Mas é essa mesma LEI que os professores recusaram e por isso o ME foi obrigado a simplificar o ano passado. E foi a nossa FORÇA que impediu a sua aplicação, apesar de existir há um ano.

Ou seja, a questão não está em haver ou não haver LEI. E também não tem sido uma questão saber se temos ou não que a aplicar - o SPN reafirma que a grande luta contra a aplicação do modelo de avaliação é a sua suspensão, escola a escola. E aí, TODOS, juntos temos a FORÇA!

O SPN apela, assim, a todos os professores e educadores a que, em desobediência cívica, continuem a recusar-se a entregar os seus objectivos individuais.

Para esse efeito, disponibilizaremos todo o apoio aos professores e escolas que tomem essa decisão.

02.01.2009


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